Revista O Grito!

Jazz Metal — Por Paulo Floro

Categoria: Ativismo (Página 2 de 3)

Calendário abusado luta contra homofobia na Rússia

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Enquanto a segue firme com sua política de homofobia, o contra-ataque também vai forte. Um calendário anunciado semana passada usa o humor para criticar a política de Vladimir Putin e da Igreja Ortodoxa contra gays e lésbicas. “Bigger, Harder, Better!” mostra políticos, membros da igreja e funcionários públicos misturados com elementos do imaginário como go-go boys e drags.

A Rússia vem empreendendo uma política de repressão aos direitos gays, o que culminou com leis que banem demonstrações homossexuais em público e também nos meios de comunicação. O país é alvo de críticas de organizações de direitos humanos. Sem falar que anda na contramão do resto do mundo – e da Europa, principalmente – que cada vez mais aumenta os direitos aos gays, como o casamento.

Com a chegada das de Inverno na cidade russa de Sochi, o país vai sofrer ainda mais pressão, pois diversos atletas são gays assumidos. O Governo já revelou que não irá discriminar nenhum participante, mas que suas leis serão cumpridas com rigor.

Quem quiser apoiar o calendário, basta comprá-lo no site www.orthodox-calendar.com/shop. Custa 16,99 e 10% das vendas serão revertidas para organizações que lutam contra homofobia na Rússia.

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Recado para Marco Feliciano, por Divine

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Ian McKellen tem um recado para Marco Feliciano

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Peguei a montagem no fb de Enrico Vargas (dando o desconto para o erro gramatical).

Brasil sem maquiagem: algumas verdades que precisamos ouvir

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é um humorista carioca que está ficando conhecido por causa do vídeo Brazil Without Make-up. O vídeo faz uma crítica em inglês da cerimônia de encerramento das de Londres, que representou o Brasil cheio de estereótipos. Com uma maquiagem chamativa, remetendo aos índios, ele dissecou o show, que contou com sambistas, Sorriso, o gari sambista da Sapucaí e até Marisa Monte de Iemanjá.

Autor da direção e roteiro do vídeo, Rafucko é um talento para ficar de olho. O Trabalho Sujo fez um post mostrando outros trabalhos dele, igualmente ótimos como esse. No “Brasil sem maquiagem”, ele faz uma ácida crítica no clichê confortável vendido ao exterior do Brasil como um país da alegria. Pegando como mote tudo o que foi mostrado na homenagem ao Brasil em Londres, ele lembrou do preconceito contra as religiões afro (“Iemanjá estaria mais segura na Inglaterra”) e o baixo salário pago aos garis. Ele mostra contradições no discurso do governador Sergio Cabral, que disse que o Museu do Índio deveria ser demolido por uma exigência da Fifa. A Fifa, por sua vez, negou, tirando o corpo fora.

“A apresentação do Brasil nas Olimpíadas de Londres foi um show muito bonito, mas pouco honesto”. Segundo o Jornal do Brasil, Rafucko afirmou que não recebe nenhum financiamento para fazer seus vídeos. O vídeo segue bombando, e por ser falado em inglês, esperamos que ganhe repercussão internacional. O site da Al Jazeera já repercutiu. Tem coisas que precisamos ouvir. O Brazil Without Makeup tem site oficial e Facebook. E Rafucko posta outros trabalhos em sua página. Vale a pena.

Como foi o #OcupeEstelita no domingo (FOTOS)

Aconteceu neste domingo (15), com sol forte e cerca de 400 pessoas (não sei fazer cálculo de gente como a polícia, mas muitos mais podem ter ido), o #OcupeEstelita. O movimento foi organizado através das redes sociais, com destaque para atuação do grupo Direitos Urbanos, no Facebook. A ideia foi protestar contra a construção do projeto Novo , que planeja construir 13 torres residenciais e empresariais na região do Cais José Estelita, com importante valor histórico, mas hoje abandonado.

Como o post no blog do Direitos deixa claro, a manifestação de hoje não foi apenas contra as novas torres, e sim contra todo o atual projeto de e mobilidade da cidade, como os viadutos da Agamenon Magalhães. Ou seja, envolve meio-ambiente, cidadania, respeito à memória afetiva da cidade, mobilidade, . Saiba mais sobre os projetos e as mobilizações, aqui. E para formar sua opinião conscientemente, leia também o outro lado, através de um comunicado oficial das construtoras, nesta matéria.

Abaixo, as fotos de hoje. O que vi por lá: Muitas crianças, cachorros, piscina de plástico, show de Catarina Dee Jah, circo, LaUrsa, maracatu, gente jovem, idosa, barco pirata, abaixo-assinado. O trânsito não foi fechado em nenhuma das vias momento algum. Alguns carros foram parados para que meninas de biquini mostrassem cartazes chamando atenção para a manifestação. Essa foi uma das partes mais divertidas do Ocupe. “A revolução é irresistível”.

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