Revista O Grito!

Jazz Metal — Por Paulo Floro

Data: 2 de junho de 2009

Will Eisner pode ser o próximo hostilizado nas escolas brasileiras

é um dos maiores autores de quadrinhos de todos os tempos. Foi ele quem inventou o termo graphic novel, trazendo às HQ’s um status de arte nunca antes vivenciado. É considerado um nome importante não só na arte sequencial, como na cultura popular em geral. Dada sua relevância, tem um prêmio que leva seu nome, distribuído entre os melhores da área em cada ano. Entre suas obras conhecidas estão Um Contrato Com Deus, Avenida Dropsie e A Força da Vida.

Quem acompanha quadrinhos ou conhece o mínimo do setor, o parágrafo acima é claro e notório. Para quem não se liga, já seria o bastante para atestar a importância da publicação do homem no Brasil, certo?

Agora, depois da polêmica do álbum Dez Na Área…, em que José Serra criticou a escolha da obra para alunos do ensino público Um Contrato Com Deus, de Eisner, também presente nas bibliotecas escolares pode encontrar o mesmo problema.

Abaixo o que saiu hoje no blog do Universo HQ.

Nesta terça-feira, 2 de junho, o programa SP TV, da Rede Globo, apresentou uma matéria sobre o livro Um Contrato com Deus, de Will Eisner, publicado pela Devir.

De acordo com a matéria, o livro contém ilustrações de pedofilia, brigas familiares, violência, etc.

O foco foi informar que o álbum não é adequado para crianças, mesmo estando presente em diversas bibliotecas escolares, sendo necessário orientação para os leitores da obra conforme sua faixa etária.

É clara a falta de entendimento da área dos quadrinhos por muita gente, mas agora parece que a abordagem parece ser mais coerente. Contudo, não seria surpresa ver o Serra falando ser de mau gosto Will Eisner.

O Brasil…

Criação no mundo segundo Crumb

Li a notícia hoje no Universo HQ. O livro Gênesis, de está mais perto de sair. A New Yorker, uma das publicações mais influentes do planeta publicou um preview na sua edição que sai esta semana. Já tinha falado desse assunto, aqui.

A obra polêmica mostra a visão do mestre da contra-cultura para a criação do mundo, segundo o famoso livro da Bíblia. Como bem enfatizou o jornalista Eduardo Nasi, este é mais um livro para ser rechaçado nas escolas brasileiras, mesmo que a importância de Crumb para a cultura popular do mundo seja inegável.

Quase todos cansados dessas polêmicas envolvendo HQ’s. A New Yorker pode ser encontrada em grandes bancas do País ou em livrarias. No blog de bastidores tem mais detalhes.

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