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Jazz Metal — Por Paulo Floro

Categoria: Imprensa (Página 1 de 15)

Livro analisa as mudanças nas tiras brasileiras, bem além do humor

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Basta dar uma olhada nas tiras de jornais grandes como Folha de S. Paulo, Estadão e Jornal do Commercio para ver como as tiras em quadrinhos mudaram. Espaço privilegiado na imprensa, esse tipo de quadrinho vem sofrendo diversas transformações nos últimos anos. Um dos mais emblemáticos artistas desse novo panorama é a cartunista Laerte, com seu trabalho mais metafísico. Mas há muitos outros.

Essa mudança nas tiras é o tema do novo livro do pesquisador e jornalista Paulo Ramos, Tiras Livres, que sai este mês pela editora Marca de Fantasia. O estudo é o aprofundamento de suas pesquisas sobre desse gênero, que já tinha recebido enfoque no Faces do Humor, de 2011, que saiu pela Zarabatana.

Ele comenta a mudança nas tiras brasileiras. “Parte delas deixou de lado a herança do humor e passou a tatear outras temáticas. Visualmente, elas começaram a apresentar experimentações gráficas. Era algo novo, diferente, que ganhou força e repercussão a partir de meados da primeira década deste século”. O livro tem 80 páginas e custa R$ 20. Pode ser comprado online no site da editora.

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DC nega uso do logo de Superman em estátua de garoto morto pelos avós

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Uma decisão da DC está pegando bem mal para a imagem da editora.

A empresa negou o uso do “S” do uniforme de Superman em uma escultura feita em um homenagem ao garoto Jeffrey, fã do herói, e que morreu em decorrência dos maus tratos dos seus avós em 2002.

Jeffrey Baldwin, morto quando tinha 5 anos, era um garoto de Toronto que morreu de inanição após viver em péssimas condições de higiene e saúde. Os avós tinham a custódia de Jeffrey e de seus três irmãos, mas apenas dois eram bem cuidados.

Jeffrey e sua irmã viviam trancados em um quarto sem luz em meio a urina, fezes e sangue. Ela ainda podia ir à escola, o que ajudou a salvar a vida do irmão, pois trazia lanches que eram sua única fonte de alimentação. Os avós foram condenados pela morte do garoto em 2006.

Um homem chamado Todd Boyce decidiu no ano passado criar uma estátua em homenagem a Jeffrey, sensibilizado com essa história trágica de violência infantil. Ele contratou o artista Ruth Abernathy para realizar o serviço. Uma das fotos do menino, sem data, mostra ele feliz em uma fantasia de Superman e por isso ele foi imortalizado vestido como o herói.

A imagem é da época em que Jeffrey ainda não morava com os avós. Os pais adolescentes perderam a custódia dos filhos por não conseguiram provar na Justiça condições de cuidar das crianças.

Ao pedir permissão de usar o logo, a DC retornou com uma negativa. “A DC Entertainment, [detentora dos direitos do personagem] disse que a empresa não está confortável em ser associada ao abuso de crianças”, disse Boyce, citado pelo blog TheBeat. A recusa gerou muitas críticas negativas à DC nas redes sociais.

A solução encontrada por Boyce foi usar a letra “J”, de Joffrey, no lugar de “S”, de Superman.

Foto via TheStar.

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Cartunista argentino Liniers na capa da New Yorker

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Liniers, o argentino autor de Macanudo, assina a capa da nova revista New Yorker. Ele se inspirou nos estranhos que topamos nas grandes cidades como Nova York. Ele explicou a ilustração no site da publicação. (Via Vitralizado).

Putin e Sochi nas capas de revistas

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A olimpíada de inverno em Sochi vem servindo para expor ainda mais a Rússia, um dos países mais fechados e com maiores denúncias de desrespeito aos direitos humanos. O mais chamativo é a lei promulgada no ano passado que proíbe manifestações de homossexualidade. As bancas ao redor do mundo não vêm poupando críticas ao país e ao seu líder Vladimir Putin. (via NasCapas)

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Alan Turing, o herói gay esquecido, na capa da Attitude

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A revista gay inglesa Attitude entregou em sua nova edição prêmios para pessoas influentes ligadas ao mundo LGBT. O mais legal é que a publicação lembrou um dos ícones gays mais esquecidos, Alan Turing.

Turing foi um matemático que criou a base para a computação e ajudou a Inglaterra na Segunda Guerra Mundial ao decodificar mensagens secretas dos nazistas. No entanto ele foi perseguido por ser gay e foi uma das primeiras vítimas da “cura gay”. Preso por ter relações homossexuais em 1952 ele foi submetido a um tratamento com hormônios femininos como forma de “diminuir sua libido”.

Sem suportar esse tratamento, ele cometeu suicídio tomando uma dose de veneno em 1954, aos 41 anos. Muito bom a Attitude chamá-lo de “o homem gay que mudou o mundo”. Em 2009, por causa de uma campanha online, o primeiro-ministro inglês Gordon Brown fez um pedido público de desculpas em nome do governo britânico pela forma como Turing foi tratado.

A Attitude pode ser encontrada em grandes livrarias e bancas do Brasil.

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