Edição definitiva de Arma X e a onda das reedições

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A Panini engatou nos últimos meses uma série de reedições de clássicos da Marvel e DC. Agora, uma das maiores histórias de ganha sua “edição definitiva”, , escrito e desenhado por Barry Windsor-Smith. A obra mostra como o personagem teve o esqueleto revestido de adamantium e como a experiência traumática o modificou para sempre.

É uma obra de teor psicológico que poucas vezes é visto nas histórias de super-heróis, mas foi mais lembrado ao longo dos anos por causa da arte de Windsor-Smith, autor inglês conhecido por seu trabalho em Conan – O Bárbaro e que sempre fez aparições ocasionais, mas chamativas, em títulos Marvel.

A HQ saiu originalmente em Marvel Comic Presents nºs 72 a 84, de 1991, e foi publicada duas vezes pela Abril, em Grandes Heróis Marvel #35 e Wolverine Extra #1. A Panini lançou uma vez em 2003 com o nome Wolverine: Arma X. Esta nova edição terá capa dura, 156 páginas e custará R$ 48.

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Mais reedições
Há quem critique as frequentes reedições da Panini, que seria uma estratégia mais fácil para alavancar vendas, mas essas novas edições geram mais oportunidade para que novos leitores conheçam clássicos, muitas vezes em um formato bem parecido com o original. Como na literatura, as obras estão sempre recebendo uma nova edição, o que facilita encontrar a obra disponível em livrarias.

Obras como Massacre de Mutantes, Queda de Mutantes e A Era do Apocalipse, histórias conhecidas dos X-Men, as novas edições chegam pela primeira vez ao Brasil no formato americano. Todas foram lançadas recentemente em edições encadernadas. Já O Reino do Amanhã – Edição Definitiva cumpre a função de trazer de volta às bancas e livrarias a história de Mark Waid e Alex Ross sobre o futuro do Universo DC. O problema é o preço: R$ 89. Quando saiu em 2004 pela própria Panini custava R$ 24,90.

Outra na vibe da ostentação é Justiça – Edição Definitiva, que saiu pela em 2007 em uma minissérie de 12 edições a R$ 4 cada. A editora ainda anunciou que irá colocar reimpressões – que são apenas novas tiragens de edições esgotadas – de obras como Guerra Civil, Os Novos Vingadores: Guerra Civil e Os Supremos Volume 1; pela DC: Batman: Ano Um, Batman: A Piada Mortal e Batman & Filho. Isso sem falar nas “bibliotecas históricas”, coleções em formato colecionável de histórias dos anos 1960. Super-heróis Marvel tiveram edições lançadas no início do ano e agora o Homem-Aranha ganhou sua coleção.

A Panini não divulga números de vendas, mas pelo volume de lançamentos as reedições devem fazer sucesso. Ou seja, é bom esperar mais clássicos vindo por aí.

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