Depois de revelar talentos, Mondo Urbano sai do indie e ganha – merecidamente – público maior

A Devir colocou nas livrarias a versão encadernada da HQ Mondo Urbano, que foi lançada de forma independente em três partes ano passado. Trata-se de uma das mais criativas produções a sair do indie nacional e acabou revelando três talentos, dois deles, Rafael Albuquerque e Mateus Santolouco com projeção no mercado norte-americano.

A história é contada usando a polifonia. Diversas cenas são recontadas pelo olhar de diferentes personagens. A história vai sendo construída aos poucos pelo próprio leitor. Mas é a junção dos três estilos de desenhos que tornou a HQ tão interessante. Eduardo Medeiros tem um traço mais cartunesco, enquanto os outros dois se aproximam mais do estilo realista das comics norte-americanas.

» Rafael Albuquerque trabalha com Stephen King em Vampiro Americano
» Perfil: Mateus Santolouco

A trama trata da tríade sexo, drogas e rock’n roll e desta vez, até os clichês foram bem utilizados. E claro, não poderiam faltar as intrigas, traições e até mesmo demônios. As edições originais foram lançadas em separado, Powetrio, Overdose, Cabaret e Encore. Mas a Devir não foi pioneira em enxergar o valor dessas HQs. A Oni Press lançou primeiro a obra nos EUA.

Mas a edição brasileira é muito bem editada, e o melhor, possibilita a mais pessoas contato com essas histórias e esses autores.

MONDO URBANO
Eduardo Medeiros, Rafael Albuquerque e Mateus Santolouco
[Devir, 128 págs, R$ 25]

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