Mint (Foto: Razzi.com / Divulgação)

Belgas baratos
Por Mariana Mandelli

MINT
Hinterland
[Munich Records, 2008]

Com dois álbuns no currículo, os belgas do Mint lançam Hinterland. Mesclando elementos eletrônicos com referências de indie pop, rock e twee, Steve Janssens (vocal), Erwin Marcisz (vocais e guitarra), Kim Windmolders (sintetizadores), PhiL Marcisz (baixo) e Tim Claes (bateria) alcançaram muito sucesso na Bélgica, mas nunca tiveram grande repercussão internacional.

Alguns singles dos álbuns anteriores, Echoes From The Engine Room (2004) e Magnetism (2006), pipocaram pela Europa e pelas rádios alternativas norte-americanas. Mas não passou disso e, se depender de Hinterland, não vai passar mesmo. Tentando seguir o caminho do Snow Patrol, a banda não consegue sua própria identidade. O novo álbum é fraco e sem nenhuma originalidade nas composições.

Tirando os momentos mais pesados – “Giving Blood To Machines” e “Medicine” – e as faixas mais leves e baladas – “IVR The Friendly Voice” e “Hinterland” –, o que sobra do disco são canções que cabem no formato pop: letras fáceis de refrão grudento, efeitos sonoros e sentimentalismo barato. “I Save My Smiles”, “Meet Me At The Morasko” e a ótima “The More I …” ainda podem ser consideradas bom indie rock, mas não salvam o álbum.

Nota: 5,0

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