Revista O Grito!

Jazz Metal — Por Paulo Floro

Autor: Paulo Floro (Página 3 de 133)

Foto oficial do golpista, por Shiko

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O paraibano divulgou em suas redes sociais a imagem acima que registra o presidente interino Michel Temer em toda a sua obscuridade. A foto oficial do na democracia brasileira.

Mais do trabalho de Shiko em seu Facebook.

Laerte convida: todo mundo no ato dia 31

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Coutinho é uma das cartunistas mais importantes do Brasil. E usa sua relevância com responsabilidade: ou seja, se posiciona sobre um dos momentos mais críticos de nossa história. O desenho acima foi postado em seu Facebook e conclama todo mundo a ir à passeata contra o no dia 31 de março.

A passeata pede o respeito à democracia e se posiciona contra impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Laerte já postou outras tiras sobre a crise institucional hoje no Brasil:

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“Fascismo está crescendo… as massas estão sendo empolgadas por uma espécie de falta de direção geral, pela manipulação da mídia e do judiciário numa clara tentativa de derrubar o governo”, disse a quadrinista em entrevista ao TV Poeira.

A nova HQ de Guilherme Petreca, “Ye”

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A editora Veneta divulgou a capa da nova HQ de , , que entrou em pré-venda. Petreca é hoje um dos quadrinistas brasileiros mais talentosos de sua geração. No final do ano passado ele lançou Carnaval dos Meus Demônios, pela Balão e soltou ainda a HQ curta Galho Seco.

“Piratas, bruxas, malandros e monstros: o jovem mudo Ye enfrenta toda sorte de perigos e desventuras, em sua jornada de autodescoberta. A história retrata de forma poética a transição entre a adolescência e a fase adulta”, diz a sinopse da obra. O camarada Ramon Vitral soltou um preview de quatro páginas da obra. Promete bastante!

Ye tem 176 páginas e vai custar R$ 60.

Coleção de cards relembra HQs históricas lançadas no Brasil

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O anunciou uma coleção de cards que homenagearão as revistas em quadrinhos mais importantes já lançadas no Brasil desde os primórdios do mercado. Entre elas estão a , pioneira na publicação de HQs no País, a Gibi, título que acabou tornando-se sinônimo de quadrinhos e a Pererê, de Ziraldo.

Serão 10 cards a cada edição anual do Festival , em uma coleção que, ao longo dos anos, formará uma grande painel dos títulos mais importantes e influentes lançados em nosso país desde 1905. Os cards serão distribuídos gratuitamente aos visitantes do evento.

Este ano, o Festival Guia dos Quadrinhos ocorrerá nos dias 9 e 10 de abril e terá lugar no Club Homs, na Avenida Paulista nº 735. O evento dobrará sua capacidade de expositores e triplicará as mesas para quadrinistas brasileiros. Haverá também artistas convidados de renome internacional, exposições de arte, workshops, debates, leilões beneficentes e muitas outras atrações.

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Wimmen’s Comix: histórica revista feita por mulheres quadrinistas ganha antologia

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Já está sendo vendido o gigantesco volume , uma compilação com material da histórica publicação formada por autoras de quadrinhos nos anos 1970.

Fundada em 1972, a Wimmen’s Comix trazia um contraponto ao cenário underground de quadrinhos nos EUA, formado em sua maioria por homens. A revista trazia discussões sobre sexualidade, e era bem afiada em sua crítica à sociedade norte-americana do período.

Em seus 20 anos de circulação trouxe nomes como , , Melinda Gebbie, , , Carol Lay, , , , , e muitas outras. Agora a editora Fantagraphics reúne todo esse material em um livro de 728 páginas.

A edição da obra é histórica por resgatar a relevância da Wimmen’s Comix, mas também por publicar alguns trabalhos que seguem fora de catálogo por décadas. Estão presentes no livro a primeira HQ feita inteiramente por mulheres da história, “It Ain’t Me, Babe”, de 1970. A edição traz uma introdução de Trina Robbins.

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Pelo tamanho do livro e acabamento luxuoso, não podíamos esperar nada muito barato. O preço da obra é de 100 dólares (o que inclui uma caixa slipcase, além de dois volumes em capa dura). Na Amazon BR sai por R$ 357. Veja um preview.

O curta-metragem “Lavagem”, de Shiko

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A editora Mino disponibilizou o curta-metragem , que deu origem à HQ de mesmo nome de , lançada no ano passado. A obra é uma das melhores HQs nacionais lançadas em 2015 e mostra a relação de um casal que habita um mangue. Com um traço naturalista, conta uma história em estilo horror gore sobre fé, paranoia e desejo.

Aqui a minha crítica para a HQ.

O curta foi lançado originalmente em 2011, com direção do próprio Shiko e produção da cooperativa Filmes a Granel. No elenco estão Mariah Teixeira, Omar Brito e João Faissal. Veja abaixo:

Editoras francesas pedem boicote ao Angoulême em busca de mais diversidade

Ilustração parodia o tradicional gato mascote do festival como um testículo. (Reprodução).

Ilustração parodia o tradicional gato mascote do festival como um testículo. (Reprodução).

O último Angoulême foi uma mancha na história do festival em seus mais de 40 anos. Depois de acumular uma reputação de ser o mais importante evento de quadrinhos do mundo, uma celebração da arte e um incentivo para a evolução do meio, seus organizadores se embrenharam em uma série de erros após excluírem mulheres quadrinistas do prêmio principal.

Agora, as maiores editoras de quadrinhos da França propõem um boicote ao festival caso o evento não anuncie mudanças nas regras. Gigantes editoriais como a Glénat, Delcourt, Dargaud e Casterman estão entre as empresas que assinaram um documento pedindo um novo momento menos sexista e mais inclusivo para o festival.

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FIQ discutiu presença das mulheres nos quadrinhos

Tudo começou após a divulgação dos indicados ao Grande Prêmio, uma das maiores distinções do Angoulême, concedido aos quadrinistas não por uma obra específica, mas pelo trabalho de uma vida. A surpresa geral foi não ter nenhuma mulher entre os 30 anunciados. Isso é, de longe, inadmissível, sobretudo em uma arte com tantos talentos femininos.

Não bastasse esse erro crasso, a organização do festival demorou a se desculpar e só piorou o debate. O diretor geral do evento, Franck Bondoux, relutando em reconhecer o erro histórico, disse que o festival não poderia “distorcer a realidade”. “O festival não pode distorcer a realidade, mesmo reconhecendo o fato de que a lista realmente poderia ter incluído o nome de uma ou duas mulheres”, disse. Ele ainda comentou que o festival não poderia adotar um sistema de cotas.

Angoulême tem um histórico ruim quando o assunto é reconhecer o trabalho de mulheres. Apesar de diversas quadrinistas já terem sido indicadas a outras categorias, como melhor álbum, roteiro, etc, apenas uma venceu o Grande Prêmio, Florence Cestac, em 2000. No ano passado, Marjane Satrapi (de Persépolis) foi indicada, mas não levou.

Entre os 30 homens indicados em 2016 vários deles decidiram pedir a retirada de seus nomes da lista em respeito às colegas. O primeiro a fazer isso foi Joan Sfar, celebrado autor de O Gato do Rabino, seguido por outros quadrinistas como Milo Manara, Daniel Clowes, entre outros. Como quadrinho é coisa série na França, a secretária do Estado para os Direitos das Mulheres, da França, Pascale Boistard, disse no Twitter que a luta por mais reconhecimento das mulheres autoras é importante. A secretária recebeu no final do ano passado o Coletivo das Criadoras de Quadrinhos contra o Sexismo.

Esse grupo reúne 147 artistas e luta por mais espaço e visibilidade para as quadrinistas mulheres. Foram eles quem criaram o trocadilho com o nome oficial de Angoulême, que logo viralizou: de FIBD – Festival International de la Bande Dessinée (Festival Internacional de Quadrinhos), a sigla mudou para FIBD – Femmes Interdites de Bande Dessinée (Mulheres Proibidas nos Quadrinhos).

Depois de toda essa repercussão negativa, o , de forma constrangedora, decidiu que o prêmio este ano não teria indicados. Qualquer quadrinista era elegível e todos os membros e autores que tiveram trabalhos publicados em 2015 puderam votar em quem quiseram. Ao fim, venceu o belga Hermann, pouco conhecido no Brasil, autor de Lune de Guerre e outros. (Um parêntesis: Marcello Quintanilha venceu como melhor HQ policial com o ótimo Tungstênio).

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Um novo Angoulême

O festival tem agora uma chance de remediar sua imagem negativa e retomar seu posto na relevância das HQs no mundo. O recado das editoras é importante para lembrar de que uma maior diversidade de gênero é benéfico para todo mundo, de autores ao público.

O documento emitido nesta quinta à imprensa também mostra a força cultural que tem os quadrinhos no mundo, sobretudo na Europa. “O Festival conseguiu desacreditar a nossa profissão nos olhos do mundo”, diz o documento. “O festival deve ser repensado em profundidade, em sua estrutura, sua governança, estratégia, projetos e ambições”. Os editores pedem que a Ministra da Cultura da França seja a mediadora nesse debate pela nova fase do evento.

Veja abaixo o documento na íntegra, em francês e em inglês.

Atualizado: aqui a versão em português (tradução de Sergio Costa Floro).

Salvemos o festival Angoulême

Apoiadores leais do Festival Internacional de Quadrinhos de Angoulême (FIBD) desde a sua criação, os editores têm repetidamente alertado seus organizadores, seus financiadores e os poderes públicos sobre as deficiências recorrentes deste evento anual.

Consequência da falta tanto de uma visão compartilhada como de uma gestão eficaz, a última edição do Festival tem acumulado erros: ausência de mulheres na lista de autores elegíveis no Grand Prix da cidade de Angoulême, o descontentamento de autores frequentemente mal tratados pela organização, declínio de público, a falta de transparência nas seleções dos prêmios, cerimônia de encerramento desastrosa…

O Festival conseguiu deslegitimar a nossa profissão aos olhos do mundo, como demonstrado apropriadamente por Fabrice Piault, editor chefe de Livres Hebdo, em seu editorial de 05 de fevereiro de 2016.

Este evento tem um lugar central na vida dos quadrinhos. é impossível deixá-lo deteriorar-se e, assim, degenerar a imagem da 9ª Arte tanto na França como no exterior.

É por isso que decidimos não participar na próxima edição da FIBD se uma revisão radical não for implementada sem demora. O festival deve ser repensado em profundidade, em sua estrutura, sua gestão, sua estratégia, seu projetos e suas ambições.

Dada a magnitude da tarefa e a importância da questão, tanto para a nossa profissão quanto para a população de Angouleme e sua região, onde os quadrinhos geraram todo um complexo institucional e industrial, fazemos um apelo ao Estado: solicitamos à Senhora Ministra da Cultura que nos receba e nomeie um mediador para realizar urgentemente, esta reforma radical.

Assinaram o documento as editoras do Sindicato Nacional: Casterman, Dargaud, Delcourt, Denoël, Fluide Glacial, Futuropolis, Gallimard, Glénat, Jungle, Le Lombard, Panini, Rue de Sèvres, Sarbacane, Soleil, Urban, Vents d’Ouest.

Editoras da União das editoras alternativas (SEA): Anathème, Arbitraire, L’Association, Ça & Là, La Cafetière, La Cerise, La 5éme Couche, Cornélius, Éditions 2024, Frémok, Ici Même, Ion, L’Égouttoir, L’Employé du Moi, L’Œuf, Le Lézard Noir, Les Requins Marteaux, Les Rêveurs, Misma, Pré Carré, Radio As Paper, Super Loto, Vide Cocagne, Même Pas Mal, The Hoochie Coochie.

Refúgio, a nova HQ de Cátia Ana

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A quadrinista lança sua nova HQ, . Descobri Ana no último FIQ onde ela lançou SPAM, antologia de quadrinhos feito por mulheres que saiu pela Zarabatana. Ela é autora da webcomic O Diário de Virgínia, que já foi duas vezes indicada ao Troféu HQ Mix.

Refúgio marca o final de um ciclo para a autora, que agora se despede desse seu projeto após cinco anos de publicações online. A HQ traz duas histórias de forte teor autobiográfico, que servem como capítulos finais do gibi online.

O novo projeto de Cátia Ana é o Quadrinhos Infinitos, onde ela irá publicar suas novas HQs. E Ana é também integrante do Ladys Comics, iniciativa que divulga o trabalho de mulheres quadrinistas.

A HQ online Refúgio pode ser comprado por R$ 10 na loja da autora.

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O encontro de Stan Lee e Frank Miller

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Dois importantes nomes dos quadrinhos mainstream norte-americanos, e se encontraram para um papo neste final de semana em Los Angeles. A ocasião foi a comemoração dos 30 anos de , minissérie que é tida como revolucionária para o universo dos gibis de super-heróis.

Os dois quadrinistas estiveram na livraria Barnes & Noble de LA. A DC Entertainment fez o registro histórico. Na ocasião Lee saudou Miller por seu trabalho na clássica minissérie de Batman e por sua contribuição aos quadrinhos.

Apesar de serem ícones dentro da indústria dos comics, Miller e Lee são de “universos” diferentes. O primeiro é um celebrado autor da DC Comics. Além de Batman ele é conhecido por outros clássicos como 300 de Esparta e Martha Washington, além de Sin City. Já Stan Lee, criador da maior parte dos populares heróis Marvel, é hoje mais ligado às produções executivas dos filmes da Marvel Studios.

Miller está atualmente promovendo a terceira parte de O Cavaleiro das Trevas, minissérie que deve chegar ao Brasil ainda este ano pela Panini. [Foto via TheBeat]

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Uma Tira: Aquiles em busca de respostas, por Laerte

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Adorando essa nova série de , publicadas em seu blog, Manual do Minotauro. Aquiles, um cachorro branco que se depara com diversas impossibilidades do mundo cotidiano, sempre com um olhar impassível ao que acontece ao seu redor.

Entra para uma das melhores tiras dessa atual fase da quadrinista, cada vez mais reflexiva e complexa nas abordagens e experimental na narrativa. Quem ainda não conhece o depositório de tiras de Laerte, não deve perder mais tempo.

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HQ Cumbe, de Marcelo D’Salete, ganha lançamento em Paris

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Cumbe, um dos melhores quadrinhos lançados no Brasil em tempos recentes, terá lançamento na França no final de março. Escrita e desenhada por Marcelo D’Salete, a HQ traz histórias de negros escravos em busca de uma compreensão história de um dos períodos mais sombrios do Brasil.

A obra foi lançada no Brasil originalmente pela Veneta e já ganhou edição em Portugal (pela Polvo). A edição francesa sai pela Çà et Là, em capa dura. O lançamento acontece durante a Printemps Littéraire Brésilien, na Universidade de Sorbonne, entre os dias de 21 a 31/3, em Paris.

A ideia do evento, já na 3.ª edição, é promover o encontro de escritores, ilustradores e quadrinistas daqui com alunos de português de lá. A curadoria é de Leonardo Tonus, coordenador do Departamento de Estudos Lusófonos na universidade, que terá a ajuda de Simone Paulino e Verônica Lessa.

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The Best American Comics de 2016, editada por Roz Chast, já está em pré-venda

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Um dos projetos mais interessantes de quadrinhos, a reúne os melhores trabalhos lançados no ano anterior, sempre escolhidos por um editor diferente. Este ano a convidado é Roz Chast, cartunista da New Yorker e responsável pela elogiada obra Can’t We Talk about Something More Pleasant?, de 2014.

Já foram convidados como editores nomes como Alison Bechdel (2011) e Neil Gaiman (2010), entre outros.

A antologia é uma ótima oportunidade de acompanhar o que vem sendo feito de interessante nos quadrinhos dos EUA sem ter muito trabalho. O The Best American Comics serviu de inspiração para o Fabuloso Quadrinho Brasileiro, coletânea que estreou no ano passado com edição de Érico Assis.

The Best American Comics de 2016 está em pré-venda na Amazon, mas só será lançada em outubro de 2016. A edição 2015 pode ser comprada na Amazon brasileira por cerca de 95 reais. [Via Vitralizado]

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