Revista O Grito!

Jazz Metal — Por Paulo Floro

Data: 1 de julho de 2011 (Página 1 de 2)

Um filme sobre o Angry Birds

É sério. Via Carol Almeida.

Bay é o novo Godard

é o da nova geração. Tal como o francês, Bay, com sua franquia , se mostrou um diretor transgressor e visionário. E o paralelo entre os dois cineastas é inevitável.

Assim como num filme do Godard ou de qualquer outro da Nouvelle vague, Transformers tem todas aquelas características utilizadas para definir esse gênero francês: intransigência com os moldes narrativos do cinema estabelecido; montagem atípica e narrativa fora do convencional. Aliás, ouso dizer que tanto o Jean-Luc Godard quanto o Michael Bay subvertem ao máximo a estrutura de seus filmes ao eliminar quase por completo o uso da narrativa.

Peguei no Vaca Caga, que voltou com tudo. Quem assina a pérola é Breno Pessoa.

Uma agência de publicidade, por Allan Sieber

Um dos alvos preferidos de Allan Sieber, os publicitários têm a vida desvendada por essa HQ da série Vida de Estagiário. Quadrinho-Verdade, arrisco em dizer. Clica para ampliar!

Transformers 3: Aula de História por Michael Bay

Falando em

Novo recria momentos históricos, mas ainda se apoia na pirotecnia

O diretor Michael Bay e o produtor Steven Spielberg encontraram uma boa ideia para dar novo fôlego à saga dos Transformers nos cinemas. Neste terceiro filme, Transformers – O lado escuro da lua, que estreia nesta sexta-feira (1º), reconta os principais acontecimentos da humanidade com os robôs alienígenas inclusos. A chegada do homem à lua, o acidente em Chernobyl, a Guerra Fria, todos tiveram influência desses seres. Por causa desse roteiro, esse terceiro longa é o melhor da trilogia, ainda que a pirotecnia pura e simples impere na maior parte do tempo.

Michael Bay conseguiu dinheiro suficiente para transformar em computação gráfica sua ideias mais grandiosas. Com US$ 200 milhões, o filme deixa claro que o importante mesmo são explosões, efeitos especiais e perseguições. E, olhando pelo lado do entretenimento, o espectador sai da sala atordoado pela sofisticação técnica e também pelo 3D, muito bem executado. Pelo lado da narrativa, destaques para boas atuações de Frances McDormand (Quase Famosos) e a participação especial de John Malkovich.

Na trama, o robô ancião Sentinel foge em meio à destruição de seu antigo mundo, Cybertron. O problema é que ele, na verdade, caiu no lado escuro da lua, o que forçou os EUA e a URSS a se lançarem na corrida espacial. A nave Apollo 11 foi ao satélite para tentar resgatar o líder dos Autobots, os personagens “do bem”. Faz ponta na história, o próprio astronauta Edwin “Buzz” Aldrin.

No universo maniqueísta de Transformers, Autobots e Deceptacons, os vilões insolúveis travam uma batalha eterna, agora tendo a Terra como palco. Mais precisamente os EUA. O umbiguismo de Hollywood para imaginar a América como roteiro predileto de alienígenas genocidas ganha um contorno internacional neste longa ao mostrar os robôs Autobots como escoteiros do Governo americano agindo militarmente em outros países. Um plano secreto dos robôs malignos planeja transformar a Terra no antigo planeta, e por causa disso, uma nova guerra tem início.

Uma trama menor – e um tanto mal conduzida – mostra Sam (Shia LaBeouf, agora musculoso) numa busca infrutífera por emprego. Logo ele, que salvou os EUA, digo, o mundo, duas vezes nos filmes anteriores. Morando de favor na casa da namorada deslumbrante, Carly (Rosie Huntington-Whitely, substituta de Megan Fox, que some da franquia sem explicação). Fox foi expulsa deste terceiro longa pelo produtor Steven Spielberg por discordar da direção de Bay.

Falando em Spielberg, foi ele quem juntou forças para o filme ser lançado. Conseguiu convencer até o diretor, Michael Bay, que não via mais futuro nos robôs. Sem falar que seu nome nos créditos ajudou a arrecadar o orçamento milionário. Ainda que visualmente, Transformers – O lado escuro da lua seja uma experiência interessante, ele chega já desgastado em sua proposta. Os blockbusters já carecem de uma renovação.

Matéria publicada originalmente no NE10

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