Cartaz

Atomic Spin – Edição I
As bandas Montage e Barbis inauguram o ciclo das festas Atomic Spin

Dia 17 de agosto, às 22h, no Catamarã. Data, hora e local em que o Recife irá se render à primeira edição das festas Atomic Spin. E para inaugurar o ciclo de festas, o coletivo Spin convidou duas bandas de grande importância no cenário independente brasileiro: a Backing Ballcat Barbis Vocal’s e Os Bobs Babilônia, de Olinda – Pe, e Montage, banda cearense residente em São Paulo.

O Atomic Spin nasce da necessidade de conceder maior visibilidade às bandas locais perante o público e mídia, além de permitir o intercâmbio entre artistas de outras cidades. “Um dos focos do Spin, que se reflete na Atomic Spin, é promover o intercâmbio dentro do mercado fonográfico independente trazendo para Recife bandas de fora e também levando bandas pernambucanas para outras cidades”, completa Ericka Rolim, jornalista, produtora e uma das criadoras do Spin.

E nada melhor para apresentar a força do Spin do que duas bandas de personalidades incontestes que não passam despercebidas em nenhum lugar do Brasil. As Barbis, que têm a ironia das letras um de seus pontos fortes, é uma banda aclamada desde meados de 2002 pelos recifenses e já participou de vários eventos importantes dentro e fora do estado, como os festivais RecBeat (Recife – PE), No Ar Coquetel Molotov (Recife – PE) e o Ampli Volume II no Sesc Pompéia (São Paulo – SP). Atualmente, a banda trabalha na finalização do seu primeiro CD, gravado no Fábrica Estúdio e com produção musical de Pierre Leite.

Já Montage, a primeira banda de Electro Rock do Nordeste Brasileiro, se prepara para lançar seu primeiro álbum pelo selo Segundo Mundo, do produtor Dudu Marote, A banda já foi citada pela Revista Bizz como a banda que faltava há, pelo menos, 18 anos, e já teve seu show eleito o melhor do Brasil pela Folha de São Paulo, por dois anos consecutivos (2005 e 2006).

Para completar a noite, que terá todo um espírito de rave, a discotecagem dos Djs Çarunga, Haymone Neto, a presença da VJ Mary Gatis, e ainda Stands Pop que irão expor artes plásticas e moda. E o público pernambucano agradece a oportunidade de participar dessa efervescência musical.

SPIN

O Spin, ou Sistema de Propagação Independente, surgiu da necessidade de integração no circuito alternativo de música. Além de promover o intercâmbio dentro do mercado fonográfico independente, o Spin, tem como princípio a integração de outras mídias, como o audiovisual, artes plásticas, teatro, moda, etc, para agirem como parceiras na grande investida do coletivo, a música

Para dar gás a essa idéia entram em cena: Gabriel Caetano, músico e estudante de Rádio e TV, colaborador do Projeto Fora do Eixo e Espaço Cubo, em Cuiabá; Ericka Rolim, jornalista e produtora, trabalha em revistas de música como a Dynamite; Felipe Teobaldo, publicitário e ilustrador, com trabalhos de veiculação nacional em diversas mídias e premiados internacionalmente; Viviane Menezes, jornalista, produtora, apresentadora de rádio e uma das fundadoras do Projeto Coquetel Molotov.

A Atomic Spin é apenas uma das investidas do coletivo. Nós pretendemos contribuir com a profissionalização e distribuição da cena independente da música, através de um sistema de propagação independente que tem como finalidade a democratização musical”, completa Viviane Menezes.

Serviço:
Atomic Spin
Data:
17 de agosto
Hora: 22h
Local: Catamarã
Ingresso: R$ 10,00 (vendas na Vivace do Shopping Plaza e Recife)


Foto: Divulgação

Entrevista com Daniel Peixoto, do MONTAGE
Por Breno Soares

Anteriormente você respondeu a esse site que o nome MONTAGE foi escolhido pelo Patrick. Teve algum motivo para essa escolha específica ou foi algo por acaso?
Nenhum, apenas com base no prêmio de edição do Oscar, “The Best Montage to”, que significa exatamente isso: editar, juntar. Que foi o que rolou quando a banda deu início às atividades.

Vocês voltam ao Recife depois de dois shows muito bem criticados no Abril Pró-Rock 2006 e Rec Beat 2007. Agora além de mais conhecidos por aqui, vocês estão bem mais próximos do lançamento do disco. O que o público recifense pode esperar? Você prepararam algo diferente para esse show?
A canções novas que nunca foram apresentadas aí. E nosso show nunca é o mesmo, então até pra nós será novo. Também tem o fato de nosso fã-clube pernambucano ser gigante, o que estimula.

Nesse novo show aparecerá alguma música que ainda não foi tocada nos outros dois, algum material que vai entrar no novo CD ?
Sim, já tem até música do segundo álbum no repertório, é o caso de “My Love Has Green Lips”

Em que pé anda a gravação do disco, já está na fase de pós-produção?
Já começamos até o segundo álbum (risos). Vamos lançar o primeiro no TIM Festival que já confirmamos nossa apresentação.

Eu li que vocês também estão preparando um vinil de remixes para ser lançado na Europa ainda esse ano. Esse lançamento, imagino, seja uma forma de tentar cair nas graças dos DJs europeus e conseqüentemente do público lá fora. Vocês vêem esse lançamento do vinil como algo de mais importante para essa conquista ou vocês têm projetos mais incisivos para atacar o mercado internacional após o lançamento do vinil?
Temos uma turnê marcada por lá e esse disco deve sair depois da viagem. Uma musica nossa também está num CD da Som Livre chamado Neofunk, que será lançado além daqui, na Europa e Ásia. Mas de fato, esse projeto do vinil não é nossa maior prioridade no momento.

O Montage está com alguma previsão de show na gringa? Onde?
Sim. Se não formos dia 23 de setembro deveremos ir depois do Tim, em novembro. Já temos shows confirmados em Londres, Paris, Amesterdã e Barcelona..

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