A lista dos melhores discos lançados este ano, segundo os editores da revista. Como no ano passado, no blog, pedimos listas para jornalistas e pessoas ligadas à música, para servir de referência à nossa lista geral. Agradeçemos a todos que nos enviaram listas e comentários.
Pela Equipe do Grito!

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GUI BORATTO
Chromophobia

O maior mérito do brasileiro Gui Boratto em seu disco Chromophobia é a variedade de texturas que cria. A crítica internacional o descobriu entre milhares de DJ’s e produtores que lançam álbuns todos os anos. O sucesso, no entanto, não foi repentino, já que aos 33 anos, Gui já foi compositor, arquiteto e trabalhou com publicidade. Mesmo sendo um expoente do minimal techno, passeia neste disco pelo techno, neo-trance, ambient e synth-pop. Sua ópera-pop “Beautiful Life” quase se aproxima do post-rock

[Myspace | Critica | Kompakt]

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VANGUART
Vanguart

Quando o Vanguart surgiu, já recebeu a injusta missão de se tornar a salvação do rock independente brasileiro. Com o tempo, outras promessas surgiram, e a banda corre agora para se desafogar do hype que o conduziu ao sucesso. O primeiro disco homônimo é cantado em três idiomas e carrega influências descaradas de Neil Young e Bob Dylan, mas não deixa de ter sabor próprio. Cheio de melancolia, respira muito o ar de Cuiabá, a cidade natal dos integrantes. Provavelmente, o disco seguinte mostrará um outro Vanguart, mais consoante com a cidade que vivem hoje, São Paulo. Grande surpresa do indie nacional, sem dúvida.

[Myspace | Critica | Cubo Disco]

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THE FIELD
From Here We Go To Sublime

O projeto de música eletrônica do sueco Axel Willner é conceitual e ousado. Em todas as faixas, praticamente não há arranjos. Cada uma delas tem um ambiente próprio. No fim, todas formam uma espécie de universo cósmico, indizível, inumano. O intuito de Willner era fazer muito com o pouco que a eletrônica lhe proporcionava. Enquanto DJ’s e bandas de eletrônica buscavam uma interação com o rock e outros estilos, ele não abriu mão de fazer um disco apenas com “barulhos”. Não há guitarra, nem baixo, nem bateria, ou mesmo piano. O sublime, citado no título e buscado por ele, provém de uma matriz artificial e tecnológica. Intrigante é conseguir provocar reações no que acreditamos não ter sentimento. The Field além de um ótimo disco, lançou questões sobre o que é música e para onde ela está indo com seu disco próximo do sublime.

[Garmonbozia | Critica | Kompakt]

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SPOON
Ga Ga Ga Ga Ga

Spoon é a típica banda de indie-rock que parece lançar um greatest hits a cada álbum tamanha é a perfeição dos arranjos. Com vigor suficiente para mais um Best Of, o Spoon repetiu o feito com Ga Ga Ga Ga Ga. Os instrumentos e arranjos fogem do óbvio, mas ainda mantém os pés fincados na tradição roqueira, no limite da experimentação. Os melhores momentos do disco exploram os vocais de Britt Daniel, ora numa entonação comedida, ora numa ingenuidade ou até mesmo demonstrando dor como “You Got Yr. Cherry Bomb”. Ecléticos no repertório, o Spoon dá um refresh no indie.

[Myspace | Critica | Merge]

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PANDA BEAR
Person Pitch

Noah Lenox é um músico pretensioso na forma, no conceito e até na feitura de seu trabalho. Person Pitch só prova que o integrante do Animal Collective busca produzir trilhas sonoras imaginárias para momentos únicos, como um alvorecer ou uma tempestade. Como um druida, Panda Bear aprofunda sua ligação com a natureza, sua música é visceral, aconchegante como a terra, mas também impiedosa e desconcertante. Não faltam sons de animais, revolver de solo e a voz de Lennox sempre distante, ecoado. Difícil até de imaginar onde ele fora buscar tais sons. Até se disse que Person Pitch aprofunda a psicodelia, mas após a audição repetida, fica difícil dizer.

[Myspace | Paw Tracks]

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FEIST
The Reminder

Feist provou com o elogiado The Reminder que tem talento de sobra para ir além das fronteiras da cena indie. Com um pop elaborado e ao mesmo tempo acessível, Feist mostra que não é necessário grandes malabarismos para fazer um disco de qualidade. Mesclando canções animadas com outras mais melancólicas, a sonoridade de Feist é antes de qualquer coisa, agradável. A voz aveludada da cantora canadense não pára de ganhar espaço no mercado, adentrando espaços ainda não explorados por uma artista indie. O sucesso de The Reminder mostra que o folk-pop-indie-fofo ainda está em alta e se depender dela, irá perdurar por um bom tempo. Seu nome sempre causa confusão quanto a pronúncia (Fêist ou Físt?), mas as pessoas parecem não se importar em dizê-lo por aí.

[Myspace | Critica | Cherry Tree]

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SALLY SHAPIRO
Disco Romance

Sally apareceu assim que 2007 começou com uma proposta ousada: provocar alguma reação com o já defunto gênero do synth-pop. E conseguiu. Avessa a entrevistas e aparições ao vivo, a sueca não revela seu nome verdadeiro e não se mostrou interessada até hoje em fazer nenhum show. Sua música é doce e melancólica, produzida pelo também sueco Johan Agebjörn (para muitos, o seu “criador”). Sua Ítalo-Disco é de um exagero retrô, mas a emoção que provoca é difícil de encontrar nas pistas de dança hoje em dia.

[Myspace | Critica | Diskokaine]

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PJ HARVEY
White Chalk

Depois de criar o mito em torno de si, a musa do rock independente PJ Harvey, abandonou as referências que a fizeram famosa e se distanciou ao máximo dos clichês dela mesma. White Chalk é um álbum corajoso, atemporal e muito melancólico. A própria cantora já afirmou em entrevistas que as canções remetem a episódios de sua infância. O piano substituiu as guitarras como instrumento de arrebatamento, presente em algumas músicas de discos anteriores. Neste, em quase todas temos um diálogo de PJ consigo mesma, seja rememorando algo ou até mesmo pondo em cheque sua sonoridade. Só mesmo ela para fazer um disco intimista e visceral ao mesmo tempo.

[Myspace | Critica | Island]

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BONDE DO ROLÊ
With Lasers

Quem subestimou o Bonde do Rolê levando em conta se tratar de uma suposta piada da música pop, recebeu um tapa na cara este ano. Eles não só conquistaram platéias no mundo todo como fizeram um disco de estréia que mostra maturidade e ótima produção. Lançado pela Domino, não perderam o escracho e criaram novos hits como “James Bonde”, “Dança do Zumbi” e “Caminhão de Gás”. Não puderam usar os samplers que os tornaram famosos, quando misturavam funk carioca com sucessos do rock, mas souberam contornar bem. Com a notícia da saída de Marino Vello do Bonde do Rolê, já bate o saudosismo de uma das melhores experiências musicais saída do Brasil em anos.

[Myspace | Critica | Domino]

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JENS LEKMAN
Night Falls Over Koterdala

Jens Lekman tem apenas 26 anos, mas com ares de cantor antigo. Ainda pouco conhecido pelas bandas abaixo da linha do Equador, o jovem romântico já produz desde 2000 e chegou a ser comparado ao clássico Frank Sinatra e aos contemporâneos e também emotivos, Belle And Sebastian. Seu novo trabalho, Night Falls Over Koterdala (2007) continua com suas divagações sobre amor, paixão e desilusão, características também conferidas em seus álbuns passados e que lhe renderam títulos como romântico, triste e sincero. Suas melodias simples, mas bem construídas, lembram em algumas faixas soundtracks do cinema romântico. Momentos felizes de um casal apaixonado, desilusão da mocinha ao descobrir que foi traída ou o estranho sentimento de sentir-se amando pela primeira vez são cenas que parecem se encaixar ao som de Lekman.

[Myspace | Critica | Secretly Canadian]

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THE SHINS
Wincing The Night Away

A banda que muda a vida das pessoas segundo Natalie Portman não lança um disco sem o intuito de soar um exemplar do pop perfeito. Formado por pessoas simples, a banda do Novo México dos Estados Unidos é herdeira legítima do rock fofo e romântico do Belle and Sebastian, com a diferença que tem mais vigor e está longe do folk. A música é feita para emoldurar momentos bons e ruins, enfim, a trilha particular de quem porventura ouça o álbum. É esta a principal força do The Shins e que faz dele uma das mais importantes bandas dos anos 00, sua identificação instantânea com o ouvinte.

[Myspace | Critica | Sub Pop]

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KLAXONS
Myths Of The Near Future

Nenhuma banda recebeu tanta cobertura da mídia em 2007 quanto os Klaxons. O motivo mais óbvio seria o de que, na qualidade de criadores de um novo gênero, mereceriam a pecha de personagens históricos. No mais, foram um dos hypes mais elogiados da imprensa inglesa. A tal New Rave e seus neons já é algo do passado, chegando ao ponto do grupo proibir bastões fluorescentes em seus shows. O que acontece é que, como mostrou este primeiro disco, o Klaxons temia ser engolido pelas próprias referências. Myths Of The Near Future, por este motivo, já abandona a New Rave, apostando em sonoridades electro-roqueiras, baladas e outras coisas nada “rave”. Para entusiastas do grupo eles agora querem ser conhecidos como “alt-disco”. Ah, tá.

[Myspace | Critica | Domino]

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LES SAVY FAV
Let’s Stay Friends

A banda de Nova York esperou seis anos para lançar sua obra prima, Let’s Stay Friends. Nesse meio tempo, apenas uma coletânea de singles e EP’s. O mito que se construiu dentro do indie-rock só aumentou nesses dez anos, desde 3/5 (1997). A razão pode não ser tão simples, mas ao ouvir o grupo se tem uma idéia da razão do fascínio provocado por eles. Dance Punk e Post Hardcore, aliados a um show que, por vezes termina com o gorducho vocalista Tim Harrington nu no palco. As letras de Tim formam um conjunto perfeito com o caráter explosivo da banda. Se aproximam do que chamam de art rock, dada a sofisticação do conjunto melodia-composição. De outro lado, são conhecidos pelas apresentações ensadecidas. Só ouvindo a banda para entender porque eles ganharam o adjetivo de idiossincráticos.

[Myspace | Critica | French Kiss]

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KANYE WEST
Graduation

Os motivos que Kanye West conquistou o mundo pop, bem distante do recluso e milionário reduto do Hip Hop são claros: sua mente aberta para novas sonoridades, sensibilidade para experimentar samplers inusitados, articulação com artistas de outros gêneros, zero de preconceito, pretensão elevada. Outra coisa a se espantar. Mesmo usando piano em várias músicas, bebendo na influência do jazz, nunca poderíamos chamá-lo de experimental; é o mais pop rapper em atividade hoje. Em Graduation, seu terceiro álbum, colocou no mesmo caldeirão Daft Punk, no hit “Stronger” e Chris Martin em “Homecoming”. A imaginação de West não tem limites.

[Myspace | Critica | Roc-A-Fella]

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BATTLES
Mirroded

Inumano seria o melhor adjetivo para descrever o supergrupo Battles e sua música baseada em equações. Construindo uma rede de melodias quase que totalmente instrumental, a banda mostrou inventividade, com quase zero de afetação. O rock experimental do Battles é indiferente, fleumático. E invenção é quase uma marca registrada do grupo: os integrantes mais parecem uma fábrica, trabalhando em escala industrial para criar novos sons. Se acha difícil a invenção de novos sons hoje no rock, é bom ouvir o Battles.

[Myspace | Warp]

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CHINA
Simulacro

O ex-vocalista da banda Sheik Tosado e atual do Del Rey se firmou como um dos mais promissores talentos pós-mangue. Com Simulacro, o cantor amplia suas influências e mescla neste trabalho suas origens musicais com a bossa-nova, o samba, Roberto Carlos e até psicodelia. O álbum é um trabalho maduro e que sabe o terreno onde pisa, buscando conciliar todos esses estilos. China é um exemplo de que o pop brasileiro vive um momento de “refresh” e se revitaliza.

[Myspace | Critica | Candeeiro]

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BEIRUT
The Flying Cup Club

O debut de Zach Condom, o Beirut, em 2006 com Gulag Orkestar pegou todos de surpresa: fazer música pop com sons do leste europeu era o que de mais absurdo o indie americano poderia inventar. Em seu segundo disco, Flying Cup Club, Condom surpreende de novo. É a primeira vez que trabalha com uma banda completa. E sua viagem aporta no oeste da Europa, mais precisamente na França, onde bebe dos sons tradicionais para construir suas canções carregadas de nostalgia. A orquestra que agora o acompanha, aliado a sua voz, agora em tom bem mais grave, confirma o Beirut como um projeto sui generis no pop mundial. E um adendo: sua música está bem além de movimentos e estilos, como o Gispy, com o qual é associado com frequencia. Beirut faz música arrebatadora.

[Myspace | Critica | Da Da Bing]

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JUSTICE

É, eles são os caras responsáveis por um dos videoclipes mais incríveis da história. “D.A.N.C.E” veio sem ninguém esperar e deixou todo mundo embasbacado com a beleza pop do vídeo, e ainda por cima, com a qualidade da música. Justice, assim como Simian Mobile Disco e Daft Punk são ótimos exemplos de que muitos efeitos, se bem administrados, se tornam incríveis músicas não apenas para a pista, mas para ouvir com fones de ouvido. Indo no caminho contrário da tendência minimal que tomou os clubes nos últimos anos, o duo formado por Gaspard Augé e Xavier de Rosnay se mantiveram fiéis ao electro e ao rock, com muitos sintetizadores, vocais, efeitos digitais e atitude rocker. O acúmulo de ferramentas usadas por eles está bem presente em seu primeiro álbum, . Destaque para D.A.N.C.E e Waters of Nazareth.

[Myspace | Critica | Ed Banger]

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BURIAL
Untrue

Pouco se sabe sobre Burial. Das poucas informações sabemos que é inglês e está na faixa dos 20 anos. Este mistério em torno de sua identidade faz parte do conceito de seu projeto. Sua música é misteriosa, e isto é um convite a descobrí-la. Neste segundo disco, Burial aprofunda suas experimentações no dubstep, gênero que ajudou a popularizar, incorporando referências do jazz, hip-hop e soul. O aparente hermetismo das canções é apenas uma fachada. A cada audição, adentramos cada vez mais na sonoridade do disco. As descobertas valem a pena. De imediato podemos concluir uma coisa: sua atmosfera é desoladora, quase um lamento.

[Myspace | Critica | Hyperdub]

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THE NATIONAL
Boxer

Carregado de tristeza, obscuridade e composições reflexivas, o The National é mais um a ocupar a trilha de desesperança deixada por Ian Curtis, do Joy Division. Seu grande trunfo é incluir orquestrações, o que confere ao álbum um jeitão de clássico. “Fake Empire”, já anuncia com o vozeirão de Matt Berninger, que a viagem será marcada por um estilo visceral. Usando um mal exemplo, é como se Leornard Cohen tivesse uma banda de pós-punk. Boxer alterna lamúrias de cortar o coração até do mais desalmado e canções dancantes, bem ao estilo indie-rock obscuro de Interpol. Em seu quarto disco, o The National conseguiu incluir gêneros como country, indie, chamber-pop e slowcore num conjunto que beira a perfeição.

[Myspace | Critica | Beggars Banquet]

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AMY WINEHOUSE
Back To Black

Entre o lançamento de um dos melhores discos do ano e as desvenruras no campo pessoal, 2007 foi o ano de Amy Winehouse. Dona da voz mais marcante surgida nos últimos tempos, a cantora, junto com o produtor Mark Ronson, fizeram de Back To Black uma obra-prima. Letras “embriagadas” de dor e sarcasmo e uma sonoridade criativa foram o ponto alto de álbum brilhante como há muito não se via no mundo da música. “Rehab” foi o hit do ano e canções como “You Know I´M No Good” lembraram ao público que a música pop também pode ser elaborada. Uma pena que paralelamente ao sucesso, Amy tenha afundado no ‘junkie way of life’ e protagonizado alguns dos mais deprimentes escândalos do ano. Porém, mesmo depois de tantos barracos, a inglesa termina o ano com a certeza de que ficará nos corações e mentes dos amantes da música pop por anos.

[Myspace | Critica | Virgin]

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M.I.A.
Kala

M.I.A. carrega sem medo e com personalidade todos os estigmas que, infelizmente, ainda existem entre os adoradores de música pop. É funkeira, rapper, militante, feminista, artista plástica. A inventividade de sua música está acima de preconceitos. Kala entrelaça diversos ritmos do mundo inteiro à música pop ocidental. Estão lá o kuduro, o indie-rock inglês, Afrika Bambataa, ritmos indianos e funk carioca. Esse aparente excesso de informação ganha reforço nos clipes e design do álbum, recheado de colagens, estampas, cores berrantes, tudo muito caótico. Política, M.I.A. faz de suas músicas, um manifesto. Critica chacinas em Darfur, tráfico de seres humanos, exploração do terceiro mundo. Tudo sem um pingo de demagogia, já que viveu momentos de tensão na infância e tem um pai guerrilheiro. Esse multiculturalismo de M.I.A. está presente em toda sua carreira; é o fio que conduz sua obra. Diferente de outras experiências que tentaram unir o pop e o exótico, M.I.A. não se apropria de nada. Sua nacionalidade é todas, por esta razão, está imersa nas culturas do mundo todo.

[Myspace | Critica | Beggars Banquet]

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ARCADE FIRE
Neon Bible

O segundo álbum da banda Arcade Fire firmou o grupo na elite do pop mundial. Se em Funeral, o primeiro trabalho da turma, eles surpreenderam com uma série arrebatadora de canções fortes, emocionantes e vibrantes, em Neon Bible, o apuro musical dos canadenses chegou ao ápice. Buscando novas sonoridades e utilizando instrumentos pouco convencionais, o Arcade Fire conquistou o público com sua deliciosa melancolia. Neon Bible é um daqueles discos que não possuem uma ou outra faixa de destaque, indicando um resultado bastante uniforme. Em resumo, um grande trabalho.

[Myspace | Critica | Merge]

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LCD SOUNDSYSTEM
Sound Of Silver

Sob o comando do nova-iorquino James Murphy, o grupo LCD Soundsystem trouxe para a cena musical eletrônica um onda de inovação da qual o gênero estava carecendo fazia anos. O álbum Sound of Silver misturou Talking Heads, David Bowie, B’52 e a dance music em um repertório criativo e inspirado. Todas as faixas tem cacife para agradar aos mais diversos tipos de público. Conseguir fazer indie, disco-punk, basslines e falsetes vocais serem um dos lançamentos mais bacanas do ano não é trabalho para qualquer um. Sound of Silver se situa entre a moderna dance music o rebuscamento próprio do produtor, James Murphy. A banda desde o lançamento de seu primeiro álbum em 2005 vem mostrando projetos de muito boa aceitação do público. Se a mistura bem feita de seus sintetizadores, percussão e vocais continuar a ser feita com o cuidado atual, outros Sounds devem vir mais para frente. Talvez o Sound of Gold, Sound of Diamond…

[Myspace | Critica | EMI]

Radiohead (Foto: Steve Forrest/Insight-Visual, The New York Times)

RADIOHEAD
In Rainbows

Os ingleses do Radiohead não se contentam em apenas lançar um ótimo disco. Desde OK Computer que lançam debates sobre o futuro da música em seus discos. Depois do político Hail To The Thief, o sucessor, In Rainbows colocou em xeque a indústria fonográfica ao propor uma nova maneira de se difundir a música. Ao deixar aos fãs a decisão de quanto devem pagar pelo álbum, perguntam: Quanto vale a música da banda? Melhor: qual o valor da música em geral? Não demorou para que o disco ganhasse o adjetivo de revolucionário. Impossível, hoje em dia, esquecer dessas discussões ao falar de um lançamento do Radiohead. Mas, focando nas músicas de In Rainbows apenas, temos um exemplo de diluição que os gêneros sofreram na última década. O uso que a banda faz do jazz é impressionante, transformando essa mistura com o rock um estilo único: o dela própria. Além de modificar o panorama das coisas com o lançamento, In Rainbows é um dos melhores discos da fase atual do Radiohead, que teve início com Kid A, e pode aumentar ainda mais o público do grupo. Agora independentes, não resta dúvida da relevância que possuem, e do posto de maior banda em atividade do planeta.

[Myspace | Critica | XL]

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