MONÓLOGO MÁGICO
Novo projeto solo de Fernando Anitelli evoca músicas autorais e já difundidas na web

Por Fernando de Albuquerque
Da Revista O Grito!

FERNANDO ANITELLI
As Claves da Gaveta
[Zaluzejo, 2011]

O que Genival Lacerda, Frank Aguiar e Fernando Anitelli têm em comum? O desavisado diz um alto e bom “NADA!”. Os três tocam músicas de gosto controverso, mas, contraditoriamente, são bem conhecidos e fazem sucesso (cada um no seu nicho), no Brasil. Aguiar ficou conhecido por forrós nem um pouco católicos; Genival pela safadeza intríseca de suas composições; já Anitelli? Talvez pela sua presença de palco, pelas composições pouco referentes e por ter saído na frente no quesito divulgação pela web.

A bem da verdade, o vocalista do grupo Teatro Mágico se lançou em mais uma empretiada, o projeto solo intitulado As Claves da Gaveta. Trata-se da compilação de canções autorais que, até então, estavam dispersas pela internet e de releituras de suas composições já interpretadas.

As 11 canções que compõem o disco mostram o tom personalista que tanto marcam tudo que tem a embalagem “Fernando Anitelli”. Todas elas recobertas por rimas como “antes tarde do que nunca/ pra nunca mais chorar”, “antes do amor a dúvida”, “menina do balaio/ Donde cê pareceu/…festando o balaio meu”.

A sonoridade composta por Anitelli até que são boas. Ele mixa infuências do jazz com música brasileira para fazer um som sofisticado e bem estruturado. Os pecados estão (conforme acima) na rima das letras. A vocação para a letra não é das melhores e acaba por desalinhar aquilo que está bem estruturado.

Para atender os pedidos do público ele interpreta, ainda, “Pena” e “O Anjo Mais Velho”, músicas originais d’O Teatro Mágico.

Nota: 5,0

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