A revista Serafina – publicada junto com a Folha de S. Paulo – deste mês retoma mais uma vez a discussão sobre a nova MPB, a geração atual de músicos que faz sucesso mesmo sem ter apoio de gravadoras. A foto deste post é também a capa da publicação, que reproduz o clássico disco Tropicália. Consegue identificar todos?

Acho que a Bravo! já fez isso uma ou duas vezes e, sinceramente não vejo como algo pode ser novo se precisa referenciar o tempo todo o passado. Inegável a importância desses nomes oriundos dos anos 1970 para a música pop hoje, mas sempre temos que seguir com essa reverência?

Tirando a proposta do ensaio fotográfico, o texto de Marcus Preto está bem interessante, levantando questões bem características do nosso mercado atual.

Os tempos são contraditórios para quem faz a nova música do Brasil. Um artista pode “acontecer” — fazer música e viver dela– mesmo que ninguém fora de seu segmento se dê conta da existência dele.

“Em vez de ‘música de massa’, definitiva e industrial, hoje temos a ‘música da maioria’, em que o ouvinte comum pode se inserir em muitos momentos –mas já não mais em todos eles, como antes. Esta é a diferença: a maioria é flutuante e volátil e não mais um território dominado”, diz Pena Schmidt, ex-executivo e produtor de gravadoras multinacionais que atualmente comanda a programação de shows do Auditório Ibirapuera.

Dá para ler aqui.