Longe de clichês roqueiros, banda carioca faz disco bem humorado

Divulgação

LASCIVA LULA
Sublime Mundo Crânio
[Independente, 2007]

O bom humor é o fio condutor do álbum de estréia da banda carioca Lasciva Lula. Formado em 1998, só agora lançam seu primeiro disco, após singles e EP’s, o divertido Sublime Mundo Crânio.

No disco, os cariocas não querem externar as dores adolescentes, nem tão pouco fazer críticas “sérias” ao sistema. Nas doze faixas do disco os garotos demonstram que aprenderam direitinho a lição de casa do bom e velho rock e mesclam de uma forma bastante inteligente o sarcasmo com a sensibilidade.

As letras falam da dor de uma bailarina que não quer dançar, do admirador que insiste em se manter secreto, da moça do vestido azul que vê o desfile de rua passar, do cara que come fandagos mole com Coca-Cola sem gás e por aí vai. Tudo isso amparado por uma sonoridade competente onde há espaço para brincadeiras como o barulho de um molho de chaves ou um orgão fake.

No repertório também há espaço para canções melancólicas como a bacana “Suportar”, onde o grupo lembra um pouco os vocais do Coldplay. Aliás, um detalhe marcante de Sublime Mundo Crânio é a perceptível gama de influências que vão dos Mutantes até o Radiohead.

O espírito do disco tem muito a ver com a foto do encarte onde uma chuva de confetes cai sobre os integrantes, ou seja, simples, lúdico e divertido. [Gilberto Tenório]

NOTA: 7,0

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