Cena de Um Dia Prometo Deixar Esta Cidade, de Daniel Aragão. (Divulgação).

Cena de Um Dia Prometo Deixar Esta Cidade, de Daniel Aragão. (Divulgação).

O Janela Internacional de Cinema do Recife divulgou a programação completa da edição deste ano. Ao todo 11 filmes de seis países competem na mostra oficial de longas metragens. O evento traz ao todo 130 produções de 17 países. As exibições serão de 24 de outubro a 2 de novembro, nos cinemas São Luiz, da Fundação, além de dois novos espaços, o Portomídia e o Museu Cais do Sertão.

Entre os longas, onze títulos de seis países formam a mostra competitiva: Jauja (Argentina/Dinamarca), de Lisandro Alonso (prêmio da crítica no Festival de Cannes); The Kindergarten Teacher (Haganenet, Israel), de Nadav Lapid; The tribe (Plemya, Ucrânia); de Miroslav Slaboshpitsky; Turist (Suécia), de Ruben Östlund; The fool (Durak, Russia), de Yuriy Bykov; e os brasileiros A Misteriosa Morte de Pérola (CE), de Guto Parente e Ticiana Augusto Lima (estreia mundial); Sinfonia da Necrópole (SP), de Juliana Rojas; Brasil S/A (PE), de Marcelo Pedroso; Ventos de Agosto (PE), de Gabriel Mascaro; Casa Grande (RJ), de Fellipe Barbosa; e Prometo Um Dia Deixar Essa Cidade (PE), de Daniel Aragão.

A sessão de abertura do Janela, dia 24 no São Luiz, traz dois esperados filmes pernambucanos. O primeiro é o curta Sem Coração, de Nara Normande e Tião, vencedor da Quinzena dos Realizadores, onde estreou em maio passado como único representante brasileiro no Festival de Cannes. Logo depois será a vez de Brasil S/A, novo longa de Marcelo Pedroso, que abre a mostra competitiva. O filme estreia em Pernambuco após receber cinco prêmios no último Festival de Brasília.

Logo depois, às 23h, tem início a quinta edição do Clássicos do Janela, com a exibição de O Massacre da Serra Elétrica, de Tobe Hooper, restaurado em DCP 4k.

Sessões especiais

Sessões especiais de longas também compõem a programação do Janela. Dez títulos foram selecionados, entre eles Maidan (Ucrania), de Sergei Loznitsa; Björk: Biophilia Live (Inglaterra), de Peter Strickland e Nick Fenton; Branco Sai Preto Fica (DF), de Adirley Queirós (melhor longa no Festival de Brasília); Mes séances de lutte (França), de Jacques Doillon; Ela Volta na Quinta (MG), de André Novais; Sangue Azul (PE), de Lírio Ferreira (melhor longa no Festival do Rio); Permanência (PE/SP), de Leonardo Lacca; Obra (SP), de Gregorio Graziosi; Sete Corações (PE), de Andrea Ferraz; e A História da Eternidade (PE), de Camilo Cavalcante (melhor longa nos festivais de Paulínia e Vitória).

O Janela ainda estreia este ano a sessão “Bossa Jovem”, com filmes nas manhãs de sábado e domingo. As exibições resgatam uma tradição cinéfila dos anos 1960 e 70 e também atentam para um novo momento do , com as pessoas curtindo mais a cidade durante o dia.

Falando em Recife, o festival retoma o trabalho iniciado em 2013 com o resgate de curtas do período Super 8 pernambucano. Três títulos de 1981 serão relançados com resolução 2K: Noturno em Récife maior, de Jomard Muniz de Britto e Se pintar colou e Se colar olhou, realizados por Ivan Cordeiro.

Pós-Nouvelle Vague

Em parceria com o Instituto Francês e o Consulado da França no Recife, o Janela promove a mostra especial “Pós Nouvelle Vague”, com oito filmes dos anos 1970 e 80 selecionados por crítico da revista francesa Cahiers du Cinéma, Ariel Schweitzer.

Seu colega Nicolas Azalbert, também da Cahiers, vem ao festival para apresentar os filmes. Entre obras de Marguerite Duras, Philippe Garrel, Maurice Pialat e Jean Eustache estão dois trabalhos de Jacques Doillon, estará no festival para apresentar dois de seus filmes, Les doigts dans la tête (1974) e La vie de famille (1985).

O curta Loja de Répteis conta com a ‘atuação’ de um jacaré. (Divulgação).

O curta Loja de Répteis conta com a ‘atuação’ de um jacaré. (Divulgação).

Curtas

Este ano mais de mil trabalhos de 33 países foram submetidos a processo seletivo, um recorde do festival. Destes, foram selecionadas 43 obras de doze países, sendo 23 curtas brasileiros e 20 estrangeiros.

Na mostra nacional participam curtas de sete estados. De Pernambuco, foram selecionados quatro trabalhos: História Natural, de Júlio Cavani (prêmio de melhor desenho de som no último Festival de Gramado); Loja de répteis, de Pedro Severien; e os inéditos João Heleno dos Brito, de Neco Tabosa; e Noites traiçoeiras, de João Lucas Melo Medeiros.

O festival ainda traz programas convidados com filmes selecionados pelo cineclube Dissenso, Cachaça Cinema Clube, Toca o Terror e o Panorama Alemão.

O clássico "Paris, Texas", de Win Wenders, que completa 30 anos. (Foto: Divulgação).

O clássico “Paris, Texas”, de Win Wenders, que completa 30 anos. (Foto: Divulgação).

Serviço
7ª Janela Internacional de Cinema do Recife
Quando: de 24 de outubro a 2 de novembro
Onde: Cinema São Luiz (Rua da Aurora, 175 – Boa Vista), Cinema da Fundação (Rua Henrique Dias 609 – Derby), Museu Cais do Sertão (Av. Alfredo Lisboa, S/N – Bairro do Recife) e Portomídia (Rua do Apolo, 181 – Bairro do Recife)
Quanto: Cinema São Luiz (R$ 4 e R$ 2); Cinema da Fundação (R$ 4 E R$ 2); Museu Cais do Sertão (R$ 8 e R$ 4, exceto na terça-feira, que terá entrada gratuita). Sessão de curtas: R$ 1.

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