Revista O Grito!

Jazz Metal — Por Paulo Floro

Mês: outubro 2010 (Página 2 de 2)

Comer, rezar, amar é fábula fácil sobre a felicidade feminina

Crítica que fiz para o novo filme de Julia Roberts. Saiu no JC Online.

Comer, rezar, amar, que estreia nesta sexta-feira (1º) em todo o País, traz Julia Roberts no papel de Liz, o alter-ego da autora do livro de mesmo nome que é sucesso no mundo inteiro. O longa, assim como o livro, fala diretamente ao universo feminino. É um filme para elas, e por um momento, parece mesmo uma fábula feminista sobre a busca da felicidade da mulher contemporânea.

Liz é uma mulher bem-sucedida e com um casamento estável que se vê num dilema interior após retornar de uma viagem a Bali, onde conhece um guru. Inquieta com a zona de conforto em que vive, sente-se vazia. Parte, então, já divorciada, para uma viagem pelo mundo para se reencontrar. Vai para a Itália, onde cultiva o prazer da gastronomia (e ganha uns quilinhos), em seguida para a Índia, onde mora numa comunidade para a qual seu namorado (James Franco) sempre sonhou em ir. Depois de alcançar a espiritualidade, retorna, enfim, a Bali, onde conhece um brasileiro vivido por Javier Bardem.

O filme dialoga e quer servir de inspiração para pessoas que pensam em largar tudo para promoverem uma mudança em suas vidas. Sobretudo as mulheres, sempre pressionadas a estarem ao lado de um homem ideal provedores de felicidade. Mas o sucesso de Comer, rezar, amar não está na originalidade do discurso e sim por trazer de forma fácil um pacote dramático já bem conhecido por fãs de filmes de romances. É praticamente uma liquidação em forma de cinema. Traz no mesmo bolo uma história de amor, autoajuda, paisagens de guia turístico e, claro, final feliz. Porque assim são os best-sellers: satisfação garantida ou seu dinheiro de volta.

Dirigida por Ryan Murphy (da série Glee), o filme é superficial em suas questões espirituais e também nas inquietações vividas pela personagem principal. Em Roma, onde mora por alguns meses, os clichês abundam na tela o tempo todo, mostrando os italianos de maneira estereotipada. Em Bali e na Índia, Liz mostra ser muito sortuda, já que encontra pessoas que falam inglês nos lugares mais inóspitos. Muito conveniente…

A história do livro e do filme é uma espécie de autobiografia de , autora do best-seller que vendeu mais de quatro milhões de cópias no mundo todo. As lições de vida que ela ensina não são verossímeis no longa, nem mesmo a tentativa de soar transgressor e libertador para as mulheres. E deve ser bem mais fácil buscar a transformação espiritual quando se tem dinheiro suficiente para viajar durante um ano inteiro por países exóticos.

A tentativa do filme em ser de facílima digestão são seus personagens coadjuvantes. Todos muito simpáticos, sábios, inteligentes, bondosos, carinhosos, em nada atrapalhando a busca de Liz por sua paz. Destaque para Javier Bardem, péssimo no papel de um brasileiro. Seu português é vergonhoso e sua aparição no final é só a cereja do bolo para a telespectadora que acompanhou sua “heroína” por cenários tão belos. Já Roberts está bem como sempre, e num papel que não lhe demanda muito esforço.

A prova de como a autoajuda pode ser eficaz é a própria atriz. Julia Roberts já admitiu que o filme mudou sua vida, a fez se converter ao hinduísmo e a transformou numa mulher mais paciente e feliz. Não há propaganda melhor para um best-seller de autoajuda que um testemunho como esse.

Beleléu na parede

A revista está com ótimos cartazes à venda no blog.

A pobre da meia nos 4 anos da piauí

A revista piauí pediu à produtora Hungry Man um vídeo para comemorar os quatro anos da publicação. Chega esta semana às bancas.

Laerte travestido no lançamento de seu novo livro

Depois de aparecer vestido de mulher na revista Bravo! do mês passado, o gênio cartunista foi travestido para o lançamento de seu novo livro Muchacha, ao lado de Angeli. A foto é de @dianapassy

Barack Obama se diz fã de Lil Wayne e Jay Z

O presidente Barack estampa mais uma capa da revista Rolling Stone, desta vez numa longuíssima entrevista feita pelo publisher e fundador da publicação Jann S. Wenner. A RS já se declarou governista e “fã” de Obama e parece não esgotar pautas com ele. Curiosamente o papo que mais chamou atenção foi a predileção musical: Nas, Jay Z e ópera.

Obama disse que tem cerca de 2 mil músicas em seu iPod. Nesse bolo todo, segundo ele, tem várias de Bob Dylan, Stevie Wonder e Rolling Stones, além de Miles Daves e John Coltrane. O fato mais importante, claro, é o que ele tem escutado de novo. Com ajuda de um assessor pessoal, ele tem conhecido o trabalho de Lil Wayne, Nas e Jay Z.

A entrevista ainda fala sobre diversos assuntos, entre eles internacional e outros assuntos mais importantes pros EUA e pro mundo. Mas a declaração do gosto musical de Obama tem repercutido mais. Segundo o http://www.rollingstone.com/politics/news/17390/209395“>Gawker, o site da Fox Nation deu uma matéria com tom crítico sobre o fato do presidente gostar de “gangsta rap”. E lembrou dos antecedentes criminais dos músicos.

Um novo show de humor de Weslian Roriz

Com o segundo turno confirmado no Distrito Federal, é possível que um novo show de stand-up comedy de aconteça em algum debate. Esse vídeo é a melhor das versões que achei no YouTube. Mostra que tudo é mesmo uma grande comédia.

Eleições por Daniel Braga

Mas, o que mais irrita não é o barulho dos comícios ou a quantidade de panfletos que a galera lhe entrega… Inclusive, devia existir um álbum de figurinha dos candidatos. Minha vida seria muito mais fácil. O que dá mais raiva é aquela danação de placas (aquelas em formato de cavalete) NO MEIO FIO. Não ficam na calçada não, eles colocam elas NO MEIO FIO mesmo. Qualquer ventinho que dá o negócio SE JOGA no seu carro. Eu não sei se é azar meu ou mais uma genialidade dos marketeiros políticos achando que isso é que é marketing de guerrilha.

Fora a raiva que tenho desses candidatos sem noção, que dizem querer defender os interesses da cidade, mas na verdade só estão é “decorando” as ruas e dando emprego vergonha alheia para o povo.

Bem com raiva, Daniel, no A Prancheta comenta a chatice que são os santinhos e cavaletes dos políticos.

Eleições, por Tati Balboa

Tati Balboa, uma das fotógrafas mais legais que conheço deu um tapa na cara nessa história de Lei Seca, que em Pernambuco foi decidida de última hora, com a revogação de uma liminar por parte do TJPE.

“Noção, onde compra”, pergunta a moça. Vejam as fotos do domingão de eleição dela aqui.

O candidato Homem-Parasita

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Do Gabriel Renner.

Homem-Legenda nas eleições

Criação de , o Homem-Legenda marcou presença na cobertura das eleições na Folha de S. Paulo. O blog do autor tem mais desse personagem.

O Bowie de cada um

David Bowie é a capa da edição desta semana da . O cantor está sumido, mas sua influência continua gritando em grande parte do pop atual. Aproveitando esse gancho a revista chamou diversos artistas pra falar sobre ele.

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