Grupo ultraconservador One Million Moms protesta contra personagens gays nas HQs

A organização conservadora americana One Million Moms está implicando com o dos , entre o personagem e seu namorado Kyle e também com a revelação de um herói na . O grupo divulgou um comunicado em que condena as iniciativas das editoras.

O OMM continua com a ótica obtusa de que quadrinhos são direcionados para crianças. Depois, discorre em preconceito dos mais básicos, ao acreditar que crianças não podem ser expostas a comportamentos de outras orientações sexuais, que não a heterossexual.

“Crianças desejam ser como super-heróis. Crianças imitam e se vestem como esses personagens o quanto puderem. Você consegue imaginar esses pequenos meninos dizendo: ‘Eu quero um namorado ou marido como os X-Men’? Isso é ridículo”, diz um trecho do comunicado da organização. “Crianças vêm sendo expostas à homossexualidade desde a mais tenra idade. Os quadrinhos deveriam ser um dos últimos lugares onde os pais esperariam que seus filhos fossem confrontados com assuntos homossexuais, complicados demais para que eles entendam”.

O curioso é que a organização mostra um grande desconhecimento dos quadrinhos de super-heróis nos EUA. O personagem Estrela Polar, que vai se casar mês que vem, é assumido desde 1992, quando participava das histórias do grupo . A DC Comics já tem outra personagem estabelecida que é lésbica assumida, a atual . Sem falar nos heróis e , do grupo Stormwatch.

As histórias dos X-Men sempre serviram como metáfora do preconceito sofrido pelas minorias, como os gays. O casamento entre Estrela Polar e seu namorado, portanto, é algo bem natural. Já a DC Comics dá um grande passo na maturidade com que trata o assunto, já que decidiu mudar a orientação sexual de um personagem “proeminente”. O mais novo super-herói a sair do armário na editora será revelado mês que vem.

Veja a íntegra da declaração do One Million Moms (em inglês).

Um PS: Esse grupo de mamães ultrareacionárias já implicou também com Ellen DeGeneres. A apresentadora foi chamada para ser garota propaganda da rede de lojas JC Penney (tipo uma Americanas). O OMM achou um absurdo que uma lésbica assumida fosse estrela de uma marca que elas consumiam. Por isso, iniciaram uma campanha de boicote. Resultado: não só não deu certo, como a JC Penney repudiou o grupo e reforçou seu apoio às causas gays.

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