CARLOS FUENTES EM 68: PARIS, PRAGA E MÉXICO
Carlos Fuentes
[Rocco, 160 págs., R$ 25]

O escritor mexicano Carlos Fuentes, um dos papas do realismo mágico latino-americano, foi um dos personagens que viveram in loco as agitações e a efervescência do Maio de 68. Neste livro-relato, em que se distribuem três textos, o autor revela fatos ocorridos durante os levantes que abalaram os governos de Charles de Gaulle e o conservadorismo da época. Não só extraídos do epicentro das explosões, em Paris, mas também de outras cidades pelo mundo. Na companhia de colegas como o argentino Julio Cortázar e o colombiano Gabriel García Márquez, Fuentes participou dos movimentos da Primavera de Praga e testemunhou o massacre da Plaza de lãs Três Culturas, no México. Com doses cavalares de idealismo, o escritor conta também o teor dos discursos inflamados de Jean-Paul Sartre e do escritor Milan Kundera. Um relato precioso e passional. [RD]

MAIO DE 68
Sérgio Cohn e Heyk Pimenta (org.)
[Azougue Editorial, 224 págs., R$ 20]

Esta obra é um suplemento interessante para, senão entender, apreender pelo menos o clima de uma época e inferir os principais motivos que teriam culminado no Maio de 68. Editado em comemoração ao 40º aniversário do movimento, a edição especial da Coleção Encontros reúne entrevistas antológicas com líderes que participaram na linha de frente do levante, por exemplo do filósofo Jean-Paul Sartre com Daniel Cohn-Bandit, hoje deputado pelo Partido Verde alemão. Há também depoimentos dos grupos Provos, os Situacionistas e os Diggers, além de ensaios críticos e textos de cânones acadêmicos, entre eles Theodor Adorno, Paul Marcuse e Edgar Morin. [RD]

1968 (EDIÇÃO ESPECIAL)
Zuenir Ventura
[Planeta, R$ 75]

Clássico do jornalismo literário brasileiro, 1968 – O ano que não terminou, de Zuenir Ventura, é relançado quarenta anos depois junto com o inédito 1968 – O que fizemos de nós, em uma caixa de luxo de dois volumes. Best seller absoluto, com mais de 400 mil exemplares vendidos, o primeiro livro sai em edição revisada, mantendo a atualidade ao tratar do cenário político brasileiro ao longo das últimas quatro décadas, passando pelo regime militar e pelas revoltas estudantis. Para estabelecer uma ponte com o hoje, Ventura elaborou na segunda parte uma série de entrevistas com artistas, políticos, intelectuais e manifestantes daquela época, entre eles Fernando Gabeira, Caetano Veloso, Heloísa Buarque de Holanda e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Leitura fundamental. [RD]

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