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Jazz Metal — Por Paulo Floro

Ainda Harry Potter: a última crítica

Mais um especial que fiz de grandes estreias do cinema esse ano para o NE10. Bem bom essa parte final da saga. Tem mais vídeos, fotos e uma matéria bem interessante do povo que cresceu junto com os protagonistas.

BRUXOS CRESCIDOS
Harry Potter termina sombrio e leva blockbusters infantis a um novo patamar

O último filme da série Harry Potter é emblemático para mostrar não só como os protagonistas evoluíram nesses dez anos como a própria franquia, que teve um salto de qualidade quando passou de uma aventura infantil para uma espécie de thriller psicológico de fantasia. Harry Potter, Hermione Granger e Ronnie Wisley agora são adultos e precisam confrontar, cada um, seus destinos. O longa deixa de ser uma história de superação para falar de escolhas e no que a vida nos transforma. É definitivamente o melhor longa da franquia e encerra com uma nova proposta do que nos acostumamos a chamar de entretenimento infantil.

O fecho da série traz Harry e seus amigos em busca das últimas horcruxes, amuletos que guardam parte da essência de Lorde Voldemort, encarnação do mal e contraparte de Harry. O filme conseguiu transpor a ideia da autora J. K. Rowling de que existe muito mais além do bem e do mal, até mesmo para os livros para jovens. Os atores interpretam heróis obstinados, mas com nunces referentes à idade, sexo e trazem, como qualquer pessoa normal, dúvidas referentes a seus atos. É algo incomum – e interessante de ser ver em blockbusters.

Esse nível de realismo alcançado pela série fez com que todos os personagens envelhecessem bem. Harry pode muito bem se indispor com seu amigo, mentir, ser arrogante, sem prejudicar o que tem se mais importante, o senso de dever. Mesmo que para isso tenha de morrer. O mesmo vale para os outros personagens. Rownling guardou momentos de destaque para alguns coadjuvantes, como Neville Longbottom (Mathew Lewis) e um momento de reviravolta para Severo Snape (Alan Rickman).

As Relíquias da Morte parte 2 nos mostra que a geração que cresceu com Harry Potter é menos ingênua e está aberta a temas mais delicados, como a morte. Isso, claro, sem dispensar alta qualidade técnica e penca de efeitos especiais. E isso, o filme tem de de sobra. Em destaque para a caracterização de seres mágicos e os feitiços de proteção lançados pelos professores momentos antes do ataque das forças de Voldemort à Hogwarts.

O filme todo é mostrado em tons mais escuros, como na primeira parte. Uma fotografia sombria, como se desde o primeiro A Pedra Filosofal (2001) a série fosse de uma escala colorida e infantil para algo mais desolador. Essa metade final traz mais batalhas, cenas de ação, em contraponto à depressão da sequência anterior. E tem os beijos que já eram esperados, como o de Hermione e Ronnie. O momento da cena é inusitado e tem impacto ainda maior para quem não sabe a história pelos livros.

TRANSFORMAÇÃO – Dirigido por David Yates, os três últimos filmes transformaram a série para algo mais ligado na interpretação dos atores e menos na ação e magia. Cada vez mais sombrio, os filmes abusaram de recursos como a narrativa tensa do suspense, sem deixar de lado o que os livros tinham de mais lúdico.

O time de atores mantido durante dez anos também contribuiu para o sucesso. No caso dos protagonistas, valeu também o amadurecimento pessoal de cada um, que somou à história dos personagens. Nesse derradeiro longa, Helena Bohan-Carter se despede com maestria de sua Bellatriz Lestrange, com destaque para a parte em que Hermione se passa por ela. Ficou muito bem conduzida sua mistura das duas. Os momentos de maior emoção fica mesmo com Alan Rickman, o professor Severo.

O ator inglês de 65 anos teve aqui sua maior atuação na série e sua história secreta contribui para a trama de maneira crucial. Ele construiu nesses oito filmes um dos mais interessantes personagens pelas nuances que conseguiu defender na sua atuação. Vai fazer falta. Dos demais, com uma carreira inteira pela sempre, basta realizarem que, depois de participarem de uma das maiores franquias do século 20, ainda podem fazer bem mais.

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7 Comentários

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