Lourenço Mutarelli (Foto: Divulgação)

Portugal Telecom

O Prêmio Portugal Telecom de Literatura divulgou na noite da última quarta-feira, em São Paulo, a lista dos 10 finalistas. Os três vencedores serão eleitos em 10 de novembro. A partir de uma relação com 50 títulos votados por colégio eleitoral composto por mais de 400 nomes de todo o país, um júri de 15 pessoas elegeu para o embate final quatro romances brasileiros, quatro romances portugueses, um livro de contos (“Ó”, de Nuno Ramos) e apenas um de poesia (“Cinemateca”). A Companhia das Letras é a editora com mais títulos (4 deles), seguida de Record (dois), Alfaguara-Objetiva (dois), Rocco (apenas um) e Iluminuras (só um). A se notar neste ano a maior presença de portugueses e a ausência de africanos. [Fernando de Albuquerque]

Acesse em: www.premioportugaltelecom.com.br

Terras Baixas
Joseph O’Neill
[Alfaguara, R$ 42,90]

A editora Alfaguara lançou Terras Baixas, de Joseph O’Neill, um dos mais comentados romances sobre o 11 de Setembro e, sem dúvida, um dos mais importantes lançamentos estrangeiros deste ano no país. Com tradução de Cássio de Arantes Leite a publicação já esteve entre os dez melhores livros do The New York Times e fez com que recebesse prêmios do National Book Awards, do National Book Critics Circle, além de uma honra literária, o PEN/Faulkner Award for Fiction. O enredo se passa em uma Nova York pós-11 de Setembro e reproduz um pouco da atmosfera depressiva e paranoica em que os Estados Unidos mergulharam após os ataques que destruíram o World Trade Center, em 2001.[Fernando de Albuquerque]

Chiquinha Gonzaga – Uma História de Vida
Edinha Diniz
[Jorge Zahar, R$ 39,90]

Praticamente tudo o que se sabe hoje sobre a vida de Chiquinha Gonzaga (1847-1935) apareceu na biografia publicada em 1984 pela pesquisadora Edinha Diniz. Comemorar os 25 anos de Chiquinha Gonzaga – Uma História de Vida já seria um bom motivo para uma reedição, mas o livro ainda volta com mais novidades. Diniz pôs os olhos nos autos do divórcio da compositora, que estavam até então com acesso restrito no arquivo da Cúria Metropolitana do Rio. A documentação mostra que em 1877, aos 29 anos, Chiquinha foi condenada pelo Tribunal Eclesiástico do Bispado do Rio à separação perpétua do marido por abandono do lar (e de três filhos) e adultério.[Fernando de Albuquerque]

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