Revista O Grito!

Jazz Metal — Por Paulo Floro

Mês: setembro 2010 (Página 1 de 9)

A “Sauna Cine” está morta. Viva a Sala Cine


Do Amor, num dos shows mais interessantes da Sala Cine. Foto: Caroline Bittencourt

A “Sauna Cine”, apelido carinhoso dado para a Sala Cine – também no Centro de Convenções da UFPE –, local dos shows de abertura do No Ar: Coquetel Molotov, antes conhecida pelo aperto e calor, deu lugar a um novo espaço com quase o dobro do tamanho. A nova configuração faz eco com a própria música independente que o festival faz de vitrine. Bandas que se apresentaram na Sala Cine poderiam estar no teatro e vice-versa. Nos dois dias de evento, o público conheceu nomes tidos pela organização como promessas, entre eles os pernambucanos Voyeur e Massarock e Bemba Trio, da Bahia. Além dos tradicionais suecos.

Dessa leva de emergentes quem mais chamou atenção foi o Do Amor, banda carioca formada por músicos que já tocaram com Caetano Veloso e que acompanham a cantora Nina Becker nos shows. O grupo faz um rock bem-humorado sem que isso comprometa a qualidade das músicas. O público lotou o espaço para dançar ao som de forró, carimbó paraense e heavy metal, presentes no disco de estreia, como Chalé, I picture to myself e Pepeu baixou em mim. Como no ano passado a Sala Cine apostou em experiências sonoras mais experimentais, ritmos que fogem da ideia pré-concebida que se tem do Coquetel.

O Bemba Trio, um dos projetos do músico baiano Russo Passapusso foi mais um exemplo feliz da vocação da Sala Cine dentro do festival. O cantor se mostrou bem à vontade em seu reggae com hip hop. Conseguiu boa empatia com a plateia, mas o uso de alguns chavões acabaram por comprometer um interesse posterior no trio. Houve até o momento “levantem os isqueiros”.

Na mesma proposta de fundir estilos, os pernambucanos do Voyeur se saíram melhor. Formados por Ju Orange (Ampslina) nos vocais, Paulista (Candeias Rock City) nas guitarras e Pauliño Nunes (Júlia Says), todos da atual cena indie da cidade, conseguiram mostrar novas ideias para o revisionismo do electro-rock dos anos 80.

Das bandas suecas novatas ou menos conhecidas que sempre ganham vez nesse palco gratuito, a que mais chamou atenção foi a dupla Taxi Taxi!. As irmãs gêmeas Miriam e Johanna, 20 anos, fizeram um show bem delicado, com músicas tristes, o que nos leva a imaginar de onde tiram inspiração para tanta melancolia com tão pouca idade.

Simpáticas, representaram bem a fofurice escandinava que sempre aporta por aqui no Coquetel Molotov. Na mesma linha, o show de Anna von Hausswolff ao piano mostrou porque a garota está sendo comparada a Kate Bush. Com essa nova fase a Sala Cine UFPE reafirma sua vocação dentro do festival. Os indies nanicos – em projeção – agradecem.

O texto saiu na segunda-feira no Caderno C, do Jornal do Commercio.

Vampirella em Cleópatra?

Claudette Colbert como Vampirella?

Não! É uma cena do filme Cleopatra, de 1934. O site Bleeding Cool encanou que talvez a personagem tivesse se “inspirado na personagem”.

Todos os peitorais de Batman

Peguei no FFFFound.

Vogue Hommes Japan e o editorial em movimento

Incrível esse editorial da Vogue Hommes Japan, uma das revistas mais vanguarda do mundo. Eles fizeram a primeira edição digital e começaram inovando nesses .gifs. Mais uma da série “Como não pensamos nisso antes”. A mente por trás disso é Nicola Formichetti, nome poderoso do meio. Dá pra ver a edição completa aqui.

Aproveito o post para indicar a leitura do site Neonico, sobre moda masculina, de onde vi esse editorial. Um dos mais belos sites sobre o assunto (e um dos pouquíssimos que leio) e o melhor, com um bom texto (em falta em muitos blogs com a mesma proposta).

No Ar Coquetel Molotov

Arthur Dantas confabulando com os manos do Emicida

Otto rebolando foi muito amor.

Com seu visual de bibliotecária, Victoria, do Taken By Trees, mostrou empatia com o público mesmo com a cara de abusinho fake.

Ana Garcia com o Dinosaur Jr.

Do Amorrr

Junior Black apareceu no Das Cavernas, no foyer do festival.

Minha melhor descoberta, o Taxi Taxi.

Todas as fotos por Caroline Bittencourt.

Página 1 de 9

Jazz Metal é um blog da Revista O Grito!. Todos os direitos reservados. © 2013–2017