Revista O Grito!

Jazz Metal — Por Paulo Floro

Data: 16 de fevereiro de 2013

Meteoro via Allan Sieber

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também tem algo a dizer sobre o , em sua série Bifaland.

Meteoro versão O Pintinho

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Alexandra Moraes sempre rápida no gatilho.

Como House Of Cards mudou o Netflix (e pode mudar a TV)

Texto que escrevi para o NE10 sobre , a série mais comentada das últimas semanas, uma produção exclusiva da Netflix

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A série House Of Cards é a maior empreitada da Netflix para conseguir mais audiência e se renovar. A empresa pagou US$ 100 milhões, segundo estimativas, para duas temporadas da série estrelada por Kevin Spacey. Segundo o executivo-chefe da empresa Ted Sarandos, o seriado é a maior audiência da história do serviço de stream.

O Netflix, que chegou ao Brasil ano passado, é o mais famoso serviço de streaming de filmes e séries do mundo. Começou como um aluguel a domicílio de títulos e fez a transição para o digital, atuando em diversas plataformas. Para usar, é preciso pagar uma assinatura. No Brasil, é possível assistir aos conteúdos através do computador, aplicativos para TVs inteligentes, PS3, entre outros. Com House of Cards, o Netflix conseguiu uma relevância que estava sendo posta em xeque há alguns meses.

Essa inovação mostrou resultados, o problema é que os números não são exatos. A Procera Networks, empresa que monitora tráfego eletrônico de dados, disse ao jornal The Telegraph, que “11% dos assinantes do Netflix assistiram a pelo menos um episódio da série”. O Netflix não revela a audiência, pois diz que a comparação com a audiência da TV tradicional é desigual. “Estamos felizes com a recepção da série junto à mídia, nas redes sociais e aos nossos assinantes em seus reviews”.

A série conta a história de um congressista americano que sabe vários segredos de Estado. De posse dessas informações, ele espera conseguir o posto de presidente dos EUA. Além de Spacey, estão no elenco Robin Wright e Michael Kelly. David Fincher, de Millenium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, supervisionou a série e dirigiu os dois primeiros capítulos.

Outra mudança que o Netflix implementou para o seriado foi disponibilizar todos os 13 episódios de uma só vez. A ideia é fazer com que os assinantes vejam todos de uma vez, como uma maratona. “O que foi interessante para mim foi a noção de ter um relacionamento com um público que dura mais do que duas horas”, disse Fincher. Com um material como House of Cards, a empresa esper depender menos de estúdios, como acontece hoje com a HBO, que usa seu conteúdo original como uma diferencial no mercado.

A Netflix planeja aumentar seus investimentos em conteúdo original. Em parceria com a Dreamworks, a empresa está desenvolvendo um seriado baseado no filme Turbo, que conta a história de um caracol que ganha supervelocidade.

O filme estreia em junho e o seriado, chamado Turbo: F.A.S.T. chega em dezembro com exclusividade no Netflix.

Uma nova TV
Outras séries originais já foram lançadas pelo Netflix, como Lilyhammer. Mas, House of Cards ganhou toda essa repercussão, sobretudo por ter sido lançada de forma simultânea em todo o mundo. Usuários brasileiros puderam assistir tudo com legendas e acompanhar todos os comentários que estavam sendo feitos pelas redes sociais.

Outros serviços de streaming de filmes, como Hulu e Amazon também planejam a criação de séries originais, estamos vendo uma mudança de panorama na TV como a conhecemos. “Nós somos a nova televisão que não está na televisão”, disse Kevin Spacey.

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