Revista O Grito!

Jazz Metal — Por Paulo Floro

Data: 13 de setembro de 2010 (Página 1 de 2)

Almodóvar na El País Semanal

Ainda falando em , e essa capa da El País Semanal? A publicação é um suplemento do jornal de mesmo nome, na Espanha. Ganhei uma edição no início deste ano e desde então me apaixonei.

Reportagens muito boas e um olhar nada óbvio de temas tão díspares quanto moda, aids, política, cinema, casamento , adoção de animais. Lembra um pouco a piauí pela pegada do texto, mas tem um teor mais pop e leve.

Como eu queria conseguir essa edição com o Almodóvar.

Nicki Minaj para Out

Ela é fashionista, queridinha dos estilistas, cantora pop promissora. Já vimos esse filme? é o novo hype da música pop e a desculpa para eu falar da garota é esta maravilhosa capa da Out. Este ano, está difícil essa revista americana fazer uma capa ruim.

A matéria com a moça também é muito boa.

Mediunidade geek

A gravura acima está à venda e peguei daqui. Dica ótima para uma decoração nerd nem sofisticada.

Os famosos de Friedman

As famosas caricaturas e retratos de celebridades de ganha livro luxuoso de capa dura. O cara é incrível e colabora há 15 anos para como Mojo e New Yorker. Too Soon?: Famous/Infamous Faces 1995-2010 já está à venda na Amazon.

Orgulho e preconceito na Parada

Publiquei esse texto ontem, cansado depois da cobertura da Parada da Diversidade do , na praia de Boa Viagem. Decidi escrever minhas impressões começando pelo fim, já que, ao chegar em casa eram as imagens da ressaca da festa que estavam mais frescas na retina. A matéria saiu no JC Online. Vale a pena olhar a edição que o editor Gustavo Belarmino fez, muito legal.

Foto: Marcelo Soares/

Clima eleitoreiro não tira brilho da Parada no Recife

Paulo Floro – Do JC Online

Um travesti enorme vestido de Lady Gaga caminhava a passos firmes no caminho contrário à passeata. Botas de cano alto e peruca de náilon, a tinha terminado para ele. Mais à frente, um grupo de militantes de um candidato tal pareciam aliviados de poderem, enfim, ire embora para casa. No final do desfile, um número grande de pessoas ainda dançava, mesmo com os trios elétricos desligando o som, anunciando que a festa acabou. Cada um tinha um objetivo nessa Parada da Diversidade, e em ano de eleição, muita gente que foi ao evento neste domingo (12) carregava segundas intenções.

Entre o colorido do público, diversas bandeiras de políticos bradavam na avenida. E panfletos voavam com diversas legendas. Todos os anos a faceta política da festa está sempre presente, mas desta vez ganhou conotações mais eleitoreiras. Naquele clima carnavalesco, é de se perguntar se gays e lésbicas estavam mesmo interessados no discurso dos políticos presentes nesse domingo. Como bem deixou claro o Blog do Jamildo, ninguém admitiu estar por lá para pedir votos.

Os trios mantiveram o mesmo esquema do ano passado, mesclando militância e hedonismo puro e simples. O carro da boate Metrópole, por exemplo, concentrava os fashionistas da parada, com o ex-BBB Serginho sendo a grande estrela (?) desta edição. No som, muitos remixes e declarações da dona da boate, Maria do Céu, espécie de madrinha auto-declarada do gay recifense. Logo atrás, os Leões do Norte eram mais gritos e menos música, entoando protestos ao microfone. A mestre de cerimônias estava rouca perto do final da tarde, mas ainda assim não parava de criticar os políticos locais em relação à causa homossexual.

O Instituto Papai fazia uma mescla desses dois universos e tocava música pernambucana, como frevo, um pouco de samba e fazia algumas críticas ao microfone, mas o tom era de afirmação, de orgulho, enfim. Um dos mais animados era o da Prefeitura do Recife que teve como atrações a DJ Lady Kheke, conhecida pelas festas Putz e Felipe machado, da Sem Loção. Era de longe, o melhor setlist da parada.

ORGULHO E PRECONCEITO – Este ano, a avenida viu mais uma vez crianças trazidas pelos pais, senhoras caminhando pelas calçadas ou simplesmente acenando nas varandas. A fauna foi mudar perto do final do dia, quando era possível ver atitudes nada condizentes com o clima de inclusão e celebração por direitos iguais entres gays e héteros.

Alguns garis da Prefeitura do Recife limpavam a rua imitando o clichê da “bicha afetada”. E moradores locais passavam em seus carros com o rosto mostrando desaprovo. O mais curioso foram os torcedores do Santa Cruz e Sport que, já na Avenida Domingos Ferreira, recebiam as pessoas que voltavam da parada com hostilidade. Nomes impronunciáveis nesse horário e local. Um time de torcedores rubro-negros se divertia na Avenida Boa Viagem, em trupe, ao som de funk. A bandeira do leão, assim como a do Brasil, foi muito vista na parada.

A assessoria da Polícia Militar confirmou cerca de 80 mil pessoas este ano. E não registrou nenhum problema grave na segurança do evento. Depois de anos sendo mais odiada que amada quando acontecia numa sexta-feira à noite, na apertada Avenida Conde da Boa Vista, a Parada da Diversidade, enfim, entronizou o calendário do Recife.

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