O Grito convida a todos os leitores a celebrar um apurado do que de melhor rolou na música em 2006. 12 meses de surpresas consecutivas, que nos fizeram dançar, gritar, chorar, rir e ter raiva; sempre uma trilha sonora, que parecia que ia mudar tudo, estava ao nosso lado. No ano em que o grande astro do universo pop é você, é cada vez mais prazeroso descobrir coisas novas. Shared é a palavra de ordem. (Antes era ‘to buy’).

Como no ano passado, enviamos emails para vários jornalistas e pessoas que admiramos e foi com eles que o staff do Grito elaborou a lista de Melhores do Ano. Agradeçemos e publicamos as listas dessas pessoas. Após isso, o Grito! entra em férias pra recarregar as baterias e volta na metade de janeiro.

Com vocês os melhores…

DISCOS DO ANO

20- WOLF EYES – Human Animal
A trilha sonora perfeita do diretor David Lynch, cheia de efeitos e incrivelmente inaudível; a obra máxima do experimentalismo. Pode ser dita como trilha da viagem sem volta ao inferno, trilha essa que vai continuar soando na sua mente como nenhuma outra conseguiu ficar. Human Animal conseguiu ser mais pesado do que Sex Pistols e bem mais complexa do que uma obra de Wayne Coyne.

O que foi dito no GRITO [05 de Dezembro] :

(…) Uma trilha sonora da agonia e muita genialidade. (…) As sonoridades se misturam em “Human Animal” e fica impossível escutá-la em volume máximo, é de doer os tímpanos, nunca vi nada igual. Leia mais

19- SONIC YOUTH – Rather Ripped
É bem complicado uma banda que conquistou todo um publico super critico feito o Sonic Youth, lançar um álbum como esse. Incialmente uma banda experimental, Rather Ripped traz um SY mais harmônico, mais limpo, sóbrio e a voz de Kim Gordon e Thurston Moore encontram-se incrivelmente belas, uma das melhores obras dos 20 anos da banda.

O que foi dito no GRITO [8 de Setembro] :

Este é o disco mais direto do Sonic Youth. (…) Um dos maiores problemas destes nova-iorquinos é justamente se ver atacado pelo seu próprio brilhantismo. Quando decidiu não salvar o rock, o Sonic Youth fez um disco legal. Leia mais

18- EL PERRO DEL MAR – Look It´s El Perro Del Mar
Uma das grandes descobertas da Suécia, Sarah Assbring é uma delicada artista não muito afeita ao showbiz. Com emoção e alma, Sarah neste seu projeto El Perro Del Mar, destila suas tristezas ao mesmo tempo que tenta entender a si mesma. O seu disco é uma biografia e uma revisão de sua vida. Com sinceridade, com um vocal gélido e assoprado, com delicadeza, Sarah nos leva para uma viagem amarga ao redor dela mesma. E se sente melhor.

O que foi dito no GRITO [17 de Setembro]:

(…) uma bem feita orquestra indie, com coral, guitarras, piano e orgão, além da triste e profunda voz de Assbring, El Perro del Mar é difícil em toda sua poeticidade, delicadeza. Leia mais

17- BEIRUT – Gulag Orkestar
O gênio teen da música, Zach Condon faz do Beirut um circo de referências, no bom sentido. O multi-instrumentista abusa de tudo que possa parecer chato e cafona fazendo uma música extremente tocante e pop ao mesmo tempo. O projeto deste susessor de Beck é uma lamúria tamanha que chega a ser inédita pelas texturas. Se fosse aqui no Brasil, Los Hermanos ia ser fichinha para este rapaz, mas é como é no exterior, escutar os irmãos Loser parece ser genial.

O que foi dito no GRITO [5 de Dezembro]:

É como se estivéssemos nos Balcãs, gerando em cima de uma mesa cheia de narguee-las. Multi-instrumentista, tem apenas 19 anos e já é considerado um gênio dos independentes, como Beck o fora no início dos anos 1990. A diferença esta na ousadia de referências. (…) Leis mais

16- THE RAKES – Capture/Release
Pare o que estiver fazendo para escutar o Capture/ Release destes ingleses que é a melhor criação do novo rock atual. O Rakes são rápidos e bastante objetivos, Capture/Release é curto e uma mina de hinos indies. As guitarras pegajosas e os falsetes estão presentes em toda a obra, cada faixa é um potencial sucesso das pistas de festas ao redor do mundo. Palavra certa: imperdivel.

O que foi dito no GRITO [19 de Setembro]:

Em 35 minutos quem terá tempo para refletir sobre os rumos do atual rock? Sobre a relevância do hype da música pop inglesa? Estes são os The Rakes, e você foi pego de assalto. 11 músicas para embalar noites hedonistas de pós-adolescentes mal resolvidos. Leia mais

15- RACONTEURS – Broken Boy Soldiers
Jack White mostra que é um midas do rock. Mas claro que este Raconteurs não diz respeito só a ele. Brendan Benson serviu de apoio e também como o oposto perfeito para se criar esta obra punjente que revolve as raízes do rock. Apressadamente comparados ao Nirvana, o disco é uma grande obra que mostra a diversidade deste 2006. Sem muita excentricidades (antes, a principal especialidade de White), é apenas um ótimo disco.

O que foi dito no GRITO [9 de Agosto]:

(…) Raconteurs e seu disco, o Broken Boy Soldiers é enxuto em suas pretensões; dispensa a bunda-molice de (muitos) discos do Brendan Benson e algumas músicas cansativas do White Stripes. Além disso, agrega um blues-rock vigoroso que não é trazido de nenhum dos grupos.(…) Leia mais

14- THE FRATELLIS – Costelo Music
Um mundo retrô, vintage, esse do Fratellis. Um grupo para abocanhar as pistas de dança. Nem new-rave, nem old-rock, mas uma banda hedonista, reta, a tratar de temas como foras da namorada com o básico das guitarras e baterias já conhecidas. Com tão pouco o Fratellis têm o incrível dom de apaixonar quem ouve. Espetacular.

13- LONG BLONDES – Someone To Drive Your Home
Kate Jackson é o início e fim do Long Blondes. Assim como Debby Harry e Siouxsie Six, encarna o máximo do carisma e assim leva sua banda à um nível de culto sem precedentes. O Long Blondes traz uma natureza pós-punk delicioso, mas já aponta para um novo caminho para o rock (ou o novo-rock, como preferir). Isto se deve ao fato da banda mostrar um vigor criativo impressionante e a voz marcante de Kate Jackson. Sempre ela.

O que foi dito no GRITO [21 de novembro]:

(…) tem as cabeças voltadas para a era glam do rock, como New York Dolls, Blondie, Slade, além de Buzzcocks e Ramones. O Long Blondes pegou o mundo desprevenido. Seu disco é pensado para divertir do início ao fim, leva esta retomada da new-wave ao seu patamar mais criativo e original até agora. (…). Leia mais

12- CAMERA OBSCURA – Let´s Get Out Of This Country
Ninguém ligava para o Camera Obscura, tida como um decalque do Belle & Sebastian e fadada ao esquecimento ou ao culto de poucos fanáticos. Mas Let´s Get Out Of This Country fez a banda encontrar o devido reconhecimento. O disco é irrepreensível, com belas baladas, hits grudentos, dançantes e aquele clima intimista pra servir de trilha sonora para bons e péssimos momentos.

O que foi dito no GRITO [24 de Julho]:

(…)Let´s Out… É um disco que recupera um glamour perdido, tenta criar uma atmosfera de ilusões perdidas, como um filme dos anos 30, a começar pela capa do disco.(…). Leia mais.

11- GNARLS BARKLEY – St Elsewhere
Assim como o Arctic Monkeys, o Gnarls Barkley também quebrou barreiras esse ano. O seu hit “Crazy” foi o primeiro lugar das paradas apenas com downloads vendidos. O mundo do qual faz parte bandas como o GB, o Hot Chip, o CSS, não vê distinção de públicos. Pena que uma parte das pessoas desinteressantes estejam até agora tentando descobrir o estilo do grupo, quando poderia estar se divertindo como nunca. Bem vindos ao futuro.

O que foi dito no GRITO [9 de Agosto]:

(…) St Elsewhere é o encontro de todos os afluentes de referências pop, que vai do rap ao electro. (…) é o registro mais moderno da música hoje e aponta novos rumos para o pop ao mesmo tempo em que coloca tudo numa encruzilhada, “e agora, para onde?” Leia mais

10- DECEMBERISTS – The Crane Wife
Com este disco, a antes pequena e adorada banda indie Decemberists, conseguiu seu lugar como uma grande banda de rock a influenciar jovens no futuro. Com uma verve teatral, criaram um disco conceitual, mas nunca abriram mão do pop singelo e triste. The Crane Wife é um dos melhores momentos do indie rock este ano.

O que disse o GRITO [10 de Junho]:

(…) Se o mundo pop fosse justo, Decemberists seria um dos maiores nomes do rock, mas no lugar disso, ele se torna um ícone do indie. É melhor chamar de alto pop (não confunda com alt-pop), com melodias que fazem da banda um dos maiores exemplos de qualidade musical. (…) Leia mais.

9- TV ON THE RADIO Return to Cook Mountain
O grupo nova-iorquino já era considerado genial quando surgiu em 2001. Agora com este disco, mostrou que sabe fazer bem o papel de desbravador dos gêneros. Com uma mistura de soul, rock e eletrônico, passando pelo virtuosismo do jazz, a banda fez um disco a mexer com os sentidos. É impossível sair incólume da aventura sonora proposta pelo TV On The Radio.

8- LOVE IS ALL Nine Times That Same Song
Como crianças, o Love Is All trouxe um disco inacabado, alegre, desajeitado. O Lo-Fi feito com coração e no ponto pra divertir e emocionar. Da Suécia, o grupo embalou canções singelas ao mesmo tempo que colocou todos pra dançar. Tudo muito caótico, maluco e bonito.

O que foi dito no GRITO [25 de Maio]:

(…) sua banda se esforça em tocar bem, o som parece o de crianças fazendo algo que não devem. Há escárnio e uma loucura deliciosa. (…) Um misto de alegria sem resignação com ingenuidade. O pop imperfeito do Love is All é a maior descoberta do rock and roll em anos. Leia mais

7- YEAH YEAH YEAHS Show Your Bones
Uma banda que estava prestes a acabar, soterrada pelo peso do hype que sofreu com o disco Fever To Tell, o Yeah Yeah Yeahs se reformulou. Mudou quase que totalmente trazendo à tona um disco que é uma antítese do imaginário popular da vocalista Karen O.. Karen ainda é extrovertida e seu carisma transborda, mas não é mais a porra-loca de antes. Show Your Bones é pop, é lindo.

O que foi dito no GRITO [12 de Maio]:

Quando se fala do Yeah Yeah Yeahs com um CD novo, logo se pensava em ouvir a genialidade de Fever To Tell (2003), mas se depara com um álbum muito mais maduro e legível, onde se pode ver o lugar onde o conjunto tira todo o seu alimento musical, onde é que Karen O. faz as unhas e onde todo a loucura hypadas tem-se início (…) Leia mais

6- SCISSOR SISTERS Tah-Dah
Gay is ok! O grupo que começou lançando suas batidas na bagunça que foi o surgimento do electro no início da década, agora lança o disco mais dançante do ano. Elton John, que participou do disco, deve ter pulado de alegria. Na verdade, com Tah-Dah se pula de qualquer jeito. Contagiante é pouco.

O que foi dito no GRITO [25 de outubro]:

(…) Tah Dah é um disco que exige preparo. Pernas bem malhadas, resistência física, um look ultra-fashion e boa dose de gingado mesmo dentro do quarto. (…) “I Don’t Feel Like Dancin”, o primeiro single, (…) é capaz de fazer o mais pudico dos senhores dar uma de John Travolta em plena fila do INSS. Leia mais.

5- THE KNIFE Silent Shout
Esta dupla sueca, ícones do underground, lançaram um disco tido como obscuro e tenso. Formado por Karin Dreijer e Olof Dreijer, o The Knife é tudo mais além de apenas uma banda indie e cultuada de música eletrônica. Eles podem ser qualquer coisa. São distantes, usam máscaras, são frios. A performance, que explicita o caráter conceitual do The Knife, está em tudo, nas fotos, nos shows, nos clipes. Uma banda para aumentar as percepções.

4- THE RAPTURE Pieces of The People We Love
A new rave e o new rock são algumas residências do Rapture, que com o Pieces of The People We Love quebra barreiras da música eletrônica e do mundinho indie fazendo um dos discos mais legais do ano. Semelhante ao anterior, Echoes, onde bombaram em todas as boates da GLS/ Indie/ Playboys do pedaço. Mas o que define mesmo o Rapture é o disco+punk+rock, sem firulas e sem mal gosto!

O que foi dito no GRITO [14 de Novembro]:

(…)Não precisamos discutir a new rave, basta escutar o Rapture, o ideário-mor de toda essa nova onda. Leia mais

3- HOT CHIP The Warning
Pra que ficar depurando rótulos para as bandas que surgem a todo momento? House, rock, dance, electro, new rave, ou qualquer outra coisa que consiguemos imaginar não faz mais sentido. Assim é The Warning, do quinteto inglês Hot Chip. Com mil maluquices no sintetizador, colocaram o rock pra dançar. Ouça “Over and Over” e tente descobrir a ponte entre a eletrônica e as guitarras.

2- THE PIPETTES We Are The Pipettes
Um disco diferente de todos. Muita pinta, muita comoção. Pop até o talo. Some a tudo isso, letras bem sacadas (e sacanas) e uma produção elegante que vai dos figurinos aos arranjos. Esqueça guitarras, redundâncias do rock urgente e jogue-se na delícia sixties que são essas meninas de Brighton. De tão finas não se misturaram à nada, ainda pediram licensa e despontaram como uma das coisas mais criativas que escutamos neste ano.

O que foi dito no GRITO [17 de Outubro]:

(…) We Are The Pipettes destrói toda a homogeneidade da música inglesa, nada de gritos à base de testosterona. As Pipettes fazem passinhos sincronizados, gritinhos de lá lá lá e bastante pop. (…) We Are The Pipettes é um divisor de águas na música britânica, não no tocante de vendagem ou sucesso, mas sim de coragem e inovação do cenário pop inglês. Leia mais

1- ARCTIC MONKEYS Whatever People Say I Am, That´s Not I´m Not
Quando todo mundo decretava que a troca de arquivos na rede iria decretar o fim do CD, o Arctic Monkeys bate o recorde de maior número de discos vendidos numa estréia. Quando chega um momento em que vislumbramos um fenômeno é porque ele aconteceu faz tempo e nem nos demos conta. Todos com menos de 20 anos, estes garotos de Sheffield, Inglaterra, ganharam guitarras no Natal e lançaram o disco histórico que bagunçou noções do que tentamos entender desta era da internet. À época ninguém conseguia entender como uma banda desconhecida fez tanto sucesso. Hype da imprensa? Não. Como disse, vimos o fenômeno mas ele já acontecia, no MySpace, em blogs de MP3, em shows toscos em botecos. O mundo estava mesmo mudando. Vários fatos curiosos cercam a história do Arctic Monkeys e da música pop em geral, um deles diz respeito aos Strokes. Hypados pela crítica quando lançaram o primeiro disco em 2001, os nova-iorquinos foram ofuscados pelo fenômeno Arctic Monkeys, quando lançaram seu disco mais fraco, o First Impressions Of Earth.
Um novo momento se abriu, ou ao menos foi alargado após os Monkeys: A imprensa observa as coisas, mas a velocidade é tanta que muitos não acompanham. Uma banda brasileira faz sucesso, com shows até na Grécia. Milhares de bandas pululam diariamente para o sucesso imediato apenas usando a internet. Ninguém mais compra discos. Discos quebram recordes de vendas. Vídeos se espalham de maneira viral. Ninguém mais assiste (ou precisa) da MTV. É difícil analisar as coisas de perto, mas o Arctic Monkeys é a trilha sonora dum momento novo que ninguém entende direito. E também, quem tem tempo pra isso?

O que foi dito no GRITO [23 de Março]:

(…)O disco possuí muitos momentos ótimos (memoráveis), que vai do cinismo indie ao marasmo pós-clube. Mas é um álbum essencialmente pra dançar.

BANDA DO ANO: Cansei de Ser Sexy

Eles têm shows marcados até na Grécia!! Soltei essa frase seguida de um muxoxo quando uma amiga perguntou se eu achava que eles ainda viriam ao Recife. A última banda que surgiu do circuito noite-garagem-ceninha-de-moda de São Paulo ainda desfruta das benesses do hype com uma aura de novidade bacana. Mais do que 4° lugar no New York Times (Top Songs: Let’s make love and listen to death from above) e 5 °como melhor disco na NME, o Cansei sintetiza o perfil das bandas de uma geração descompromissada com tribo, engajamento ou coisa que o valha – apenas o prazer de se divertir. Uma geração epicurista que vai surgir de maneira inusitada e proliferar-se como gripe por mídias diversas. Essa banda que divide opiniões de maneira tão heterogênea surgiu pra mim numa tediosa noite como atração do previsível Banda Antes da MTV. Uau! Devo dizer que tive que tomar uma chuveirada antes de dormir, tamanho suor com aquelas batidas, tamanho impacto com letras absolutamente non sense. José Flavio Júnior não sabe o que tá perdendo. Divulguei o petardo e meus amigos logo estavam adictos. Ficamos num alvoroço só quando surgiu o boato que o Coquetel Molotov traria Lovefoxx e sua trupe pra Recife em abril. Não rolou…snif,snif! Desde então, nenhuma festinha, nenhuma lista de melhores, nenhuma preparação pra sair é a mesma sem escutar Cansei de ser sexy. E é bom eu parar de fazer a íntima, porque i have no portifolio, and i only show where there’s free alcoohol! [Rafaella Ordella]

MÚSICAS DO ANO

A embalar ouvidos apressados, o tracklist de 2006 é quase todo formado por novidades. Uma surpresa a cada minuto, do funk ao electro!
20- The Decision YOUNG KNIVES: Dizem que o Young Knives é incapaz de fazer uma música ruim. Então, depois de lançarem um disco que sempre acaba em alguma festinha, ficou difícil escolher uma música de sucesso. The Decision era trilha de um dia ensolarado em Londres, de um dia com trânsito livre em NY. Que lindo!
19- The Yeah Yeah Yeah Song FLAMING LIPS: Depois do perfeito Yoshimi Battles The Pink Robots, o Flaming Lips lançou um disco tão bom quanto, mas foi difícil não ser engolido pelo próprio sucesso. Quem não ligou pra isso encontrou ótimas músicas neste At War With Mystics, como esta.
18- Juicebox STROKES: Chupando uma música da abertura do seriado do Batman, os Strokes chegaram determinados a reconquistarem o brilho, mas parece que este 2006 foi um ano apagado pra eles. Mas bem que empolgou essa música.
17- Raio de Fogo MONTAGE: Esta banda do Ceará está mexendo com a cena electro-rock brasileira mesmo sem ela existir. Ainda. Com muito excesso de glamour, o gay-punk Daniel Peixoto têm o carisma perfeito pra fazer do Montage uma grande, grande mesmo, novidade pro ano que vem. Raio de fogo eu preciso de você!
16- Whoo! Alright – Yeah…Uh Huh RAPTURE: O Rapture até pode não ter superado os seus clássicos hits de seu primeiro disco, como House Of The Jealous Lovers, mas coloca o mundo pra dançar com este novo cd. E sem se preocupar com a new rave que o Rapture, sem querer ajudou a criar!
15- Ódio CAETANO VELOSO: Se Caetano bem humorado já é um abuso, agora que ele deu pra sair com os amigos de Moreno, fazer arranjos minimalistas e letra sobre tédio, showbizz e fim de casamento, tá melhor ainda!
14- Pull Shapes PIPETTES: Ouvir Pull Shapes ou qualquer música das pipettes é acreditar que sim! é possivel um mundo onde todos os refrãos chicletudos tem qualidade e pop não é um palavrão.É impossivel não articular coreografias e ter vontade de comprar um pirulito E elas ainda coordenam palminhas na paradinha da música!
13- Lloyd I´m Ready To Be Heartbroken Camera Obscura: Uma musica que tem a honestidade de dizer que está pronta pra ter seu coração partido porque não consegue ver além do seu proprio nariz no momento, provoca um daqueles sentimentos de catarse imediata que o velho Moz conseguia. E os tecladinhos à la Belle and sebastian dão o tom certo do triste umbiguismo desses ingleses.
12- When You Were Young KILLERS: O Killers lançou um disco enfadonho e chato, mas este seu primeiro single é muito legal, com Brandom Flowers querendo ser um Freddie Mercury indie. Os vocais altos, por cima das guitarras dão o tom da música, que pretende ser grandiosa. O que não entendemos ainda é o bigodinho.
11- Steady As She Goes RACONTEURS: Carro chefe do disco de estréia da banda, esta música reúne a essência do Raconteurs, já que mostra a dupla faceta do grupo que tem Jack White e Brendan Benson como ícones. Country, balada, rock e blues. Tudo em ótimas medidas.
10- Melô do Vitiligo BONDE DO ROLÊ: Nunca o funk foi tão divertido e inteligente. Duma baixessa ímpar, o Bonde do Rolê colocou platéias gringas para remexer a bunda, misturando AC/DC e Darkness com batidão! Pareçe vitiligo mas é mancha de limão! Parece funk mas é cinismo puro.
9- I Don´t Feel Like Dancin’ SCISSOR SISTERS : Poucos conseguem ficar parado nesta hit gay que fala sobre não gostar de dançar. Depois de se encontrar numa disco muito mais divertido do que o electro no qual estava inserido, o SS jogou todos num pista de dança e não teve pena.
8- I Bet You Look Good On The Dancefloor ARCTIC MONKEYS : Desde o início do ano esta música mexe com os corações dos que gostam de música. Com excesso de punch inglês, com guitarras rápidas, conta a história de uma cantada muito mal feita. Ninguém fica neutro com esse hit.
7- SexyBack JUSTIN TIMBARLAKE: Estamos diante do maior upgrade já sofrido na música pop. Justin, o astro encontrou a batida certa, tudo embalado pela seu carisma, sua beleza e seus produtores. Pra sentir o feeling e fazer dançar sem distinções. Moral.
6- Hung Up MADONNA: Se você acha que madonna+saturday night fever+xanadu = novidade quentíssima, ok, se joga. Mas o primeiro single do Confessions Of A Dance Floor não teve fôlego pra emplacar no segundo semestre. Apesar de ser um dos pontos altos da turnê, com a diva gerando num collant.
5- Atlantis to Interzone KLAXONS: Mesmo antes de ter um disco lançado, o Klaxons desponta como uma das grandes promessas para 2007. Como um vírus, o som dos rapazes que adoram um neón, colocou a new-rave na roda e fez todo mundo se jogar nas sirenes e no brilho verde limão! Yeah!
4- Smile LILY ALLEN: O deboche engraçadinho dessa música é perfeito pras meninas que não gostam de fazer o gênero You Oughta Know mas também passaram por dissabores nas relações. Fora o clipe, um sorrisinho e uma dedada maliciosa pros caras escrotos.
3- Turn Into YEAH YEAH YEAHS: Seria impossível dois anos atras atribuir essa musica ao YYY, devido às performances de Karen O, sempre emanando porra louquice. A música começa como termina, quase acustica, mas no meio tem uma letra enigmatica e urgente sobre se ligar em algo(?) ou alguem.
2- Crazy GNARLS BARKLEY: O hit do ano, a música mais comercializada da rede que se têm notícia. O pop a ficar gravado na cabeça por décadas. Com Cee-lo, o vozeirão gospel que encontrou as batidas do produtor Danger Mouse, fez o som que embalou os iPods durante todo 2006. Soul power!
1- Let´s Make Love And Listen Death From Above CANSER DE SER SEXY: Se os enquadraram como New Rave, então o combo paulistano faz jus. Uma das melhores canções do cd de estréia da banda, traz o pop absurdo ao mesmo tempo sensual do CSS. Electro-porno-soft a embalar os ouvidos.

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ANDO MEIO DESLIGADO
O tecladista dos The Playboys, ZGR se perdeu no espaço e conta como está perdido às vezes pode ser interessante.

Não faço menor idéia se vão chegar a publicar estas minhas sinceras palavras, primeiro pelo tempo que levei pensando e relembrando o que se teve de bom neste ano que voou. Dia desses foi carnaval, outro dia foi Copa do Mundo, Eleições e já estamos no Natal (Ho! Ho! Ho!) e se eu não mandar até meia noite já entraremos na contagem regressiva pra 2007. Fudeu!

Eu tenho quase certeza que se não publicarem isso pelo tempo que eu levei a responder, com certeza não vão publicar pelo segundo motivo, pois depois deste tempo todo pensando e relembrando das boas coisas de 2006 descobri que de cada álbum que vinha em minha cabeça era de 2000 pra antes (claro que teve uns que foram dos anos passados, retrasados e uns deste ano, depois de certa ajuda), mas além destes álbuns que eu imaginava que fosse de 2006, sempre vinha nomes tipo Danny & The Juniors, Chubby Checkers, Jerry Lee Lewis, Frankie Lymon & The Teenagers, Mutantes e tantos outros na minha mente.

Apesar de toda essa turbulência teve um álbum que veio na minha cabeça logo de cara, até porque é uma das poucas bandas “novas” que eu consigo acompanhar… Muse e seu belíssimo Black Holes and Revelations com aquele primeiro single que lembrou Britney Spears chamada de Supermassive Black Hole, que para mim foi um susto nas dez primeiras vezes que ouvi, mas quando escutei o álbum completo vi que tudo aquilo não se passava de uma piada de um ótimo gosto que eu até hoje escuto tentando esquecer daquela ex-cinturinha sexy da senhorita spears.

Por mais que fosse para ser uma listinha, tipo top top com numerozinhos e seqüências, simples e prático pra qualquer ser humano normal, vem eu com um texto chato e metódico com bandas dos anos 50 e 60 e 70, pois foi o que mais meus neurônios atrofiados conseguiram absolver em 2006 e absorveram graças a dois sites principalmente: a Pandora (já conhecia de outros carnavais) e o Musicovery (que conheci durante uma semana de provas estressante!), essenciais pra qualquer apaixonado que sabe o que quer numa relação de amor e ódio.

Sim, sou incapaz de enviar uma listinha sequer até a meia noite, mas fica a dica desses dois sites que deve ser conhecido para alguns (talvez maioria) de vocês que graças a eles e a minha falta de tempo, não tenho como ficar catando e baixando coisa como antigamente.

(Ah! Quero agradecer a Calvin e sua trupe pelo convite caridoso para participar deste grupo seleto de amantes do Rock’n’Roll e derivados, caso não venha ao ar, eu posto no meu blog abandonado!:P)

Eu tentei.
Z.G.R.

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OUTROS GRITOS DE 2006 ESCOLHA DA CRÍTICA

Thiago Ney
[Colunista da Folha de São Paulo]

  1. Long Blondes Someone To Drive Your Home

  2. Lily Allen Allright, Still

  3. Hot Chip The Warning

  4. Rapture Pieces of People We Love

  5. Yeah Yeah Yeahs Show Your Bones

  6. Knife Silent Shout

  7. James Holden The Idiots are Winning

  8. Gossip Standing in the Way Of Control

  9. Arctic Monkeys Whatever People Say I am, That´s What I´m Not

  10. “St. Elsewhere”, Gnarls Barkley

Camilo Rocha
[DJ e jornalista da BIZZ]

  1. Lindstrom It´s a Feedelity Affair

  2. Hot Chip The Warning

  3. Gnarls Barkley St. Elsewher

Bruno Nogueira
[Jornalista e colunista da Folha de Pernambuco]

  1. Dirty Pretty Things Waterloo to Anywhere

  2. She Wants Revente She Wants Revenge

  3. Moptop Moptop

  4. Lily Allen Alright, Still

  5. Ladytron Witching Hour

Haymone Neto
[Guitarrista e vocalista do Mellotrons]

  1. TV On The Radio Return To Cookie Mountain

  2. Ellen Allien & Apparat Orchestra of Bubbles

  3. Knife Silent Shout

  4. Hot Chip The Warning

  5. LCD Soundsystem 45:33

Kid Vinil
[DJ e Jornalista]

  1. Neil Young Living with War

  2. Neil Young Live at Fillmore East

  3. Bob Dylan Modern Times

  4. Arctic Monkeys Whatever People Say I am, That´s What I´m Not

  5. Band of Horses Everything All The Time

  6. Mystery Jets Making Dens

  7. The Young Knives Voices of Animals and Men

  8. Duels The Bright Lights And What I Should Have Learned

  9. Circulus Clocks Are Like People

  10. Fratellis Costello Music

  11. 747’s Zampano

  12. Larrikin Love The Freedom Speak

  13. Boyfriends The Boyfriends

  14. Tapes´n´Tapes The Loon

  15. Forward Russia Give me a Wall

  16. Towers of London Blood, Sweat and Towers

  17. Long Blondes Someone To Drive You Home

  18. The Pipettes We Are The Pipettes

  19. Bromheads Jacket Dits From The Commuter Belt

  20. Ladyfuzz Kerfuffle

Ricardo Malta
[Jornalista e editor do blog Videodrome]

  1. Tool – 10,000 Days

  2. Radio 4 – Enemies Like This

  3. Rapture – Pieces of the People We Love

  4. Cordel do Fogo Encantado – Transfiguração

  5. James Dean Bradfield – The Great Western

  6. Dirty Pretty Things – Waterloo to Anywhere

  7. Editors – The Back Room

  8. Decemberists – The Crane Wife

  9. Muse – Black Holes and Revelations

  10. Black Rebel Motorcycle Club – Howl Sessions [EP]

STAFF

Wagner Beethoven

  1. Yeah Yeah Yeahs Show Your Bones

  2. Love is All Nine Times That Same Song

  3. The Pipettes We Are The Pipettes

  4. Wolf Eyes Human Animal

  5. Arctic Monkeys Whatever People Say I Am, That´s What I´m Not

  6. Strokes First Impressions of Earth

  7. Rapture Pieces of the People We Love

  8. Long Blondes Someone To Drive You Home

  9. Beirut Gulag Orkestar

  10. Dirty Pretty Things Waterloo To Anywhere

  11. Camera Obscura Let´s Get Out Of This Country

Paulo Floro

  1. The Pipettes We Are The Pipettes

  2. Decemberists The Crane Wife

  3. Love is All Nine Times That Same Song

  4. Knife Silent Shout

  5. TV On The Radio Return To The Cook Mountain

  6. Malajube Trompe L´Oeil

  7. Fratellis Costelo Music

  8. Arctic Monkeys Whatever People Say I Am, That´s What I´m Not

  9. Yeah Yeah Yeahs Show Your Bones

  10. Long Blondes Someone To Drive Your Home

Fernando de Albuquerque

  1. Morrissey Ringlaeder of Tormentors

  2. Scissor Sisters Tah-Dah

  3. Muse Black Holes and Revelations

  4. Flaming Lips At War With the Mystics

  5. I’m From Barcelona Let Me Introduce My Friendss

  6. The Killers Sam’s Town

  7. Gwen Stefani The Sweet Escape

  8. The Rapture Pieces Of The People We Love

  9. Justin Timberlake Future Sex/Love Sounds

  10. Mellotrons Mellotrons

  11. Maria Bethânia A Falta que você me fazia

  12. Jarvis Cocker Jarvis

Rafaella Ordella

  1. The Pipettes We Are The Pipettes

  2. Devendra Banhart Cripple Crow

  3. Camera Obscura Let´s Get Out Of This Country

  4. Chico Buarque Carioca

  5. Cat Power The Greatest

  6. Yeah Yeah Yeahs Show Your Bones

  7. Thom Yorke The Eraser

  8. Mombojó Homem Espuma

  9. El perro Del Mar Look It´s El Perro Del Mar

  10. Sonic Youth Rather Ripped

João Paulo Vasconcelos

  1. Flaming Lips At war with the mystics

  2. Scissor Sisters Tah-Dah

  3. Rapture Pieces Of The People We Love

  4. White Rose Movement Kick

  5. Belle & Sebastian The life Pursuit

  6. Jarvis Cocker Jarvis

  7. Radio 4 Enemies Like This

  8. Gnarls Barkley St. Elsewhere

  9. Neil Young Living With War

  10. Dirty Pretty Things Waterloo To Anywhere

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