Revista O Grito!

Jazz Metal — Por Paulo Floro

Data: 29 de maio de 2013

Zenith de Grant Morrison ganha compilação (mas, nem todos estão felizes com isso)

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está de volta! Uma das principais criações do escritor escocês junto com será republicado na Inglaterra pela editora Rebellion. O personagem foi um dos títulos mais importantes da revista 2000 AD e ajudou a movimentar a cena inglesa de quadrinhos entre os anos 1980 e 90.

Criado em 1978, Zenith durou cinco anos, com histórias divididas em “fases”. Agora, todo esse material será compilado em uma edição de luxo de 480 páginas e capa dura. O preço é caríssimo: 100 libras, o que pode passar dos 300 reais dependendo do câmbio. E detalhe: o lançamento será limitado a mil cópias e será vendido apenas pelo site da 2000 AD. Chega no dia 1º de dezembro.

O preço caro, a tiragem pequena e o fato de ser vendido apenas pela internet causou a ira dos vendedores de comic-shops. Segundo eles, essa decisão editorial é um desrespeito com os leitores e donos de comic-shops, que por anos apoiaram e ajudaram a fazer o sucesso da série.

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Morrison estava no auge de sua prosa sarcástica quando criou Zenith, um super-herói que usa seus super-poderes não para combater o mal, mas sim para promover sua carreira como cantor pop. A série saiu por aqui pela Pandora Books, entre 2000 e 2003, mas apenas até a fase 3 (hoje é encontrado apenas em sebos e sites como Mercado Livre). Tomara que alguma editora lance por aqui em um formato menos restrito que esse da Rebellion.

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A história dos quadrinhos norte-americanos em uma tira

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O quadrinista e editor (ele chegou a editar a renomada Best American Comics) ilustrou um artigo sobre HQs nos EUA para a revista acadêmica da Colgate University. Em seis quadros, ele faz um resumo sobre a produção de autores norte-americanos, começando com a criação de Superman, chegando até Chris Ware e seus clássicos Ghost World e Jimmy Corrigan – tudo, claro, com alguma tiração de onda.

Caso você não tenha sacado as referências em cada quadro, segue o spoiler: Superman de Jerry Siegel e Joe Shuster, depois Harvey Kurtzman e Wally Wood; Robert Crumb; Watchmen, de Alan Moore e Dave Gibbons; Maus, de Art Spiegelman e Chris Ware. [Via QuadroaQuadro]

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