Uma resenha do Google +

Escrevi as primeiras impressões do para o portal NE10, onde aliás estou cobrindo tecnologia desde o mês passado. E como aqui é minha extensão online pessoal, diversos posts sobre o assunto vão aparecer por aqui.

Batendo o Facebook

O Google lançou nessa semana o Google +, uma nova estratégia para ganhar terreno no universo das mídias sociais depois de ver o Orkut ofuscado pela onipotência do Facebook. A empresa afirma que a nova empreitada não se trata de uma rede social, mas sim um novo método de compartilhamento. Ainda no período de testes, e por isso, com acesso restrito a convidados, os primeiros dias do site evidenciaram que o Google conseguiu levar sua proposta de fazer uma web intuitiva e descomplicada para o Google +. Por outro lado, fica explícito que a empresa aproveitou muito da usabilidade do Facebook.

A grande diferença entre os dois – Facebook e Google + – é que o último não é uma rede social, nas palavras do Google. “Desejamos mudar a comunicação online para que ela seja tão natural, enriquecedora e diversificada quanto nossas interações na vida real”, escreveu o executivo do Google, Vic Gundotra, no blog oficial do grupo. A novidade maior é que o site trabalha com a ideia de “círculos”, uma rede de pessoas unidas por afinidade. Outro diferencial são os “hangouts”, uma ferramenta que possibilita conversas de áudio e vídeo com várias pessoas online.

Por não se tratar de uma rede social – ao menos não conceitualmente – o Google + torna-se interessante por não focar na fogueira das vaidades que se transformou outras redes como o Twitter e o Facebook, por exemplo. Uma pessoa pode ser muito popular, mas ter apenas amigos íntimos em seus círculos, exatamente como funciona na vida real. A impressão é de que todos os usuários fazem parte de uma grande rede e estão disponíveis para serem convidados a participar de grupos com afinidades comuns.

O acesso atualmente está restrito a convidados. Quem já está na rede pode convidar outros usuários, mas a ideia é que em breve todos possam fazer parte. A estratégia já foi utilizada em outras ferramentas do Google, como o Orkut e até mesmo o Gmail.

O site é uma página pessoal, onde é possível compartilhar links, comentários, fotos, postagens de amigos, entre outros. O botão +1, lançado mês passado é amplamente utilizado e está integrado no buscador e atualmente presente em várias páginas pela web. Na prática, é como o “curtir” do Facebook. Segundo a empresa, os resultados de pesquisas na web mostrará como mais relevante o que for compartilhado no Google +.

As semelhanças são muitas com a rede social de Mark Zuckerberg. O layout da página é muito semelhante, com o feed de notícias, aqui chamado de “Stream”, as notificações no topo, um espaço multimídia para compartilhar e um menu básico à esquerda. A diferença mesmo fica por conta dos círculos, algo que possibilita uma interação até agora inédita no Facebook. A privacidade também ganha mais atenção. Para cada postagem, o usuário precisa avisar para quem ele está compartilhando aquilo, desde algum círculo específico até aquele amigo próximo.

A ferramenta Sparks apresenta vídeos, fotos e outros conteúdos compartilhados pelo usuário. Nessa página randômica estarão postagens de todos os usuários presentes no Google + e não apenas quem está nos seus círculos, o que deixa ainda mais evidente a ideia de vida em rede pensada pela companhia de Mountain View. As primeiras impressões mostram que a página soube aproveitar avanços do concorrente e conseguiu fazer uma página mais amigável. Vamos ver se as pessoas conseguirão se desapegar do que o Facebook tem de pior para fazer do Google + chegar à liderança.

ORKUT VIVE – Como a ideia é que o Google + seja uma página pessoal com compartilhamento, o Orkut continua firme e forte, segundo o Google. Apesar das críticas de que é um antro de spammers, usuários mal-intencionados e de que perdeu o prestígio no mundo, a rede social não vai deixar de existir. A ideia é de que seja cada vez mais integrada a outros serviços da empresa. Não irá acontecer uma migração para o Google +, como apontavam alguns rumores.

A foto peguei no perfil do Alexandre Matias no +.

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