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Jazz Metal — Por Paulo Floro

My Favorite Things Is Monsters é o fenômeno das HQs autorais este ano

Ninguém tinha ouvido falar de Emil Ferris até a editora norte-americana Fantagraphics lançar a HQ My Favorite Things Is Monsters em fevereiro deste ano. Desde então a obra tem se tornando um dos fenômenos editoriais dos quadrinhos de 2017. Com a terceira tiragem anunciada nesta semana a HQ chegou aos 70 mil exemplares, o que é algo impressionante para um gibi autoral.

Chama ainda mais atenção o fato de Ferris ser totalmente desconhecida no cenário dos quadrinhos e de seu livro tratar de um tema não muito palatável: a monstruosidade em suas mais diferentes facetas.

A história se passa em Chicago nos anos 1960 e tem com protagonista uma menina de 10 anos, Karen Reyes, que se apresenta como uma menina-lobo. My Favorite Thing Is Monsters é na verdade o diário de Karen com seus pensamentos, medos, desejos, opiniões. Apaixonada por filmes de terror ela traduz suas emoções em diferentes escalas de monstruosidades. Há ainda referências a momentos históricos como o assassinato de Martin Luther King Jr. e o Holocausto. Uma das tramas principais do livro, inclusive, tem a ver com horrores da 2ª Guerra Mundial.

A HQ foi bastante elogiada em resenhas e também por nomes como Art Spielgeman, que afirmou que Ferris é “uma das mais brilhantes autoras de quadrinhos de nosso tempo”. O autor de Maus afirmou que ela usou o estilo do sketchbook como uma forma de alterar a linguagem dos quadrinhos.

A história de Ferris é tão interessante quanto o livro. Aos 40 anos ela era uma ilustradora freelancer quando contraiu a Doença do Nilo Ocidental, um vírus transmitido por um mosquito. Ela ficou paralisada e teve que aprender a desenhar novamente, apesar da dor crônica e dos movimentos prejudicados. Em um perfil para o New York Times, Ferris disse que lidar com monstros acabou tornando-se uma metáfora para sua vida, mas que a força de vontade a fez superar a doença.

O primeiro volume de My Favorite Things Is Monsters, com quase 400 páginas, é um best-seller. O segundo volume, já em pré-venda, sai em fevereiro de 2018 e terá mais 300 páginas. Espero que as editoras brasileiras não demorem a lançar essa obra, desde já um marco dos quadrinhos alternativos.

Diretas Já, por Henfil (ainda atual)

Diretas Já, por Henfil, ainda atual hoje em dia. A sacada foi de Paulo Ramos, no Blog dos Quadrinhos (uma das melhores fontes sobre HQs no país, hoje atualizado pelo Facebook).

Esse incrível boneco de David Bowie no filme Labirinto

Quem me conhece sabe da minha obsessão por David Bowie. E esse boneco do personagem Jareth, do filme Labirinto, tornou-se um dos meus objetos de desejo. Os detalhes são incríveis e a semelhança com Bowie ficou bem boa.

O lançamento é da McFarlane Toys. O boneco é todo articulado e será vendido por 20 dólares a partir de novembro. Criado pelo mestre dos bonecos, Jim Henson, Labirinto vem se tornando bastante cultuado ao longo dos anos. A TriStar está produzindo um novo longa baseado no original de 1986, com direção de Fede Alvarez.

Este é o cartaz do Festival Internacional de Quadrinhos de Beja

O Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja é um dos mais importantes eventos do gênero na Europa e vem crescendo para se tornar um dos mais interessantes do mundo quando o assunto é a HQ autoral. O evento acontece agora em maio na cidade portuguesa de Beja. Mais detalhes no Fb deles.

PEC 241 e outros males do governo Temer, por Laerte

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Desde o golpe que afastou a presidenta Dilma Rousseff, a cartunista Laerte vem denunciando todos os retrocessos que estão sendo levados a debate e votação. A PEC 241, que coloca teto nos gastos e limita investimentos em educação e saúde por 20 anos, foi uma das mais atrozes. A charge acima é bem representativa desse período e foi publicada pela autora no Twitter.

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