Revista O Grito!

Jazz Metal — Por Paulo Floro

Mês: abril 2012 (Página 1 de 6)

Nova MPB na Serafina

A revista Serafina – publicada junto com a Folha de S. Paulo – deste mês retoma mais uma vez a discussão sobre a nova MPB, a geração atual de músicos que faz sucesso mesmo sem ter apoio de gravadoras. A foto deste post é também a capa da publicação, que reproduz o clássico disco Tropicália. Consegue identificar todos?

Acho que a Bravo! já fez isso uma ou duas vezes e, sinceramente não vejo como algo pode ser novo se precisa referenciar o tempo todo o passado. Inegável a importância desses nomes oriundos dos anos 1970 para a música pop hoje, mas sempre temos que seguir com essa reverência?

Tirando a proposta do ensaio fotográfico, o texto de Marcus Preto está bem interessante, levantando questões bem características do nosso mercado atual.

Os tempos são contraditórios para quem faz a nova música do Brasil. Um artista pode “acontecer” — fazer música e viver dela– mesmo que ninguém fora de seu segmento se dê conta da existência dele.

“Em vez de ‘música de massa’, definitiva e industrial, hoje temos a ‘música da maioria’, em que o ouvinte comum pode se inserir em muitos momentos –mas já não mais em todos eles, como antes. Esta é a diferença: a maioria é flutuante e volátil e não mais um território dominado”, diz Pena Schmidt, ex-executivo e produtor de gravadoras multinacionais que atualmente comanda a programação de shows do Auditório Ibirapuera.

Dá para ler aqui.

Pic: Alien zen

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Moore nunca viu filmes baseados em suas obras e vendeu direitos das HQs por “dinheiro fácil”

Alan Moore passa a vida reclamando da adaptação para os cinemas de seus quadrinhos famosos, como Do Inferno, V de Vingança, Watchmen e Liga Extraordinária (nesse último caso, ele está totalmente certo).

No caso de Watchmen, ele chegou a anunciar que doou o dinheiro referente aos direitos autorais para o desenhista (nunca confirmado) e pediu que tirassem seu nome dos créditos. Um dos escritores mais respeitados na indústria dos quadrinhos, Moore foi um dos responsáveis pela relevância que o gênero conquistou desde o final dos anos 1980.

Agora, ele aparece nesta entrevista à BBC dizendo que vendeu suas HQs com a intenção de que nunca fossem para as telonas. “Eu os vendi achando que eles não acabariam sendo transformados em filmes. Sim, eu queria ganhar um dinheiro fácil”. Moore ainda lembrou que nunca viu nenhum dos filmes e baseou-se em opiniões de amigos próximos que conhecem bem sua obra.

“Procurei me distanciar o máximo possível dos filmes, porque eles não têm nada a ver com meus livros, que foram feitos para explorar os recursos de uma história em quadrinhos”. O vídeo na íntegra pode ser visto abaixo. Via BBC Brasil.

Bob Dylan por Rafael Grampá

A Folha convidou o desenhista brasileiro Rafael Grampá para realizar uma cobertura em quadrinhos da passagem de Bob Dylan por São Paulo. O resultado completo você vê no site da Folha.

Vingadores versão dinossauros

O artista Teryll Whitlatch é um “designer de criaturas”, um nicho bem específico focado em imaginar os bichos mais esquisitos e interessantes – essenciais em toda boa ficção-científica e obras de fantasia que se prezem. Ele acaba de divulgar os Dino-Avengers, uma bem sacada mistura dos Vingadores com dinossauros (a web parece gostar tanto dos dinos quanto dos gatos). Via The Mary Sue.

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