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Jazz Metal — Por Paulo Floro

Papa humilde, por Laerte

papa

Enquanto a imprensa brasileira estava fazendo loas para a presença do no Brasil – com direito a transmissão de missa ao vivo – o cartunista foi mais lúcido. Em sua tira Laertevisão, na Folha, ele tirou onda sobre o marketing “papa humilde”, que tantos fazem questão de enaltecer.

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1 Comentário

  1. Sinto que Laerte não entenda direito o que é a igreja atual e a mensagem desse novo Papa. Essa hierarquia é falsa, já que só existe formalmente nos quatro níveis superiores e assim mesmo não é tão estrita como ele mostra visualmente. O resto é ideação dele. A igreja católica não se situa cima das demais e nem acima dos ateus e do povo em geral, isso é uma distorção do Laerte. Quando vemos missionários católicos nos locais mais pobres do mundo, ajudando pessoas de qualquer profissão (inclusive prostitutas, bandidos e outros) sem exigir qualquer tipo de conversão ou contrapartida, não fazem tirinhas engraçadas para mostrar que essa atitude é tomada por bem poucos que não tenham alguma convicção de amor ao próximo mais firme. Laerte se pega na questão da homossexualidade, talvez, que já deixou de ser tabu para a igreja católica. O papa anterior não dava aval para padres gays pela questão da pedofilia de que tanto a igreja (e só a católica, por sinal) é acusada. O atual declara formalmente que não tem como condenar gays, que os aceita como aceita a qualquer pessoa de boa índole e boas práticas. É burrice gastar munição em um inimigo fictício, como fazia Dom Quixote ao investir contra moinhos de vento. As mensagens de amor, paz e solidariedade desse papa são bem mais importantes que qualquer outra atitude sua. A busca do diálogo e da proximidade com o necessitado, tudo isso pode ser visto como paliativo ou algo menor, mas se todos agissem assim não precisaríamos de revolução alguma, já que a verdadeira revolução não é violenta e não ocorre sem alguma mudança interior profunda.

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