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Jazz Metal — Por Paulo Floro

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Alison Bechdel vence o prestigiado prêmio da Fundação McArthur

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A quadrinista recebeu o prêmio anual da Fundação McArthur destinado a intelectuais e pensadores que de alguma forma usem sua genialidade para propor novos olhares e instiguem pessoas a desenvolverem seus talentos.

O trabalho autobiográfico de Bechdel, que explora as complexidades das relações familiares em narrativas sofisticadas em quadrinhos foi citado como uma das razões para o prêmio. Disse também que ela se tornou uma voz influente na cultura e política ao levantar temas sobre mulheres lésbicas em sua tira Dykes To Watch Out For (1983 – 2008).

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Além da honraria, que já é incrível, a Fundação ainda entrega um prêmio de 625 mil dólares, pagos em parcelas semestrais durante os próximos cinco anos. A ideia é possibilitar meios para que os vencedores sigam com o trabalho de “influenciar a criatividade e inclinações profissionais das pessoas”.

Antes de Bechdel, o cartunista Ben Katchor foi o vencedor da edição de 2000.

Os dois trabalhos autobiográficos mais conhecidos de Bechdel foram publicados no Brasil, (pela Conrad) e Você É A Minha Mãe?, pela Companhia das Letras. Um musical da Broadway do primeiro está sendo produzido. [Via TheBeat]

Senadores da Carolina do Sul querem punir universidades por incluírem livros e HQs com temática gay

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Um comitê do Senado da Carolina do Sul, nos EUA, rejeitou uma proposta de cortar o orçamento de duas universidades estaduais como punição por terem selecionado para seus programas de leituras obras com temática , entre eles a HQ Fun Home, de .

Segundo a Associated Press, o líder da maioria no Senado Harvey Peeler tinha solicitado um corte de 70 mil dólares ao comitê de Finanças para as universidades de Charleston e do Norte da Carolina do Sul, mas teve a proposta rejeitada por 11-7. Ele vai tentar emplacar a proposta na semana que vem, em uma votação com toda a casa.

O presidente do comitê no Senado, John Courson, disse que os senadores não tinham a prerrogativa de interferir nos currículos das universidades. “Acho que é algo a ser tratado pelos presidentes das instituições e seus conselheiros da assembleia geral”, disse citado pelo jornal The Sacramento Bee. “Políticos não deveriam censurar atividades de leitura acadêmicas”, disse a diretora Victoria Middleton. “É péssimo para liberdade de ideias e para nossa democracia”.

No debate durante a votação, senadores acusaram a Universidade de Charleston de “promoverem uma agenda gay e forçarem pornografia entre seus estudantes”. A proposta, apesar de ter sido rejeitada, motivou protestos nas universidades e levou a criação de um coalizão pela liberdade de expressão, que inclui o Comic Book Legal Defense Fund.

Eles escreveram uma carta aberta ao Senado lembrando que essas propostas ferem a primeira emenda da Constituição dos EUA. Na semana passada, Alison Bechdel se uniu aos produtores e atores do musical da Broadway baseado em para duas apresentações na Universidade de Charleston. O senador Larry Grooms, do partido Republicano, um dos maiores opositores à inclusão de livros com temáticas homossexuais na Carolina do Sul, disse durante um dos protestos no campus que “está aberto ao debate”.

Maior guia sobre Queer Comics em 2012

A Fantagraphics, uma das maiores editoras de quadrinhos alternativos do mundo anunciou para fevereiro do ano que vem o livro No Straight Lines: Four Decades of Queer Comics, editado por . Com capa dura e 304 páginas, tem tudo para ser a mais importante obra do gênero já publicada.

O gênero “queer” tem sido pesquisado em diversas formas de arte, com mais ênfase no cinema, mas sempre esteve presente em todo tipo de mídia. O termo para muitos já está caduco, mas serve como forma de identificação para o público de que aquela obra traz referências para seu universo particular. É uma coisa de cultura, na minha opinião, ainda bem pertinente.

E temos excelentes quadrinhos nessa seara. O livro traz nomes como (Fun Home), Ralf König (das HQs de humor como O Homem Ideal), David Wojnarowicz, Howard Cruse, entre outros. O organizador do livro, Hall quer mostrar que esses quadrinhos ligados ao mundo LGBT chegaram ao mainstream e tornaram-se famosos em jornais e grandes editoras. Antes, estiveram confinados a fanzines, lojas de artigos gays e jornais para esse público.

Para quem gosta de história, pesquisar o universo gay ou simplesmente ama quadrinhos e as infinitas possibilidades que ele pode gerar, esse livro é um tesouro. Vai custar 40 dólares segundo o site da editora.

Dykes we love

A Alison Bechdel (de ) publicou esta HQ hoje em seu blog, DTWOF. The Rule teve boa repercussão em diversos blogs de quadrinhos dos EUA. Ela comenta que a tira, feita há mais de 20 anos, está servindo de base para um filme.

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