Cobertura Rec Beat 2011

Por mais um ano, cobri o , no Carnaval do Recife. Todos os textos estão no JC Online. Achei a programação este ano pouco interessante, sem uma grande atração, com exceção de Marcelo Jeneci, que me deixasse ansioso para ver. Mas, por outro lado, acredito que a escalação das bandas foi condizente com a proposta e a personalidade do festival.

Thalma de Freitas é o grande destaque do último dia de Rec Beat

No Dia Internacional da Mulher, não existiu presente melhor do que Thalma de Freitas, mais importante atração do Rec Beat no seu encerramento e destaque desta noite de Terça de Carnaval no polo localizado no Paço da Alfândega, no Recife. Ela apresentou o seu mais novo show “ASE” (assim seja, em yorubá), com músicas pouco conhecidas e temas autorais de seu novo trabalho.

Com rosto pintado, cabelo afro com uma parte descolorida, Thalma chegou evocando suas raízes étnicas num show que chamou atenção pela performance. Cada música era executada com muita malemolência, dança, gestos. O público foi fisgado por esse transe – e pela beleza da cantora/atriz, obviamente – e correspondeu com gritos e pedidos de bis num dia escasso de grandes atrações.

Thalma contou no palco que construiu o show depois de muitas pesquisas, buscando referências na cultura afro latina e também nos mitos yorubá. O repertório foi baseado no dub e no rock e trouxe canções raras, como “Desengano da Vista”, de Pedro Santos, e “Alfômega”, de Caetano Veloso. Trouxe ainda a participação de Gaby Amarantos para cantar “Água”, música que Thalma compôs para ela e estará presente no novo disco da paraense.

No encerramento do Rec Beat, nenhuma grande atração. O dia começou com os pernambucanos do Frevo Diabo e só começou a empolgar com a chilena Ana Tijoux, ilustre desconhecida que surpreendeu o público com seu rap latino e fortes batidas eletrônicas.

A banda seguinte, Criolina, do Maranhão, apenas reciclou velhas ideias sobre a mistura entre rock e ritmos tradicionais. Com um casal de vocalistas, eles ainda arriscaram uma mistura de música cubana com rock, mas nada que fique grudado na memória de quem passou pelo Paço Alfândega.

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