Revista O Grito!

Jazz Metal — Por Paulo Floro

Mês: setembro 2011

Adorável Batwoman

Escrevi para o NE10 sobre como Batwoman é a melhor coisa que apareceu nesse reboot da DC Comics até agora.

Vítima de homofobia dentro da DC Comics, a heróina é o grande destaque da editora até agora

Todo mundo que acompanha quadrinhos deve estar sabendo – e já falamos disso por aqui – que os quadrinhos da DC foram “resetados”. Ou seja, todos os 52 títulos da editora começaram desde o número #1, alterando algumas coisas na cronologia da editora e mantendo outros. A ideia foi alavancar as vendas das revistas pôr ordem na casa. Lançado com muita atenção da mídia e com tiragens esgotadas, o tal “relaunch” parece ter sido um sucesso, ainda que nem toda a produção tenha o mesmo nível de qualidade.

Até aí tudo bem, pois no universo dos quadrinhos de super-heróis, sempre existiu boas histórias ao lado de títulos medianos e roteiros de dar vergonha ao ler. Neste novo início da DC Comics já temos algumas séries que valem a pena serem acompanhadas, entre outras que devemos passar longe. Com a facilidade de acompanhar as histórias baixando pelo iPhone, consegui já escolher a melhor HQ até o momento deste recomeço: Batwoman.

Sim, estou falando daquela Batwoman que foi censurada e teve diversos adiamentos pelo simples fato da personagem ser lésbica. Com elogios da crítica durante sua passagem pelo título Detective Comics, a heroína fez sucesso foi tornou-se um empecilho para os planos do então publisher Paul Levitz, que não gostou da polêmica e da mídia gerada pela sexualidade.

Batwoman ganhou uma nova chance neste reboot. Escrita e desenhada por J.H. Williams III, a HQ perde seu roteirista idealizador Greg Rucka, mas continua mantendo o mesmo alto nível de qualidade. Kate Kane continua combatendo o crime em Gothan City e desta vez tentando treinar sua prima, Bette Kane (Flamebird) como sua ajudante. Também precisa lidar com um novo serial killer à solta. A história que se inicia terá cinco partes e continua de onde a antiga série parou.

A personagem não foi reformulada, mas o roteiro dá uma ajuda para relembrar o passado. Quem nunca leu as histórias anteriores não vai sentir muita falta. A homossexualidade continua lá, e segue sendo muito bem tratada, como mais um elemento dentro da história. E falando do desenho, J.H. Williams III se superou. Se é que isso é possível. São tantos detalhes e diferentes ângulos apresentados que cada página funciona como um painel para ser admirado. Ele consegue criar novas soluções narrativas e algumas sequências possuem uma fluidez como dificilmente vemos nas HQs.

Outros quadrinhos que seguirei acompanhando é a nova Action Comics, que conta os primeiros momentos do Superman, este sim, que teve um reinício nesta nova fase. O roteiro é de Grant Morrison, um dos nomes mais interessantes deste reboot. As HQs da “família” Batman também parecem promissores. Ainda não consegui ler nenhum, mas todos trazem a boa notícia de que aproveitarão o passado recente, como a relação do Homem-Morcego com o seu filho Damian. As mudanças, apesar de controversas, deram fôlego à linha de revistas dos vigilantes de Gotham.

De fato, este é um momento importante para quem acompanha quadrinhos de super-heróis, e para quem tinha desistido do gênero, é um bom momento para recuperar o prazer de lê-los. Claro que algumas revistas deixaram a desejar, apesar da forte expectativa, é o caso da Liga da Justiça #1, que inaugurou o reinício. A curiosidade é saber como essa fase vai se comportar no Brasil e como a Panini Comics, que detém os direitos, vai tratar esse material. Espero que seja respeitado o espírito da editora nos EUA, ou seja: tudo novo de novo, do início, com todas as edições começando do zero.

E espero um lugar especial – e de destaque – para a BatWoman.

A marcha imperial dos leitores de disquete

Poxa, faz tempo já…. Os Floppy Disk foram embora e nem percebemos.

Star Wars Vs Star Trek segundo William Shatner

Tenho um pouco de dó que William Shatner não tenha um programa legal de TV à altura do que ele já representou. Agora, o eterno Capitão Kirk fala sua opinião sobre o eterno embate entre fãs de Star Wars e Star Trek pela supremacia das seres sci-fi.

WTF: Leitinho do Mickey

Numa época em que a publicidade mandava o politicamente correto às favas, surgiam relíquias como essa propaganda de uma marca de leite. Repare a sutileza #NOT do duplo sentido das frases usadas por Mickey. A imagem não está datada e não sei se a Disney autorizou uso da imagem do rato mais famoso dos desenhos animados. Mas, quem liga?

Vi no Boing Boing.

As vestimentas de David Bowie em um gif

Todo mundo sabe que sou um David Bowie-freak, portanto me digam: este não é o melhor gif já feito do cantor em todos os tempos? Via Dangerous Mind.

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