Revista O Grito!

Jazz Metal — Por Paulo Floro

Mês: abril 2014 (Página 1 de 3)

A nova HQ de terror do mestre Mozart Couto

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Vi no perfil do Blog dos Quadrinhos que um dos maiores nomes do quadrinho nacional, Mozart Couto vai lançar novo livro de forma independente.

O trabalho vai contar uma trama de terror que combina bem com o estilo do autor brasileiro. Será uma edição de luxo de 52 páginas e capa e miolo em papel reciclado. A obra está à venda pelo email fanzinequadritos@gmail.com e custa R$ 25 já com o frete incluído no valor.

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Cofre: Nova edição de luxo de Eternauta (na França!)

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Chega na França, pelo selo Vertige Graphic, uma nova edição de O Eternauta – O Retorno, clássico da ficção-científica argentina, foi escritor por Hector Oesterheld e Pol Maiztegui, com desenhos de Solano López. A HQ terá capa dura, formato 21×29,5 cm e páginas internas em preto e branco.

A obra mostra a repercussão de uma invasão alienígena ocorrida há 40 anos. A obra é tida como uma alegoria política para o período de exceção da época da ditadura militar na Argentina. A obra foi editada pela primeira vez a partir de 1957. Em 1965, uma nova versão chegou às livrarias com desenhos de Alberto Breccia, e em 1976, mais uma no traço de López.

No Brasil, O Eternauta saiu pela editora Martins Fontes, em 2012. Essa edição de L’Éternaute – Le Retour é em francês e saiu na França esse mês. [Via TuJáViu]

Dia do Quadrinho Independente será comemorado em SP

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A Sensorial Discos, em São Paulo, recebe o evento O Dia do Quadrinho Independente no sábado 19 de abril das 16 às 19 horas. Bira Dantas, Kellen Carvalho, Marcatti e André, Regi Munhoz, Will e Daniel Esteves estarão autografando suas publicações independentes.

Assim como as autoras das publicações da AQC-ESP (Associação dos Quadrinistas e Cartunistas da Cidade de São Paulo): AQC !00 Vezes, Picles e Piadas do Fim do Mundo. Os autores também vão deixar seu traço no mural que estará exposto no dia.

A Sensorial Discos fica na Rua Augusta, 2389, São Paulo.

Curta comemora 75 anos de Batman

A animação Batman: Strange Days foi disponibilizada online. O desenho-animado foi criado por Bruce Timm, que ao lado de Paul Dini, foi o responsável pela clássica série do personagem nos anos 1990 (no Brasil fez sucesso no SBT).

Strange Days faz parte das comemorações pelos 75 anos do Homem-Morcego. O curta em preto e branco se passa em 1939, ano da primeira aparição de Batman. O desenho passou nos EUA no canal Cartoon Network.

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Mercado HQ: O fim da revista Vertigo pode ser algo a se comemorar

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Interessante o modo como a Panini vem tratando a publicação dos títulos Marvel e DC no Brasil. Depois de muita reclamação de colecionadores, a editora vem empreendendo mudanças para publicar a maior parte do material que sai nos EUA. Muitas revistas vem sendo canceladas nos últimos meses, mas ao contrário do que já aconteceu no passado, isso não é algo totalmente ruim.

É que não é possível tratar uma revista de forte apelo popular como Homem-Aranha ou X-Men do mesmo jeito que séries como Escalpo (publicada em Vertigo) ou Homem-Animal (em Dark). As duas revistas foram recentemente canceladas por aqui. A primeira trazia histórias do selo adulto da DC Comics (casa de Batman, Superman, etc), enquanto a segunda reunia títulos dos personagens sombrios da reformulação conhecida como Novos 52, como Monstro do Pântano e Liga da Justiça Dark.

A editora se pronunciou nesta quinta (10) sobre o fim de Vertigo. “Como você já deve saber, a Vertigo mensal vai ser cancelada. É a única mudança na linha Vertigo no momento, os encadernados seguem firmes e fortes, nada mais está programado para mudar e não há nenhuma ameaça de cancelamento generalizado”, diz o texto. “A última edição chega às bancas na próxima semana. Se você é um dos leitores da revista, meu MUITO OBRIGADO. Valeu pela sua companhia até aqui!”

Como a Panini não divulga números de tiragem ou vendas, é possível imaginar que a Vertigo não vendia bem. A editora chegou a experimentar um esquema de assinaturas, que foi encerrado ainda no ano passado. Mas, dentro do tamanho do mercado nacional de quadrinhos – o que significa um sucesso? As mudanças feitas pela Panini, talvez, estejam mais próximas da real demanda do leitor que curte HQs mais adultas ou longe do universo habitual e saturado dos super-heróis. Os encadernados atendem a isso.

Já acompanhei diversas revistas por causa de um único título – e não há nada mais irritante do que isso. É o ônus que nós brasileiros sempre pagamos desde que a Marvel e DC ficaram populares por aqui. Os “mixes” foram parte do mercado e sempre serão. Como já disseram editores da Abril e da Panini, esse modelo ajuda a baratear custos e a cobrir o grande volume de material estrangeiro. Muita, mas muita coisa mesmo é puro lixo. Outras, valem a pena acompanhar. E algumas, simplesmente destoam do todo. É o caso de Gavião Arqueiro, que sai atualmente na revista de Capitão América & Gavião Arqueiro. Era o caso de Alias, na época de Marvel MAX, ou Os Surpreendentes X-Men, de Joss Whedom, em X-Men Extra, entre muitos outros exemplos.

Vertigo, que acaba de ser cancelada, era um caso à parte. A revista apresentava trabalhos pouco conhecidos do selo que seriam difíceis de saírem de outra forma. Casa dos Mistérios foi um desses casos. Não era um material maravilhoso, mas também não era ruim. Quem é fã do universo de Sandman, merecia ter acesso a ele para tomar suas conclusões. Ainda tínhamos Escalpo, que era a base de sustentação da revista por anos, e um dos melhores quadrinhos da Vertigo em anos. Merecia sair em formato livro ou encadernados? Com certeza. Mas, por causa dela, muitos que leitores da série tomaram conhecimentos de HQs interessantes, como Vampiro Americano, de Scott Snyder e Rafael Albuquerque, O Homem do Espaço, de Eduardo Risso, e diversas minisséries.

Os títulos de Dark e Vertigo agora sairão em encadernados especiais. Ganharão o tratamento semelhante às séries Y – O Último Homem, O Inescrito, entre outras. Ou seja, quadrinhos que não se interligam como complicado universo de super-seres e que possuem uma vida própria, com forte teor autoral. Talvez por isso, a Panini decidiu lançar a elogiada série de Demolidor, de Mark Waid, em vez de “escondê-la” em algum mix cheio de coisas bem medianas. A editora, enfim, está valorizando mais o material que tem em mãos.

Nós, colecionadores e leitores, servimos de laboratório todos esses anos para que chegássemos a esse bom momento do mercado editorial. Ainda não está perfeito, mas talvez seja hora de comemorar um pouco.

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