Novo disco de JP Simões volta-se para o jazz e canção brasileira

Por Pedro Salgado
Colaboração para a Revista O Grito!, de Lisboa (Portugal)

O músico português JP Simões lança um novo disco de originais nos primeiros dias de Dezembro. “Onde Mora o Mundo” resulta de uma parceria com o compositor Afonso pais.

De acordo com o antigo vocalista do Quinteto Tati, o novo trabalho “é uma confluência de jazz, canção brasileira e sonhos delirantes sobre a estranheza de se ser um cidadão do universo, um passageiro renitente e romântico na viragem do tempo”.

O sucessor do álbum ao vivo “Boato” terá dez canções, onde se incluem entre outras “Dorinha (pequena dor)”, “Onde Mora o Mundo”, “Caro Comparsa””A Marcha dos Implacáveis”, “Conversa de Esquina” ou “Voltar a Ítaca”. Para o cantor de “Fossanova”, o trabalho realizado com Afonso Pais “foi um prazer, uma honra e uma luta para arrancar alguma beleza aos dias e apresentá-la de uma forma o mais possível sincera, rigorosa e, esforçadamente, inovadora”.

No trabalho colaboraram Carlos Barretto (contrabaixo), Alexandre Frazão (bateria), Jorge Reis (saxofone alto), Tomás Pimentel (fliscorne), Luís Cunha (trombone, “Eb Horn”, flauta), Guto Lucena (flauta em sol, flauta baixo) e o Quarteto ArtZen. O músico espanhol Perico Sambeat foi o convidado especial do disco tocando saxofone soprano em “Conversa de Esquina”.

A hipótese de apresentar o álbum no Brasil está dependente da confirmação de datas, mas JP Simões adianta que “em princípio iremos no início do ano que vem a Belém e ao Rio de Janeiro fazer shows”.

Partindo de uma vontade geral de voltar a tocar, O elenco orginal dos Belle Chase Hotel reuniu-se tendo assinado um show histórico a 12 de Novembro no Teatro Académico de Gil Vicente, em Coimbra. Segundo o seu vocalista foi mais do que um concerto para matar saudades, “vamos fazer alguns shows pelo país em Janeiro e Fevereiro”. E depois ? “Logo se vê”, conclui.

O regresso da latinidade mágica e decadente do Quinteto Tati desperta alguma curiosidade por parte dos fãs de uma banda que mereceu boas notas da crítica portuguesa e atenção do púbico. A pergunta faz todo o sentido e merece de JP Simões a concordância, “mas só com um maravilhoso pretexto”, refere.

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