Revista O Grito!

Jazz Metal — Por Paulo Floro

Em show-desastre, Nação Zumbi não coube no Recife


Foto: Priscila Buhr

A tinha dito que o show de ontem na , no Recife seria inesquecível. E foi. Como o pior da banda.

No show de gravação do segundo DVD do grupo, uma série de erros comprometeram a apresentação. Primeiro com o atraso de uma hora. Depois, pelas interrupções. Quem conseguiu ver o show todo, como o Recife Rock e o blog Acerto de Contas, se decepcionaram.

Hugo Montarroyos escreveu no Recife Rock.

E aí veio a Nação Zumbi. E, com ela, gente saindo pelo ladrão. Até parecia noite de carnaval. E começaram os problemas. Logo na abertura, com “Fome de Tudo”, deu pane no palco, e mal se ouvia o que Du Peixe cantava. Ainda tentaram dar sequência com “Hoje, Amanhã e Depois”. E, na terceira música, tiveram de parar. Du Peixe pediu desculpas e disse que a banda voltaria em dez minutos. Voltaram, tocaram “Etnia”, e novamente não se ouvia o vocal. O problema, infelizmente, aconteceu em pelo menos 80% do show. Arnaldo Antunes precisou ser chamado duas vezes para cantar “Antene-se”. Zeroquatro tocou cavaquinho e cantou em “Rios, Pontes e Overdrives”, mas o som não colaborava. “Risoflora” ficou sem voz durante quase toda a sua execução. A banda estava visivelmente – e com razão – irritada. O grande momento do show acabou sendo “Cidadão do Mundo”, onde o grupo pareceu descarregar toda sua raiva.

Foi anunciado então um intervalo de cinco minutos para a entrada dos Paralamas do Sucesso, que acabou se convertendo em quase meia hora de espera. Tocaram uma versão espetacular de “A Praieira”, bem diferente da original, e emendaram com “Selvagem”, do Paralamas. E aí resolvi que já era hora de ir embora.

Pierre Lucena, do blog Acerto de Contas.

Antes do show começar a praça do Marco Zero estava totalmente lotada, o que não é difícil, pois não se trata de uma área tão grande para shows gratuitos. Aliás, não sei quem inventou que ali era um bom lugar para fazer shows. Para carnaval serve, pois a festa se espalha pelo Bairro, mas para um evento único, e gratuito, o espaço se torna muito pequeno.

Apesar do belo palco e iluminação, o som estava péssimo, e só foi melhorar do meio para ao fim do show, e mesmo assim longe de qualquer padrão mínimo de qualidade. Quem não estava na frente do palco só ouvia o que rolava como som ambiente. Os instrumentos todos abafados, com excesso de “graves”, praticamente não se escutando a voz de Jorge Du Peixe.

Depois de três músicas a banda inclusive interrompeu o show por alguns minutos para arrumar o som. Além disso, como é normal em gravações de DVD, voltaram para repetir músicas com problemas na apresentação.

O curioso é que muita gente não conseguiu nem mesmo chegar ao local dos show, no Marco Zero, tradicional palco para shows de grande porte. Nação Zumbi é uma banda com um apelo popular indescritível no Recife. Pessoas de todas as parte da Região Metropolitana vem até o show, como se fosse um chamado. As ruas no entorno da praça estavam apinhadas e várias brigas foram registradas. Qual lugar no Recife comporta um show gratuito da Nação Zumbi? Nenhum.

Fui a um show do grupo no Carnaval do Recife, em 2005, no Rec Beat. O palco era menor e o espaço ficou apertado para tanta gente. Resultado: uma das piores experiências que já presenciei. A impressão que dava era que existia uma briga generalizada e que seria pisoteado. Demorei 40 minutos para me evadir por uma das ruas ao lado do Paço Alfândega, onde acontecia tudo. A banda, claro, não tem muito a ver com isso, mas ao mesmo tempo em que se discute a infra-estrutura para espetáculos na cidade, se reflete também sobre o tamanho que ela alcançou hoje em dia.

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