Revista O Grito!

Jazz Metal — Por Paulo Floro

Tag: Recife (Página 1 de 2)

Street View revelando as belezas do Recif…OH WAIT

Vi no NE10 que o serviço Street View do Google já está funcionando. Pelo Facebook, já começaram a aparecer as primeiras pérolas, como a foto acima. Tem também um Tumblr, mas nenhuma foi tão impagável como esse baculejo no bairro de Setúbal.

Rec: Tirando onda com o PT_BR

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Adoro esse próximo à Universidade Católica que tira onda pesada com o português. Ele encontrou, desta forma, uma maneira criativa de chamar atenção no meio de tantos fiteiros. Fica na Boa Vista, no fim da João Fernandes Vieira.

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Recife: Um monte de perguntas

É meio triste ver praças sendo mutiladas em benefício dos automóveis, ver casarões históricos e igrejas barrocas sendo derrubados. Nada contra o moderno. Mas por que não se fazem obras modernas sem destruir as antigas? Por que numa cidade tropical não se abre espaços para o verde, para a circulação do vento, para deixar a qualidade de vida das pessoas melhor? Por que tantos edifícios monumentais e uma rede de esgoto que não dá conta de tanta merda? Por que tantas ruas que não suportam mais tantos carros? Por que tantos mendigos morando nas praças e avenidas? Por que tantos bandidos matando e roubando nas ruas da cidade? Se você tiver resposta para tudo isto então eu vou dizer que a frase citada por você ” está sendo mutilada” é apenas uma pérola dos ativistas pró-passado.

De Alexandre Figueirôa, respondendo a um comentário sobre uma reclamação dos chamados “ativistas pró-passado”.

Como foi o #OcupeEstelita no domingo (FOTOS)

Aconteceu neste domingo (15), com sol forte e cerca de 400 pessoas (não sei fazer cálculo de gente como a , mas muitos mais podem ter ido), o #OcupeEstelita. O movimento foi organizado através das redes sociais, com destaque para atuação do grupo Direitos Urbanos, no . A ideia foi protestar contra a construção do projeto Novo , que planeja construir 13 torres residenciais e empresariais na região do Cais José Estelita, com importante valor histórico, mas hoje abandonado.

Como o post no blog do Direitos deixa claro, a manifestação de hoje não foi apenas contra as novas torres, e sim contra todo o atual projeto de e mobilidade da cidade, como os da Magalhães. Ou seja, envolve meio-ambiente, cidadania, respeito à memória afetiva da cidade, mobilidade, urbanismo. Saiba mais sobre os projetos e as mobilizações, aqui. E para formar sua opinião conscientemente, leia também o outro lado, através de um comunicado oficial das construtoras, nesta matéria.

Abaixo, as fotos de hoje. O que vi por lá: Muitas crianças, cachorros, piscina de plástico, show de Catarina Dee Jah, circo, LaUrsa, maracatu, gente jovem, idosa, barco pirata, abaixo-assinado. O trânsito não foi fechado em nenhuma das vias momento algum. Alguns carros foram parados para que meninas de biquini mostrassem cartazes chamando atenção para a manifestação. Essa foi uma das partes mais divertidas do Ocupe. “A revolução é irresistível”.

#OcupeEstelita neste domingo

O blog Direitos Urbanos, que nasceu do grupo de mesmo nome no , está organizando a manifestação neste domingo que pede uma cidade mais democrática e com mais apreço pela memória do . Tudo o que você precisa saber sobre o movimento e como chegar está aqui.

Tem mais arte da manifestação!

Por Karina Buhr

Uma alternativa aos viadutos da Agamenon


#NovaAgamenonNao

Na edição deste mês, o arqDEBATES, evento criado por estudantes e arquitetos com o intuito de discutir a arquitetura na nossa cidade sob os diversos aspectos, traz como tema a mobilidade urbana, com o objetivo de avaliar a solução apresentada pelo Governo do Estado, sugerindo alternativas ao atual projeto de mobilidade proposto.

“O crescimento desordenado atrelado à ineficácia do planejamento urbano de nossa cidade é tema constante de todos os cidadãos que sofrem com a precariedade do sistema de público. Na tentativa de solucionar a problemática de mobilidade urbana, o governo do Estado propõe a construção de quatro sobre cruzamentos da Av. Magalhães, cujos impactos serão em grande escala e sua eficácia de curto prazo”, reclamam os organizadores.

Mais aqui.

Agenda: Superingosto com a hora Beatles

Recife, o Planeta Carro: viadutos da Agamenon

Matéria que fiz para o NE10 sobre os polêmicos viadutos da avenida Magalhães. Degradação estética com desculpa de que irá beneficiar um corredor de ônibus que poderia existir sem as novas estruturas. Mais espaços para carros pra legitimar o que a cidade tornou-se nos últimos anos: o .

da Agamenon priorizam particular, dizem especialistas

A elevação de quatro viadutos na Avenida , no , é o tema da audiência pública que acontece nesta sexta-feira (30), no auditório do Banco Central, em Santo Amaro. A Secretaria das Cidades do Governo do Estado, órgãos da Prefeitura do , professores da Universidade Federal de Pernambuco e o Ministério Público participam do encontro, iniciado por volta das 9h, que tem por objetivo discutir os impactos e a eficiência das construções na mobilidade e na urbanização da cidade. Todos os três especialistas convidados a analisar a obra foram contra a iniciativa.

O MP convocou a audiência para se posicionar oficialmente sobre a construção polêmica que vem provocando protestos de diversos setores, além dos moradores do entorno dos quatro viadutos. O órgão convidou especialistas em engenharia, urbanização e arquitetura para tecer comentários técnicos a respeito da obra, cujo editral de licitação foi lançado pelo Governo de Pernambuco no dia anterior. Todos rejeitaram a proposta apresentada pelo Governo.

Segundo o professor doutor em arquitetura da UFPE Paulo Cesar Cavalcanti, os viadutos poderão aumentar a velocidade da Agamenon, mas infernizar outras áreas, como a Avenida Rosa e Silva, a região dos Quatro Cantos, no Derby, e a Rua da Hora, das Graças, já que não existem previsões de alargamento dessas vias. “Não estão sendo considerados ou divulgados os prejuízos estéticos, econômicos e ambientais e não há clareza sobre os efeitos da circulação dos pedestres”, afirmou.

O engenheiro e vice-presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Pernambuco (Crea), Maurício Pina Moreira, lembrou que o modelo pensado para o trânsito pelo Governo e Prefeitura do Recife prioriza o transporte particular. Ele criticou a alegação do Estado de que os viadutos irão proporcionar corredores livres para ônibus na Agamenon. “Não podemos fazer medidas para beneficiar o transporte individual e dizer que vai melhorar transporte público”. Ele sugeriu medidas restritivas para o transporte individual e criticou o fato de o Recife não mais fazer planejamento urbano como forma de entender o deslocamento dos habitantes.

Já o professor de arquitetura da UFPE Tomaz Lapa disse que o conceito de vizinhança está sendo esquecido pelo Estado, pois força as pessoas a usarem ainda mais o carro, o que pode causar novos congestionamentos no futuro. “Os viadutos representam medidas de efeitos conjunturais sem atingir o coração do problema”, falou na audiência. “Essas medidas fornecem uma falsa ideia de progresso à margem de grandes rotatórias de alças viárias de cidades como Chigaco e São Paulo”.

A audiência abriu espaço para interessados no assunto opinarem. Alexandre Santos, representante do Clube de Engenharia de Pernambuco, criticou o governador Eduardo Campos, que, segundo o órgão, vem evitando a discussão pública dos detalhes do projeto. Já Vitória Régia, do Instituto de Arquitetos do Brasil, chamou atenção para a degredação urbana ao redor dos viadutos, lembrando os já existentes na capital.

OUTRO LADO – O secretário de Cidades do Governo do Estado, Flávio Figueiredo, disse que os viadutos não impedirão futuros modais, como metrô e VLT (Veículos Leves sobre Trilhos). Ele afirmou que o projeto é o que melhor preserva o espaço físico e defendeu que o Estado defende a priorização do transporte público.

Segundo o Estado, a elevação de quatro viadutos transversais na Agamenon Magalhães vai possibilitar corredores exclusivos de ônibus na segunda etapa do Corredor Norte -Sul, que vai do metrô Joana Bezerra à Fábrica Tacaruna, numa faixa de 4,7 Km.

Figueirêdo também informou que será implantado um novo sistema, o TRO – Transporte Rápido por Ônibus -, com nove estações de passageiros sobre o canal. “Estamos tentando incorporar sugestões de diversos grupos e pessoas afetadas”. Segundo a secretária de Controle, Desenvolvimento Urbano e Obra, Maria de Biase, esse tipo de obra não exige licenciamento prévio, apenas da anuência do prefeito João da Costa. “Foi criada uma comissão de técnicos que estão estudando o projeto”, informou.

A presidente da CTTU, Maria de Pompéia, afirmou que o Governo do Estado ainda não informou quais os impactos dos viadutos nas vias adjacentes. E a presidente da URB, Débora Mendes, disse que o órgão não participou de nenhum ato em relação aos viadutos.

A previsão de início das obras é maio deste ano, com duração de 18 meses. A construção causa polêmica e protesto de moradores próximos à área atingida e também de estabelecimentos que serão diretamente afetados ou desapropriados, como o Clube Português e a Igreja Batista do Parque Amorim. Os viadutos poderiam ainda obstruir as janelas de alguns edifícios.

A foto é do Blog de Jamildo.

Vintage: Os bondes do Recife em fotos

Antes dos ônibus ( praticamente não utiliza metrô), o povo da cidade se locomovia de bonde. As fotos antigas foram reunidas por este Fotolog (!) e postadas no Facebook. Detalhe para a construção dos trilhos em Boa Viagem, na foto abaixo. O último bonde, que passava pela Rua da Aurora, está hoje em exposição no Museu do Homem do Nordeste. E no vestuário: todo mundo com o indefectível chapéu. Todas as imagens são das primeiras décadas do século 20.

 

Uma cidade para as pessoas

Uma das principais questões hoje no diz respeito à mobilidade. E o pensamento pequeno e imediatista do Governo quer resolver tudo a médio prazo e dando mais espaço para os carros – o que no futuro vai gerar mais e mais engarrafamentos. A construção de quatro na Avenida Magalhães é uma das principais provas da falta de planejamento a longuíssimo prazo do governador Eduardo Campos.

Lendo sobre cidades feitas para as pessoas, encontrei essa entrevista com , responsável por mudar a cara de copenhague, nos anos 1960. Essa resposta dele, sobre Recife abrir mais espaço para carros, reflete bem a decisão nada inteligente do Governo.

O senhor fala em trânsito, problema grave no Brasil. Quais as soluções para essa questão?
O congestionamento é, sem dúvida, um dos maiores problemas das grandes cidades do mundo. E a chave para resolvê-lo é entender que a demanda correta não deve ser por mais público ou ciclovias ou calçadas. Deve ser por mais opções, por mais liberdade de escolha de meios de se locomover do ponto A ao ponto B. Só ciclovias ou só público não resolvem, mas uma combinação dos dois com boas calçadas e vias exclusivas de pedestres começam a deixar a cidade mais interessante e a dependência que se desenvolveu do carro começa a diminuir. Mas, ainda assim, muita gente vai continuar se locomovendo de carro, por comodidade. Então, junto com o aumento de opções de locomoção, é preciso diminuir o uso dos carros, dando menos lugar a eles. Quanto mais ruas, mais carros, quanto menos ruas, menos carros. Se você oferecer infraestrutura, a sociedade vai utilizá-la. Então, tirar espaço dos carros, ou proibir que estacionem nas ruas, são algumas das formas de garantir que eles sejam menos usados, em especial em curtos trajetos. E aí, as pessoas que realmente precisem de um veículo para se locomover, seja porque a distância é longa demais, seja porque é uma emergência, terão espaço para dirigir.

Chuva + protesto: Três fotos do Centro do Recife

Tirei essas fotos quando passei pela Conde da Boa Vista, no Centro do , ainda de manhã. Momentos depois, o que parecia um protesto pacífico de estudantes contra o aumento de 6,5% das passagens de ônibus se transformou em violência gratuita com direito aos clichês de : spray de pimenta, bombas de efeito moral, balas de borracha, prisões e uma gravata. Tem mais detalhes nessa cobertura.

Uma gravata oficial do Estado de Pernambuco

O que dizer dessa foto vergonhosa tirada por André Nery (Folha de PE) durante os protestos dos estudantes contra o aumento de passagens?

Téta Barbosa tem algo a dizer, que resume bem:

Quando assisti, na televisão, um policial militar carregando uma estudante de vinte e poucos anos pelo pescoço, nos dias de hoje, na minha cidade, pensei: “vou abrir um fã clube de Teló e confeccionar mamãe-sacodes para distribuir com as amigas”.

Porque, caro colega da minha geração, se o preço a se pagar por uma classe artística de qualidade for a falta de liberdade de expressão dos jovens e cidadãos do , vou ser a primeira a dançar “ai, se eu te pego”em praça pública com direito a coreografia.

Tentei ser imparcial, isenta de partidarismo, fria e calculista, mas, diante da cena eu pergunto:

– Que porra (com licença da palavra de baixo calão) está acontecendo no Recife?

Como um protesto pacífico contra o aumento de passagens se trasformou no novo AI5?

Lê o texto completo.

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