A temática gay sempre foi muito explorada nos quadrinhos, desde as publicações “proibidas” dos anos 1960 até os autores atuais, com destaque para nomes como Alison Bechdel e Ralf Koenig. Agora, uma publicação dá todo destaque a esse panorama importante das HQs: No Straight Lines.

O livro é um lançamento da editora americana Fantagraphics, tem 328 páginas e custa 35 dólares. Editado por Justin Hall, aborda quatro décadas dos chamados “quadrinhos queer”. Ele mostra que os autores dessas obras conseguiram trabalhar questões como identidade de gênero, política e, claro, relacionamento, com humor e inteligência. O destaque também é trazer à luz quadrinistas que nunca saíram do gueto do gênero, mas possuem trabalhos incríveis.

Cabe tudo no livro: erotismo, fanzines punk, escracho, autores famosos e desconhecidos. Trata também das influências estéticas desses trabalhos, como os próprios quadrinhos underground dos anos 70 e a cultura gay noturna das drags. É um trabalho importante para quem curte HQs alternativas, mas é também um registro histórico importantíssimo sobre as transformações sociais que o mundo viveu nos últimos quarenta anos e a visibilidade que o público LGBT alcançou na mídia.

Veja detalhes da obra.

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