Born Free é M.I.A. com mais raiva

M.I.A, Born Free from ROMAIN-GAVRAS on Vimeo.

M.I.A. sempre batendo a real. Lançado na segunda passada (26), o clipe é dirigido por Romain Gravas, filho do diretor Constantin Costa-Gravas (Z) e autor de “Stress”, do Justice. Um claro contraste com seus hiper-coloridos vídeos de seus discos anteriores, a cantora anglo-cingalesa agora irrita a vista com uma violência explícita. É uma clara intenção em continuar malquista entre o norte-americano médio, o público, segundo ela, “conformado”.

O mote do vídeo é mostrar a violência da polícia dos EUA. Um esquadrão prende diversos garotos ruivos, levando-os a uma espécie de campo da morte. Um deles leva um tiro na cabeça, não deve ter mais que 11 anos. Outro explode e os pedaços voam na tela.

sempre foi uma ativista dos direitos humanos e a política nunca se afastou de suas músicas, mesmo as mais simples. É uma militância que gerou dois ótimos discos, Arular e Kala. Com este “Born Free”, a cantora passa a um momento menos coloridos que trabalhos anteriores, onde misturava raegge, funk, electro e hip-hop em embalagens com muita cor e excesso de informação, seja em clipes, capa de single, website. A de agora é menos alegre, não quer mais usar de cinismo, ironia pra criticar. Quer usar das mesmas atrocidades pra atacar seus desafetos; vocal mais sujo, mais roqueira e menos electro, enfim.

“Born Free” é um bofetão na cara. Tenhamos medo onde MIA quer chegar.

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