Revista O Grito!

Jazz Metal — Por Paulo Floro

Data: 24 de novembro de 2011

Amanhecer Parte 1, o início do fim

O NE10 lançou mais um especial de cinema, desta vez sobre . Dividi os textos com a colega Vanessa Silva. Vejam lá.

Algumas vezes uma obra do entretenimento torna-se o espírito de seu tempo. Ficam famosas por captar todo o humor e os sentimentos de jovens daquela geração, e todos, criadores e público, ficam em sintonia. Isso acaba gerando muito dinheiro e fama para seus protagonistas. É exatamente o caso de Crepúsculo. A série mostra a humana Bella () e seu relacionamento com o vampiro Edward (). O longa que encerra a quadrilogia estreia no mundo todo esta semana. Trata-se de uma primeira parte, apenas. O final mesmo os fãs só conhecerão ano que vem.

Bem melhor, dirão alguns. Assim como fez Harry Potter, dividir o final em duas partes foi a maneira encontrada para aumentar a lucratividade com a série, e por parte dos fãs, postergar a despedida dos personagens que acompanharam por anos. O grande mote deste filme é mostrar o amadurecimento dos protagonistas Edward e Bella. E as cenas ficaram mais quentes, também, contrastando com o início morno e apático. Teremos, além do casamento tão comentado, a primeira noite de sexo do casal. E a lua de mel será no , mais romântico impossível.

Aos 18 anos, Bella se vê grávida de Edward. E isso pode ser mortal para ela. Por isso, os dois retornam à Folks (EUA) para decidir o que fazer. Ele não quer perder o seu grande amor pelo bebê, que será metade humano e metade vampiro, e por isso a pressiona por um aborto. Ela, claro, quer ter o filho de todo jeito, nem que isso custe a sua vida. A decisão final fecha o primeiro filme e antecipa o desenrolar da segunda parte (até parece que ninguém sabe, mas vamos manter o suspense para quem não é fã).

Amanhecer – Parte 1 tem o maior lançamento do ano no Brasil, com 1200 salas. Série de cifras gigantes, o faturamento até agora foi de 1,8 bilhão de dólares com os três primeiros filmes – Crepúsculo, Lua Nova e Eclipse. A expectativa é que os dois últimos rendam outros US$ 1,2 bilhão. O que explica tanto sucesso é o espírito do tempo que falamos lá em cima. Não importa tanto a qualidade artística da obra (que como qualquer uma, é passível de contestação) e sim o que ela representa para adolescentes e suas referências atuais.

Baseada em um romantismo impossível, a saga foca numa cidadezinha e seus dois personagens estranhos àquele mundo: a humana Bella, que vai morar com seu pai, e Edward, vampiro que também se sente deslocado por ter que fingir ser um garoto de escola secundária. Os dois se apaixonam, mas não podem ficar juntos. A essa equação batida soma-se o lobisomen Jacob Black, que também se apaixona pela garota, a ponto de lutar com sua própria espécie por ela. A trama adolescente, de tons açucarados, é um claro contraste a outras produções estreladas por vampiros, seja no cinema ou na literatura, caso de Drácula de Bram Stocker e Entrevista com o Vampiro, baseado nos escritos por Anne Rice. Seja esse, talvez, a grande sacada de Stephane Meyer ao apostar numa atmosfera menos depressiva e trágica para falar sobre esses imortais sugadores de sangue.

Como outras produções voltadas para jovens a partir do final da década passada, tudo é muito comportado. As gerações atuais foram afetadas diretamente pelo conservadorismo que tomou conta de obras que sempre enveredam pelo politicamente correto. No caso de Crepúsculo, há até uma valorização da abstinência. Sexo subentendido e sugerido pode ter cativado os jovens, que se identificam com a humana Bella, forte e introspectiva (antipática, dirão os detratores). A trama é tão caxias que foi preciso três longas para a primeira noite de sexo. Longe de fazer críticas à sexualidade sublimada, é curioso notar como a saga representou uma mudança de comportamento nos jovens do mundo atual em relação a produções do passado, cheias de contravenção.

Dirigido por Bill Condon, que venceu o Oscar de melhor roteiro em 1988 por Deuses e Monstros, o filme promete ser um sucesso por falar mais uma vez aos adolescentes que acompanharam a trama. Vai mostrar que amadurecer é algo inevitável e que a idade adulta chega. Pode ser doloroso e nem sempre como esperamos, mas sempre chega.

Uma HQ sobre a pacificação do Complexo do Alemão

O jornal Extra, do lançou um encarte especial com uma história em quadrinhos sobre o primeiro aniversário da tomada do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro pela Unidades de Polícia Pacificadora. Quem assina o trabalho é o quadrinhista .

O resultado ficou incrível! E a capa do jornal também ganhou um estilo HQ. Uma das iniciativas mais interessantes de jornalismo em quadrinhos feitas este ano no Brasil. Tomara que disponibilizem online para quem não mora no Rio de Janeiro.

Fãs de Ryan Gosling, esses revoltados

Na onda de protestos que acomete os EUA, um grupo de fãs do ator foi até a porta da redação da reclamar da vitória de Bradley Cooper como o homem vivo mais sexy do mundo. É muito falta do que fazer amor, minha gente! Vi no Buzzfeed.

Farejando a mardita!

Esse ucraniano treinou seu cachorro para buscar… vodka! Ah, o Leste!

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