Revista O Grito!

Jazz Metal — Por Paulo Floro

Data: 3 de maio de 2014

Al Feldstein, lendário editor da MAD, morre aos 88 anos

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um dos nomes mais importantes para a indústria dos quadrinhos, morreu aos 88 anos, no último dia 29 de abril, em sua casa em Livingston, Montana, nos EUA. As causas da morte não foram divulgadas.

Al foi escritor, artista e editor. Ao lado de William M. Gaines, ele provocou uma revolução cultural ao popularizar títulos da editora EC Comics, uma das mais prolíficas do início do século passado. A companhia fazia uma enorme sucesso desde os meados dos anos 1940 até 1954, quando o livro A Sedução do Inocente, de Fredric Wertham, fez pressão sob títulos da EC, como “Weird Science Fantasy” e outros gibis de terror, acusando-os de incentivar a “deliquência juvenil”. Eram um alvo fácil.

al-feldstein-300x257Mas Al ainda foi responsável por outro marco histórico dos quadrinhos. Foi ele quem editou a famosa revista , do cartunista Harvey Kurztman, por 28 anos, transformando o título em um dos maiores nomes da cultura pop até hoje. O publisher Gaines confiou a Al o comando do título, o que se tornou uma das mais acertadas decisões editoriais dos quadrinhos até hoje.

Feldstein nasceu em outubro de 1925 em Brooklyn, em Nova York, nos EUA e começou a trabalhar com quadrinhos aos 15 anos, no estúdio de Will Eisner. O The Comics Journal fez um belo obituário sobre ele, vale a pena ler.

Senadores da Carolina do Sul querem punir universidades por incluírem livros e HQs com temática gay

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Um comitê do Senado da Carolina do Sul, nos EUA, rejeitou uma proposta de cortar o orçamento de duas universidades estaduais como punição por terem selecionado para seus programas de leituras obras com temática , entre eles a HQ Fun Home, de .

Segundo a Associated Press, o líder da maioria no Senado Harvey Peeler tinha solicitado um corte de 70 mil dólares ao comitê de Finanças para as universidades de Charleston e do Norte da Carolina do Sul, mas teve a proposta rejeitada por 11-7. Ele vai tentar emplacar a proposta na semana que vem, em uma votação com toda a casa.

O presidente do comitê no Senado, John Courson, disse que os senadores não tinham a prerrogativa de interferir nos currículos das universidades. “Acho que é algo a ser tratado pelos presidentes das instituições e seus conselheiros da assembleia geral”, disse citado pelo jornal The Sacramento Bee. “Políticos não deveriam censurar atividades de leitura acadêmicas”, disse a diretora Victoria Middleton. “É péssimo para liberdade de ideias e para nossa democracia”.

No debate durante a votação, senadores acusaram a Universidade de Charleston de “promoverem uma agenda gay e forçarem pornografia entre seus estudantes”. A proposta, apesar de ter sido rejeitada, motivou protestos nas universidades e levou a criação de um coalizão pela liberdade de expressão, que inclui o Comic Book Legal Defense Fund.

Eles escreveram uma carta aberta ao Senado lembrando que essas propostas ferem a primeira emenda da Constituição dos EUA. Na semana passada, Alison Bechdel se uniu aos produtores e atores do musical da Broadway baseado em para duas apresentações na Universidade de Charleston. O senador Larry Grooms, do partido Republicano, um dos maiores opositores à inclusão de livros com temáticas homossexuais na Carolina do Sul, disse durante um dos protestos no campus que “está aberto ao debate”.

Ronin, clássica HQ de Frank Miller, será adaptada para TV

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O canal é mais um a aproveitar à febre dos quadrinhos que se apoderou de Hollywood. Além das diversas séries baseadas em trabalhos da DC e Marvel programadas para 2014/2015, a rede se une à turma com quatro projetos, incluindo , série de Frank Miller e Lynn Varley, que saiu no Brasil pela editora Abril.

Ainda estão sendo desenvolvidos , baseado em uma HQ de David Schulner e Juan Jose Ryb. O produtor-executivo será Robert Kirkman, de Walking Dead.

Tem ainda , de Charles Soule/Alberto Albuquerque, com direção de Jonathan Mostow (de O Exterminador do Futuro 3). Já , de Jonathan Hickman, sobre uma conspiração no Vaticano será escrita por Federman & Stephen Scaia (de Jericho).

Com exceção de Ronin, todas as outras três HQs são inéditas no Brasil. O gancho de uma série de TV deve instigar os editores a publicarem as obras por aqui. (Via TheBeat).

Mais uma coletânea de Love & Rockets, agora toda amor!

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A editora norte-americana Fantagraphics anunciou mais uma coletânea com histórias de Love & Rockets, uma das séries mais amadas dos quadrinhos alternativos. Esse volume vai focar nas crônicas amorosas dos personagens Maggie e Ray.

A HQ tem 112 páginas, capa-dura e custará nos EUA, 20 dólares. A editora faz entregas para outros países. No Brasil, a série é publicada pela Gal Editora. Veja um preview.

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