Madonna dirigindo Filth and Wisdom (Foto: Divulgação)

Para quem pensava que a cantora pop americana tinha perdido a capacidade de renovação, Madonna surpreende mais uma vez no Festival de Cinema de Berlim na última quarta-feira, 13 e fevereiro. Cinema? Sim, cinema. Agora a cantora é diretora, e de um longa metragem. Como tudo que a cantora faz, muito frison e flashs. Filth and Wisdom (Lixo e sabedoria) chamou a atenção de início pelo modo de exibição: em uma sala para 400 lugares, sem sessão para imprensa. Ou seja, mais de 500 jornalistas ficaram de fora, já que tiveram que competir com o público da mostra. Por que tanta impressa? Vale lembrar que Madonna é matéria para sessão de celebridades, musica, cinema e os mil sites e veículos perseguidores da cantora resolveram aparecer juntos.

Na coletiva iniciada logo após a exibição do filme, “estrelismo”. Acostumada aos fashs e glamour das premiações musicais, chegou 30min atrasada, esquecendo que eventos como o Festival de Berlim tem todos os passos cronometricamente marcados e alguma exibição ficará comprometida. Mas o atraso passou longe das respostas na ponta da língua da cantora, não se deixando abater pelo novos jornalistas que a perseguem: os especialistas em cinema.

O longa foi filmado em Londres, cidade onde mora há alguns anos com uns famosos: O personagem principal é o músico (e figura) Eugene Hutz, ucraniano líder da banda banda de punk cigano Gogol Bordello. Filmado com orçamento baixo, o filme está sendo elogiado por sua simplicidade. Segundo a crítica, se fosse feito com alta produção perderia o seu must: ser simples.

A trilha sonora merece ser citada. Para que pagar direitos autorais se pode cantar? “Erotica” e canções de Britney fazem o mix musical, já que, segundo Madonna, “ela é minha amiga e pago baratinho.”

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