Revista O Grito!

Jazz Metal — Por Paulo Floro

Data: 7 de maio de 2010

Pequeno Livro do Rock @ JC

Texto que publiquei no JC Online sobre a HQ , do francês .

HQ francesa conta a história do rock de maneira divertida
Paulo Floro
Do JC Online

A história do rock rende uma biblioteca extensa, e quanto mais se aprofunda, mais se descobre desse ritmo que modificou o comportamento jovem em todo o planeta. Foi por isso que o cartunista francês Hervé Bourhis optou por fazer uma abordagem menos enciclopédica e mais afetiva em seu O Pequeno Livro do Rock, que chega às livrarias pela editora Conrad. Recheado de curiosidades, a HQ aborda fatos importantes do gênero desde 1915 até junho de 2009.

Fanático por música, Bourhis fez uma espécie de colcha de retalhos, o que torna a leitura prazerosa. Ele optou por fazer uma abordagem cronológica, mas o modo como apresenta os fatos é irregular, caótico, como o próprio rock.

Na versão original, o livro tinha o formato de um vinil de 45 rotações. A edição brasileira decidiu aumentar um pouco para facilitar a leitura. A tradução também decidiu mexer pouco na arte do autor, utilizando sempre que possível notas de rodapé.

» Leia um trecho da obra

Para contar detalhes e momentos importantes da música, Bourhis se utiliza de reproduções de capas de discos, tiras, sequências em quadrinhos, ilustração, fotografia, cartuns. E apesar de ser uma fonte de consulta e inspiração para quem pesquisa, coleciona, quer conhecer a história do rock, nada aqui é muito didático.

Algumas passagens, inclusive, atiçam o leitor a ir atrás se quiser saber mais. Como por exemplo, a passagem que mostra Iggy Pop conheceu David Bowie, ou Keith Richards, que em 1960, aos 17 anos, conheceu um garoto no metrô que segurava um vinil de Muddy Waters, que por acaso era Mick Jagger.

As passagens recentes mostram as confusões de Amy Winehouse, o mico de Kanye West no VMA de 2007 e a vanguarda do Radiohead. Um índice remissivo torna a obra ainda mais importante pra quem de alguma forma, é tocado por esse gênero que faz a cabeça de jovens desde o início do século passado.

GLOBAL – Como grande parte do que está escrito sobre o rock vem dos EUA ou da Inglaterra, a impressão que se tem é que nada foi feito no gênero em outros recantos do planeta. Ainda que grande parte do que temos de mais relevante veio mesmo da ponte EUA-Reino Unido.

Como é francês, Bouhirs tenta mostrar que seu país tem muito a acrescentar ao pop mundial. São muitas as passagens com o astro Serge Gainsbourg, sempre esquecido e pouco compreendido, sobretudo pelos ianques.

O Brasil também não ficou de fora. Tem Mutantes, João Gilberto e outros nomes importantes no rock brasileiro desenhados na obra. Cuba, Jamaica, e outros países da Europa também estão lá.

Texto publicado no JC Online em 06 de maio de 2010.

Cores

Ele se cobriu num wiphala. Nesse arco-íris, quem iria querer acordar?

O Wolverine do Rafael Grampá

Como um bom Wolverine deve ser. No Flickr.

Um Street Fighter bem feito

Quem não lembra do clássico , hit entre arcades em bairros de subúrbios e nos fliperamas de shopping nos anos 1990. O curta acima reproduz uma batalha entre seus personagens mais famosos, Ruy e Ken. Dirigido por Joey Ansan e Owen Trevor, tem direção de arte, fotografia e casting que impressionam.

Li que o curta está circulando por convenções nerd e encontros relacionados a cultura pop. Ouvi também dizer que estava circulando em foruns gays. Mas aí já é pura maldade.

Hadouken? Alguém?

Uma Tira: Esqueleto do aniversário de Thomas O’Shea

A tira é desse blog do Thomas O’Shea, inglês nascido no Cingapura. Dica do Universo HQ, no Twitter.

Jazz Metal é um blog da Revista O Grito!. Todos os direitos reservados. © 2013–2019