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Jazz Metal — Por Paulo Floro

Categoria: Eventos (Página 1 de 3)

Este é o cartaz do Festival Internacional de Quadrinhos de Beja

O Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja é um dos mais importantes eventos do gênero na Europa e vem crescendo para se tornar um dos mais interessantes do mundo quando o assunto é a HQ autoral. O evento acontece agora em maio na cidade portuguesa de Beja. Mais detalhes no Fb deles.

A volta do Viñetas Sueltas, o festival de quadrinhos da Argentina

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O festival de quadrinhos Viñetas Sueltas, um dos mais importantes da Argentina, está de volta. E para um país com uma produção tão rica de HQs a notícia é bem importante. A relevância do evento é enorme, pois ele foca na produção autoral e independente, o que projetos como Comic Cons e outros, não colocam como prioridade.

A última edição rolou em 2012. Agora a quinta edição será realizada nos dias 14 a 16 de outubro em Buenos Aires (no Palais de Glace, veja aqui o link do evento). Entre os convidados desta edição estão Ivan Brunetti (EUA), Pascal Rabaté (França), Jim Mahfood (EUA), Sammy Harkham (EUA), o editor italiano Antonio Scuzzarela e uma comitiva de quadrinistas e profissionais ligados ao quadrinho chinês, como como Zhao Zhicheng –Golo-, Wang He, Xu Ziran, Dong Peipei e Zhang Jing.

E os nomes nacionais argentinos também estarão presentes, como Esteban Podetti, Dante Ginevra, Erica Villar, Federico Reggiani, Fernando Baldó, Muriel Frega, Juani Navarro e Paula Andrade.

A arte incrível do cartaz é de Mario Scalerandi.

Workshop “O que um(a) quadrinista não deve fazer”, por Janaína de Luna, da Mino

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Passando para divulgar o workshop “O que um(a) quadrinista não deve fazer”, promovido pela editora da Mino, Janaína de Luna. Ela é responsável por cuidar de obras de artistas como Shiko, Fábio Cobiaco, Joan Cornellà, entre outros.

O cartaz incrível acima foi assinado pelo Pedro Cobiaco. O encontro será neste sábado (15), na Ugra Press, em São Paulo, às 10h. As inscrições são limitadas, por isso é bom correr. Vi essa dica no chapa Ramon Vitral.

Editoras francesas pedem boicote ao Angoulême em busca de mais diversidade

Ilustração parodia o tradicional gato mascote do festival como um testículo. (Reprodução).

Ilustração parodia o tradicional gato mascote do festival como um testículo. (Reprodução).

O último Angoulême foi uma mancha na história do festival em seus mais de 40 anos. Depois de acumular uma reputação de ser o mais importante evento de quadrinhos do mundo, uma celebração da arte e um incentivo para a evolução do meio, seus organizadores se embrenharam em uma série de erros após excluírem mulheres quadrinistas do prêmio principal.

Agora, as maiores editoras de quadrinhos da França propõem um boicote ao festival caso o evento não anuncie mudanças nas regras. Gigantes editoriais como a Glénat, Delcourt, Dargaud e Casterman estão entre as empresas que assinaram um documento pedindo um novo momento menos sexista e mais inclusivo para o festival.

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FIQ discutiu presença das mulheres nos quadrinhos

Tudo começou após a divulgação dos indicados ao Grande Prêmio, uma das maiores distinções do Angoulême, concedido aos quadrinistas não por uma obra específica, mas pelo trabalho de uma vida. A surpresa geral foi não ter nenhuma mulher entre os 30 anunciados. Isso é, de longe, inadmissível, sobretudo em uma arte com tantos talentos femininos.

Não bastasse esse erro crasso, a organização do festival demorou a se desculpar e só piorou o debate. O diretor geral do evento, Franck Bondoux, relutando em reconhecer o erro histórico, disse que o festival não poderia “distorcer a realidade”. “O festival não pode distorcer a realidade, mesmo reconhecendo o fato de que a lista realmente poderia ter incluído o nome de uma ou duas mulheres”, disse. Ele ainda comentou que o festival não poderia adotar um sistema de cotas.

Angoulême tem um histórico ruim quando o assunto é reconhecer o trabalho de mulheres. Apesar de diversas quadrinistas já terem sido indicadas a outras categorias, como melhor álbum, roteiro, etc, apenas uma venceu o Grande Prêmio, Florence Cestac, em 2000. No ano passado, Marjane Satrapi (de Persépolis) foi indicada, mas não levou.

Entre os 30 homens indicados em 2016 vários deles decidiram pedir a retirada de seus nomes da lista em respeito às colegas. O primeiro a fazer isso foi Joan Sfar, celebrado autor de O Gato do Rabino, seguido por outros quadrinistas como Milo Manara, Daniel Clowes, entre outros. Como quadrinho é coisa série na França, a secretária do Estado para os Direitos das Mulheres, da França, Pascale Boistard, disse no Twitter que a luta por mais reconhecimento das mulheres autoras é importante. A secretária recebeu no final do ano passado o Coletivo das Criadoras de Quadrinhos contra o Sexismo.

Esse grupo reúne 147 artistas e luta por mais espaço e visibilidade para as quadrinistas mulheres. Foram eles quem criaram o trocadilho com o nome oficial de Angoulême, que logo viralizou: de FIBD – Festival International de la Bande Dessinée (Festival Internacional de Quadrinhos), a sigla mudou para FIBD – Femmes Interdites de Bande Dessinée (Mulheres Proibidas nos Quadrinhos).

Depois de toda essa repercussão negativa, o Festival de Angoulême, de forma constrangedora, decidiu que o prêmio este ano não teria indicados. Qualquer quadrinista era elegível e todos os membros e autores que tiveram trabalhos publicados em 2015 puderam votar em quem quiseram. Ao fim, venceu o belga Hermann, pouco conhecido no Brasil, autor de Lune de Guerre e outros. (Um parêntesis: Marcello Quintanilha venceu como melhor HQ policial com o ótimo Tungstênio).

angouleme

Um novo Angoulême

O festival tem agora uma chance de remediar sua imagem negativa e retomar seu posto na relevância das HQs no mundo. O recado das editoras é importante para lembrar de que uma maior diversidade de gênero é benéfico para todo mundo, de autores ao público.

O documento emitido nesta quinta à imprensa também mostra a força cultural que tem os quadrinhos no mundo, sobretudo na Europa. “O Festival conseguiu desacreditar a nossa profissão nos olhos do mundo”, diz o documento. “O festival deve ser repensado em profundidade, em sua estrutura, sua governança, estratégia, projetos e ambições”. Os editores pedem que a Ministra da Cultura da França seja a mediadora nesse debate pela nova fase do evento.

Veja abaixo o documento na íntegra, em francês e em inglês.

Atualizado: aqui a versão em português (tradução de Sergio Costa Floro).

Salvemos o festival Angoulême

Apoiadores leais do Festival Internacional de Quadrinhos de Angoulême (FIBD) desde a sua criação, os editores têm repetidamente alertado seus organizadores, seus financiadores e os poderes públicos sobre as deficiências recorrentes deste evento anual.

Consequência da falta tanto de uma visão compartilhada como de uma gestão eficaz, a última edição do Festival tem acumulado erros: ausência de mulheres na lista de autores elegíveis no Grand Prix da cidade de Angoulême, o descontentamento de autores frequentemente mal tratados pela organização, declínio de público, a falta de transparência nas seleções dos prêmios, cerimônia de encerramento desastrosa…

O Festival conseguiu deslegitimar a nossa profissão aos olhos do mundo, como demonstrado apropriadamente por Fabrice Piault, editor chefe de Livres Hebdo, em seu editorial de 05 de fevereiro de 2016.

Este evento tem um lugar central na vida dos quadrinhos. é impossível deixá-lo deteriorar-se e, assim, degenerar a imagem da 9ª Arte tanto na França como no exterior.

É por isso que decidimos não participar na próxima edição da FIBD se uma revisão radical não for implementada sem demora. O festival deve ser repensado em profundidade, em sua estrutura, sua gestão, sua estratégia, seu projetos e suas ambições.

Dada a magnitude da tarefa e a importância da questão, tanto para a nossa profissão quanto para a população de Angouleme e sua região, onde os quadrinhos geraram todo um complexo institucional e industrial, fazemos um apelo ao Estado: solicitamos à Senhora Ministra da Cultura que nos receba e nomeie um mediador para realizar urgentemente, esta reforma radical.

Assinaram o documento as editoras do Sindicato Nacional: Casterman, Dargaud, Delcourt, Denoël, Fluide Glacial, Futuropolis, Gallimard, Glénat, Jungle, Le Lombard, Panini, Rue de Sèvres, Sarbacane, Soleil, Urban, Vents d’Ouest.

Editoras da União das editoras alternativas (SEA): Anathème, Arbitraire, L’Association, Ça & Là, La Cafetière, La Cerise, La 5éme Couche, Cornélius, Éditions 2024, Frémok, Ici Même, Ion, L’Égouttoir, L’Employé du Moi, L’Œuf, Le Lézard Noir, Les Requins Marteaux, Les Rêveurs, Misma, Pré Carré, Radio As Paper, Super Loto, Vide Cocagne, Même Pas Mal, The Hoochie Coochie.

3ªs Jornadas Internacionais de Quadrinhos em São Paulo traz Paul Gravett e recorde de lançamentos

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Começa nesta terça (18) as 3ªs Jornadas Internacionais das Histórias em Quadrinhos, o maior congresso científico sobre HQs, que acontece na Escola de Comunicação e Artes, da USP. Entre os convidados desta edição estão Ian Gordon, autor de Film and Comic Books e Paul Gravett, um dos estudiosos mais conhecidos da área, autor de 1001 Comics You Must Read Before You Die.

Gravett fará a palestra de abertura do Jornadas nesta terça (18). O inglês escreve sobre HQs desde os anos 1980 e foi responsável por divulgar produções de outros mercados, como Egito, África do Sul e Japão. Os amigos Érico Assis e Ramon Vitral fizeram ótimas entrevistas com Gravett sobre o panorama dos quadrinhos e a expectativa por essa visita ao Brasil.

Este ano vou participar das Jornadas Internacionais pela primeira vez. Vou apresentar o trabalho Identidade e Memória Sertaneja nos Quadrinhos Brasileiros, dentro da seção Quadrinhos, História e Cultura coordenado pela professora Sônia Bibe Luyten. No artigo eu discuto a importância das obras Bando de Dois, de Danilo Beyruth e Estórias Gerais, de Wellington Srbek e Flavio Colin para um novo entendimento das questões do Semi-árido brasileiro.

O evento está cheio de trabalhos interessantes e será impossível acompanhar tudo. Aqui a programação completa.

O evento deste ano também terá um recorde do número de lançamentos de livros teóricos de HQs, com destaque para O Sistema dos Quadrinhos (Marsupial Editora), do francês Thierry Groensteen, considerado um clássico da área

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