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Jazz Metal — Por Paulo Floro

Categoria: Coisas (Página 2 de 78)

Laerte convida: todo mundo no ato dia 31

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é uma das cartunistas mais importantes do Brasil. E usa sua relevância com responsabilidade: ou seja, se posiciona sobre um dos momentos mais críticos de nossa história. O desenho acima foi postado em seu Facebook e conclama todo mundo a ir à passeata contra o golpe no dia 31 de março.

A passeata pede o respeito à democracia e se posiciona contra impeachment da presidenta Dilma Rousseff. já postou outras tiras sobre a crise institucional hoje no Brasil:

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“Fascismo está crescendo… as massas estão sendo empolgadas por uma espécie de falta de direção geral, pela manipulação da mídia e do judiciário numa clara tentativa de derrubar o governo”, disse a quadrinista em entrevista ao TV Poeira.

Quadrinhistas brasileiros e a maioridade penal

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Uma das tiras de Dahmer sobre o tema.

Os quadrinhistas brasileiros têm sido vozes importantes contra o retrocesso representado pela redução da . A PEC 171 passou em votação de primeiro turno na Câmara dos Deputados nessa quarta (1º) através de uma manobra regimental do presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB). Um dia antes, a proposta tinha sido rejeitada pelo plenário.

Nomes como , e Jean estão usando a grande mídia para chamar atenção para o tema e o quanto isto vai prejudicar a juventude brasileira – em especial os mais pobres e negros. Outros nomes como consegue bastante repercussão na interwebz com trabalhos tão tristes quanto chocantes. Fizemos uma seleção de autores que estão opinando sobre a maioridade penal. O post vai ser atualizado com novas produções em breve. Conhece alguma charge/tira legal para compartilhar? Diz aí nos comentários.

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A charge de , publicada na Folha de S. Paulo, viralizou esta semana.

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Bennet, chargista da Folha de S. Paulo, tem feito diversos trabalhos contra o retrocesso da redução da maioridade.

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Angeli, na Folha de S. Paulo.

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Nani.

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Laerte, uma das mais vozes mais ativas sobre o assunto. Aqui na coluna Laertevisão, na Folha.

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As tiras acima foram publicadas na Folha de S. Paulo entre o final do ano passado e o começo deste ano. Daria para fazer um post apenas com o trabalho da quadrinhista sobre o assunto.

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Angeli tem produzido charges para a Folha de S. Paulo sobre o assunto desde 2013, como esta acima.

Erramos: Uma versão anterior deste post creditava a Jean Galvão uma tira de João Montanaro. Pedimos desculpas pela mancada.

“Massive”: Livro mostra o mundo desconhecido do mangá erótico gay

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O mundo do japonês gay erótico é hipermásculo, lascivo, exagerado e muito, muito pouco conhecido. A importância desse trabalho veio à superfície pela extensa pesquisa dos norte-americanos Anne Ishii e Graham Kolbeins, que lançam no exterior .

A obra faz um panorama da produção gay no mangá a partir do trabalho de nove artistas que se dedicaram a criar obras para o público gay japonês. Seizoh Ebisubashi, Kazuhide Ichikawa, são alguns dos nomes presentes no livro, que sai pela Fantagraphics.

Massive é indispensável para quem é pesquisador do mangá, mas também para quem curte descobrir artistas militantes do underground na arte dos quadrinhos. O livro tem 280 páginas e custa 35 dólares (pode ser encomendado para o Brasil).

Livro analisa as mudanças nas tiras brasileiras, bem além do humor

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Basta dar uma olhada nas tiras de jornais grandes como Folha de S. Paulo, Estadão e Jornal do Commercio para ver como as tiras em quadrinhos mudaram. Espaço privilegiado na imprensa, esse tipo de quadrinho vem sofrendo diversas transformações nos últimos anos. Um dos mais emblemáticos artistas desse novo panorama é a cartunista , com seu trabalho mais metafísico. Mas há muitos outros.

Essa mudança nas tiras é o tema do novo livro do pesquisador e jornalista , , que sai este mês pela editora Marca de Fantasia. O estudo é o aprofundamento de suas pesquisas sobre desse gênero, que já tinha recebido enfoque no Faces do Humor, de 2011, que saiu pela Zarabatana.

Ele comenta a mudança nas tiras brasileiras. “Parte delas deixou de lado a herança do humor e passou a tatear outras temáticas. Visualmente, elas começaram a apresentar experimentações gráficas. Era algo novo, diferente, que ganhou força e repercussão a partir de meados da primeira década deste século”. O livro tem 80 páginas e custa R$ 20. Pode ser comprado online no site da editora.

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DC nega uso do logo de Superman em estátua de garoto morto pelos avós

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Uma decisão da DC está pegando bem mal para a imagem da editora.

A empresa negou o uso do “S” do uniforme de em uma escultura feita em um homenagem ao garoto Jeffrey, fã do herói, e que morreu em decorrência dos maus tratos dos seus avós em 2002.

Jeffrey Baldwin, morto quando tinha 5 anos, era um garoto de Toronto que morreu de inanição após viver em péssimas condições de higiene e saúde. Os avós tinham a custódia de Jeffrey e de seus três irmãos, mas apenas dois eram bem cuidados.

Jeffrey e sua irmã viviam trancados em um quarto sem luz em meio a urina, fezes e sangue. Ela ainda podia ir à escola, o que ajudou a salvar a vida do irmão, pois trazia lanches que eram sua única fonte de alimentação. Os avós foram condenados pela morte do garoto em 2006.

Um homem chamado Todd Boyce decidiu no ano passado criar uma estátua em homenagem a Jeffrey, sensibilizado com essa história trágica de violência infantil. Ele contratou o artista Ruth Abernathy para realizar o serviço. Uma das fotos do menino, sem data, mostra ele feliz em uma fantasia de Superman e por isso ele foi imortalizado vestido como o herói.

A imagem é da época em que Jeffrey ainda não morava com os avós. Os pais adolescentes perderam a custódia dos filhos por não conseguiram provar na Justiça condições de cuidar das crianças.

Ao pedir permissão de usar o logo, a DC retornou com uma negativa. “A DC Entertainment, [detentora dos direitos do personagem] disse que a empresa não está confortável em ser associada ao abuso de crianças”, disse Boyce, citado pelo blog TheBeat. A recusa gerou muitas críticas negativas à DC nas redes sociais.

A solução encontrada por Boyce foi usar a letra “J”, de Joffrey, no lugar de “S”, de Superman.

Foto via TheStar.

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