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Jazz Metal — Por Paulo Floro

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Titeuf, o livro infantil que chocou Bolsonaro

Aparelho Sexual e Cia, de Zep (pseudônimo da francesa Hélene Bruller) foi levado para a bancada do Jornal Nacional durante a entrevista que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) deu na TV Globo nessa quarta (28). Ele tentou mostrar o interior da obra, mas William Bonner e Renata Vasconcelos tentaram impedir.

Mas o que tem o livro de tão horrendo segundo Bolsonaro? Publicado pela Companhia das Letras em 2007, o livro é uma maneira divertida de falar de sexo para pré-adolescentes. Em 2016 Bolsonaro e outros nomes da direita criaram polêmica com a obra alegando uma distribuição nacional por parte do MEC (o que foi negado pelo ministério à época).

Exposição de Titeuf em Angoulême este ano (Paulo Floro/Divulgação).

Titeuf é um dos personagens mais conhecidos do quadrinho francês, mas seu humor pode chocar o leitor brasileiro mais conservador. Sexo e relacionamentos estão entre os temas preferidos dos quadrinhos.

No último Festival de Angoulême, na França, uma exposição em homenagem à Zep e seu personagem Titeuf foram expostos em praça pública. Se fosse aqui no Brasil já podemos imaginar uma reação parecida com a do Queermuseum, dado o avanço do conservadorismo.

Bolsonaro faz questão de destacar trechos da obra que falam de atos sexuais, o que no livro é tratado de maneira engraçada e didática. O mais “chocante” é uma página que incentiva o leitor a colocar o dedo em uma parte vazada do livro como forma de simular um pênis ereto. A educação sexual é algo presente em currículos didáticos em todo mundo. Uma pena que aqui no Brasil esse tema seja usado como mote para uma agenda ultraconservadora e preconceituosa.

A Companhia das Letras divulgou nota em que defende Zep.


Em tempo: Titeuf foi publicado no Brasil em álbuns pela editora V&R. Foram quatro edições publicadas em 2012.

Cartaz original de Tubarão ganha versão revitalizada

Tubarão (1975), um dos filmes mais icônicos de Steven Spielberg, tem também um dos cartazes mais famosos da história do cinema. A imagem de um tubarão gigante prestes a abocanhar um incauto nadador no mar ficou para sempre marcado na memória.

E, apesar de existir muitas versões desse pôster, nenhum é tão impactante e esteticamente bonito quanto o original assinado por Roger Kastel. O artista é autor de diversos cartazes icônicos, como o de Star Wars – O Império Contra Ataca. Ele fez a obra em tinta a óleo, mas o original se perdeu após ter sido enviado para a Universal quase 40 anos atrás. O que tem por aí são reproduções, muitas delas bastante apreciadas por colecionadores.

Agora, Kastel se uniu à empresa Mondo para recriar uma versão revitalizada do cartaz. Chris Billheimer e Jason Edmiston trabalharam na separação de cores e layout e Bruce Yan na tipografia. Agora a obra está sendo vendida em reproduções de 60x90cm e assinadas pelo próprio Kastel.

Cidade com uma das maiores taxas de ataques de tubarão do Brasil, Recife tem uma relação afetiva com Tubarão de Spielberg. Em 2012 o festival Janela Internacional de Cinema exibiu uma cópia remasterizada do longa no Cinema São Luiz. Foi inesquecível.

Os uniformes de Wakanda na Copa do Mundo de Futebol

Que tal Wakanda, terra do Pantera Negra, na Copa do Mundo de futebol? O ilustrador Mark Yesilevskiy, que mora nos EUA, imaginou como seriam os padrões do uniforme do time wakandano.

O padrão principal é inspirado no uniforme do Pantera Negra visto nos filmes da Marvel. E o segundo, o meu preferido, é baseado na roupa das Dora Milaje. Aparentemente as roupas não têm nada da tecnologia do Vibranium (mas vai saber!).

As artes podem ser adquiridas como pôster no site do autor. (Via iO9).

PEC 241 e outros males do governo Temer, por Laerte

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Desde o golpe que afastou a presidenta Dilma Rousseff, a cartunista Laerte vem denunciando todos os retrocessos que estão sendo levados a debate e votação. A PEC 241, que coloca teto nos gastos e limita investimentos em educação e saúde por 20 anos, foi uma das mais atrozes. A charge acima é bem representativa desse período e foi publicada pela autora no Twitter.

Nada a Temer, por Marcelo D’Salete

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O quadrinista Marcelo D’Salete, autor de Cumbe, usou seu desenho como forma de resistência ao governo provisório de Michel Temer.

D’Salete adaptou uma cena de Cumbe, HQ que mostra a luta de negros escravizados durante o período colonial no Brasil, para mostrar indignação ao governo que assumiu o poder através de um golpe parlamentar. A imagem foi divulgada no Facebook do artista.

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