Revista O Grito!

Jazz Metal — Por Paulo Floro

Data: 4 de julho de 2011

Angry Birds + Hitchcock

Via Interney.

Triste destino do BlackBerry?

Na guerra dos smartphones fiz uma matéria sobre o inferno astral do (do qual sou usuário) para o NE10.

Crise da fabricante do BlackBerry já afasta desenvolvedores

Não param de chegar notícias ruins para a RIM, empresa canadense que fabrica os smartphones BlackBerry. Nesta terça-feira (21), o Seesmic, um desenvolvedor de aplicativo para Twitter anunciou que não vai mais lançar atualizações para os celulares da empresa, focando sua atuação apenas para iOS, Android e Windows Mobile. Depois de quedas nas ações da empresa e a saída de executivos, essa notícia de hoje pode ser o início de uma debandada de desenvolvedores. No Brasil, operadoras ainda apostam no aparelho, enquanto usuários já consideram mudar para outras marcas.

O Seesmic não é o mais popular dos aplicativos para Twitter, mas sua decisão mostra o desinteresse de público pelos famosos e elegantes smartphones da RIM. Desde o final do ano passado, a loja de aplicativos para BlackBerry, o BlackBerry AppWorld vive uma espécie de “deserto criativo”, com poucas novidades se comparado a seus concorrentes, o iOS (Apple) e o Android, do Google. Também é fraca em jogos, que nunca foi o seu foco.

O BlackBerry ficou famoso entre executivos com uma plataforma mais voltada para empresas. Considerado o celular mais seguro do mundo, ficou popular também pelo teclado QWERTY que possibilita uma maior rapidez nas mensagens e por seu chat exclusivo, o BBM, praticamente impossível de ser criptografado. Para investidores, a RIM demorou a apresentar inovações frente à concorrência, o que ocasionou uma queda nas vendas.

Pela primeira vez desde 2005, a empresa apresentou queda de vendas. Após o anúncio no último dia 16, as ações da empresa caíram 15% num único dia. No Brasil, as operadores Vivo, Claro, Oi e TIM oferecem o plano de dados do BlackBerry, o BlackBerry Bis. Com um valor fixo, o usuário pode usar o BBM, mandar emails, acessar o navegador para ver sites e usar diversos aplicativos disponíveis, como Twitter e Facebook. As operadoras não divulgam a base de clientes que usam o smartphone, mas recentemente a TIM, a primeira a trabalhar com o aparelho da RIM mostrou ir num caminho oposto à queda de vendas.

A operadora lançou recentemente um preço promocional, cobrando R$ 49 pelo acesso ilimitado, o menor valor entre os planos consultados. “Esta oferta especial permitirá a mais pessoas ter acesso à experiência diferenciada que o aparelho proporciona”, disse Roger Solé, diretor de Marketing Consumer da TIM. A Oi atualmente oferece o plano para todos as modalidades ao valor de R$ 69. A Claro oferece várias possibilidades, desde a utilização apenas do BBM, por R$ 19,90 até a versão mais cara por R$ 99, com a opção de usar o celular como modem. A Vivo, que também cobra R$ 69,90 pelo plano ilimitado, ainda trabalha o plano BlackBerry Social, por R$ 29,90 e possibilidade de atualização dos principais serviços como Twitter, Facebook e Orkut.

O produtor e consultor de comunicação para empresas Fernando de Albuquerque é um dos partidários do aparelho preto e elegante. “Tenho um carinho pelo Black. Ele é fácil de utilizar e tem aplicativos úteis como as mensagens BBM. A desvantagem é que o sistema operacional envelhece muito rápido e os bugs se tornam muito constantes”, diz. Já o professor Henrique Sobral já trocou três vezes de BlackBerry, mas admite que irá optar por um mais popular. “Meu próximo aparelho será um iPhone ou algum com o [sistema operacional] Android. No BlackBerry você paga por uma grife. Mas foi-se o tempo em que ele representava a vanguarda dos telefones”.

A RIM e seus BlackBerry ficaram populares entre o setor corporativo, e por algum tempo foram o principal rival do iPhone, da Apple. Atualmente, usuários e especialistas acreditam que a Samsung tenha ocupado esse posto com seus smartphones baseados em Android.

Uma resenha do Google +

Escrevi as primeiras impressões do para o portal NE10, onde aliás estou cobrindo tecnologia desde o mês passado. E como aqui é minha extensão online pessoal, diversos posts sobre o assunto vão aparecer por aqui.

Batendo o Facebook

O Google lançou nessa semana o Google +, uma nova estratégia para ganhar terreno no universo das mídias sociais depois de ver o Orkut ofuscado pela onipotência do Facebook. A empresa afirma que a nova empreitada não se trata de uma rede social, mas sim um novo método de compartilhamento. Ainda no período de testes, e por isso, com acesso restrito a convidados, os primeiros dias do site evidenciaram que o Google conseguiu levar sua proposta de fazer uma web intuitiva e descomplicada para o Google +. Por outro lado, fica explícito que a empresa aproveitou muito da usabilidade do Facebook.

A grande diferença entre os dois – Facebook e Google + – é que o último não é uma rede social, nas palavras do Google. “Desejamos mudar a comunicação online para que ela seja tão natural, enriquecedora e diversificada quanto nossas interações na vida real”, escreveu o executivo do Google, Vic Gundotra, no blog oficial do grupo. A novidade maior é que o site trabalha com a ideia de “círculos”, uma rede de pessoas unidas por afinidade. Outro diferencial são os “hangouts”, uma ferramenta que possibilita conversas de áudio e vídeo com várias pessoas online.

Por não se tratar de uma rede social – ao menos não conceitualmente – o Google + torna-se interessante por não focar na fogueira das vaidades que se transformou outras redes como o Twitter e o Facebook, por exemplo. Uma pessoa pode ser muito popular, mas ter apenas amigos íntimos em seus círculos, exatamente como funciona na vida real. A impressão é de que todos os usuários fazem parte de uma grande rede e estão disponíveis para serem convidados a participar de grupos com afinidades comuns.

O acesso atualmente está restrito a convidados. Quem já está na rede pode convidar outros usuários, mas a ideia é que em breve todos possam fazer parte. A estratégia já foi utilizada em outras ferramentas do Google, como o Orkut e até mesmo o Gmail.

O site é uma página pessoal, onde é possível compartilhar links, comentários, fotos, postagens de amigos, entre outros. O botão +1, lançado mês passado é amplamente utilizado e está integrado no buscador e atualmente presente em várias páginas pela web. Na prática, é como o “curtir” do Facebook. Segundo a empresa, os resultados de pesquisas na web mostrará como mais relevante o que for compartilhado no Google +.

As semelhanças são muitas com a rede social de Mark Zuckerberg. O layout da página é muito semelhante, com o feed de notícias, aqui chamado de “Stream”, as notificações no topo, um espaço multimídia para compartilhar e um menu básico à esquerda. A diferença mesmo fica por conta dos círculos, algo que possibilita uma interação até agora inédita no Facebook. A privacidade também ganha mais atenção. Para cada postagem, o usuário precisa avisar para quem ele está compartilhando aquilo, desde algum círculo específico até aquele amigo próximo.

A ferramenta Sparks apresenta vídeos, fotos e outros conteúdos compartilhados pelo usuário. Nessa página randômica estarão postagens de todos os usuários presentes no Google + e não apenas quem está nos seus círculos, o que deixa ainda mais evidente a ideia de vida em rede pensada pela companhia de Mountain View. As primeiras impressões mostram que a página soube aproveitar avanços do concorrente e conseguiu fazer uma página mais amigável. Vamos ver se as pessoas conseguirão se desapegar do que o Facebook tem de pior para fazer do Google + chegar à liderança.

ORKUT VIVE – Como a ideia é que o Google + seja uma página pessoal com compartilhamento, o Orkut continua firme e forte, segundo o Google. Apesar das críticas de que é um antro de spammers, usuários mal-intencionados e de que perdeu o prestígio no mundo, a rede social não vai deixar de existir. A ideia é de que seja cada vez mais integrada a outros serviços da empresa. Não irá acontecer uma migração para o Google +, como apontavam alguns rumores.

A foto peguei no perfil do Alexandre Matias no +.

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