Lenny Kravitz (Foto: Divulgação)

Muito amor e pouca inovação marcam o mais novo trabalho do cantor norte-americano
Por Gilberto Tenório

LENNY KRAVITZ
It Is Time For A Love Revolution
[Virgin, 2008]

Lenny Kravit - It Is Time For A Love RevollutionNo início dos anos 1990, Lenny Kravitz foi aclamado como um sopro de renovação na música pop mundial. Bom cantor, compositor inspirado e multi-instrumentista, o artista chegou a ser considerado uma nova, e menos bizarra, versão de Prince. Sem falar no sex appeal do moço que conquistou uma legião de fãs. Afastado dos estúdios desde Baptism, lançado em 2004, Lenny volta à ativa propondo uma revolução através do amor no seu novo trabalho, It Is Time For a Love Revolution.

Contendo 14 novas músicas, o álbum novamente tem letras, produção, arranjos e execução de Kravitz, que tocou todos os instrumentos em todas as faixas. O trabalho é um apanhado de canções que falam de paixões, paz e liberdade, contando com a costumeira mistura de soul, funk e jazz realizada pelo cantor em seus discos anteriores. O resultado, entretanto, fica aquém das expectativas no que diz respeito à inovação musical do CD – sintoma esse que já tinha ficado evidente desde os seus últimos trabalhos. A maioria das canções românticas do disco, vide exemplos como “I´ll Be Waiting” e “A Long and Sad Goodbye”, esbarram numa chata monotonia radiofônica. Entre tantas baladas, o destaque positivo fica por conta de “Bring It On”, que traz bons riffs de guitarra a la Kravitz.

It Is Time For a Love Revolution não se trata de um mau disco. Ao contrário, nele estão todas as características que compõe uma boa obra pop: arranjos bem cuidados, um toque ‘rock´n roll’ em algumas faixas e a voz sexy e fime de Kravitz embalando as canções. O problema é que, depois de quase 20 anos de carreira, o cantor mostra que não conseguiu trazer inovações para sua musicalidade. E no cenário atual, onde artistas como Amy Winehouse, Feist, Regina Spektor, Rufus Wianwright e Kanye West mostraram que o pop pode ainda se reinventar, trazendo novos conceitos para o gênero, o atual CD do nova-iorquino soa um tanto datado.

NOTA: 6,0

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