A rapper M.I.A. respondeu às acusações de uso de imagens supostamentes relacionadas ao grupo separatista Tamil Tigers, do Sri Lanka. Segundo o FBI, a organização é considerada terrorista. Quem questionou foi o rapper e produtor cingalês DeLon, que postou no YouTube um vídeo – retirado em seguida pela gravadora da moça, a Interscope – onde mostrava que a música “Paper Planes” faz alusão ao grupo Tamil, com cena de bombas e guerrilha.

“Eu não apoio terrorismo”, disse M.I.A. ao site americano Pitchfork. “Como cingalesa (quem nasce no Sri-Lanka), convivi com guerra e bombas. Minha música é a voz de uma civilização refugiada”. Segundo a rapper, DeLon está apenas querendo se auto-promover com a polêmica e não irá tentar nenhum tipo de diálogo com ele. O vídeo postado pelo rapper obteve mais de 100 mil acessos, antes de ser retirado do ar. Blogs dos EUA informam que ele disponibilizou o vídeo para download em uma página pessoal.

DeLon diz que a rapper usa a imagem do tigre, símbolo da organização Tamil. “Você sabe o que o tigre representa: a morte do inocente”, declarou ele em nota divulgada à imprensa. No mesmo texto ele disse que M.I.A. representa “o pior tipo de terrorismo”. Ele ainda chama atenção ao refrão da música, onde aos sinais de tiros, ele afirma que ela faz apologia à guerra.

A controversa ligação da cantora com o Sri-Lanka não é nova. Tendo nascido no país e se naturalizado na Inglaterra, M.I.A. sempre fez questão de fazer referências aos conflitos vividos no seu país de origem. Desde seu primeiro disco, Arular, ela já causava polêmica ao mostrar simulações de guerra no clipe “Bucky Done Gun”. Em 2006, ela teve o visto de entrada nos EUA negado e teve que cancelar diversos shows em festivais.

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