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Jazz Metal — Por Paulo Floro

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Segunda temporada da HQ O Beijo Adolescente, de Rafael Coutinho, em crowdfunding

(Cachalote) colocou a segunda temporada de sua HQ, O Beijo Adolescente em crowdfunding. Ele espera arrecadar fundos para reunir em livro novas histórias de sua elogiada série autoral, publicadas regularmente na internet, no site do IG. Os primeiros capítulos foram bastante elogiadas e também ganharam uma edição impressa.

“Vendemos mil cópias do Beijo em seis meses, e viajamos com ele em uma turnê pelo Brasil em mais de 10 estados. O retorno do público foi excelente, o que nos deu ainda mais vontade de continuar a série. Dessa vez queremos fazer a segunda temporada toda independente, publicá-la como uma web-série e ao final imprimir a continuação como fizemos com a primeira, dessa vez com a ajuda de vocês”, escreve Coutinho.

Serão dois meses de arrecadação, em um total de R$ 32 mil. São várias modalidades de apoio, começando com R$10. Com R$50, o apoiador recebe a edição impressa em casa com autógrafo do autor. Para colaborar, só ir no site da Catarse.

Veja a sinopse da série: A história é sobre o Beijo Adolescente, uma gangue de garotos que desenvolvem poderes especiais na adolescência, depois de darem o primeiro beijo. São meninos e meninas que fazem parte de um grupo seleto, e ditam as tendências do mundo atual. A história conta o momento em que Ariel, um moleque de 12 anos desenvolve seus poderes e não entende o que está acontecendo. Ele é apresentado ao Beijo por Tomás, que está prestes a perder seus poderes, porque está a poucos dias de fazer 18, idade em que todos perdem sua coloração e se tornam adultos, sendo expulsos do grupo. Enquanto isso, adolescentes estão sendo mortos em diversos lugares da cidade, e ninguém sabe dizer porquê. A história conta o fim do Beijo Adolescente, onde cada vez menos jovens desenvolvem suas aptidões. Tudo isso com muita aventura e ação.

Crumb em Paraty, por Rafael Coutinho

“Paraty é bonita, mas quando veremos o verdadeiro Brasil?”

HQ histórica. Rafael Coutinho, um dos autores de Cachalote desenhou a passagem de e Gilbert Shelton pela Flip, de Paraty.

A história em quadrinhos foi feita a pedido da Folha de S. Paulo. Clique nas imagens para ver maior.

Quadrinhos na Cia e os lançamentos nacionais

Falando em Quadrinhos na Cia., O blog entrou em contato com André Conti, o editor de HQ’s do selo para saber dos próximos lançamentos nacionais da editora. Segundo ele, apenas Cachalote está nos planos para este ano. As próximas adaptações literárias, como o recém-lançado Jubiabá e demais obras de quadrinhistas brasileiros só mesmo em 2010.

Cachalote chega às lojas em novembro.

O selo da editora Companhia das Letras também acaba de inaugurar seu endereço virtual. É um blog simples e bonito falando dos lançamentos. Lá eles já divulgam o próximo livro a chegar às lojas, Umbigo Sem Fundo (Bottomless belly button), para agosto. Do autor americano Dash Shaw, conta a história da última reunião da família Loony. É uma trama sobre segredos, infância e família que recebeu boas críticas nos EUA. Dá pra ver os outros lançamentos no blog.

Preview de Cachalote na piauí

Chegou no início desta semana às bancas do País a nova edição da revsta piauí, com o preview de Cachalote, aguardada HQ de e o escritor . A obra será lançada pelo selo Quadrinhos na Cia, da editora Companhia das Letras, em novembro. Antes, uma primeira parte da versão em inglês será levada ao San Diego Comic Con, em julho para tentar emplacar a obra no mercado americano.

O trecho publicado na piauí é de uma das 6 histórias do livro, Túlio & Vita. Cachalote é uma das mais aguardadas HQ’s nacionais, desde que foi anunciada por Rafael Coutinho ano passado. Em seu blog, o desenhista e artista plástico chegou a divulgar algumas imagens. O lançamento coincide com o novo momento pelo qual passa o reconhecimento dos quadrinhos entre mídia e público.

Destaco a crescente relevância do Coutinho. Sem um produção prolífica, como muitos artistas independentes, ele já é considerado uma aposta, além de já “começar” em uma grande editora. Mais: sua carreira já ultrapassa até mesmo o sempre promissor mercado nacional, armando conexões com os americanos, como já o fazem bem Rafael Grampá, Mateus Santolouco, entre outros.

Isto é, claramente, uma nova configuração do trabalho dos quadrinhistas brasileiros. Antes, sua força de trabalho era comprada por editoras como Marvel e DC. Agora, novos artistas estão levando conteúdo original para novos mercados, para só então conquistar espaços – desta vez, mais nobres – na indústria dos comics. É mais ou menos a mesma agenda que segue diretores de cinema, como Guillermo Del Toro.

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