Por: Rafaella Soares
Da Revista O Grito!, no Recife

Nos próximos dias o Recife será tomado por uma intervenção urbana que vai anunciar a chegada da Caixa Cultural à cidade. Quatro artistas plásticos farão pinturas ao ar livre, nos dias 12, 13 e 14 de maio (sábado, domingo e segunda), sempre a partir das 15h. As pinturas serão feitas em palavras de dois metros de altura, esculpidas em MDF e instaladas em locais de grande movimentação: Parque da Jaqueira, Praia de Boa Viagem, Marco Zero e Agamenon Magalhães.

Os artistas envolvidos são Galo de Souza, Luana Neiva, Manoel Quitério e Raoni Assis, que poderão ser observados pelo público enquanto imprimem seus diferentes estilos nas letras gigantes. O centro foi instalado no antigo prédio da Bolsa de Valores de Pernambuco e Paraíba, que tem forte relação histórico-cultural com a cidade e se destaca no conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico do Bairro do Recife. O imóvel, tombado pelo Patrimônio Nacional desde 1998, tem área total de 2.650m² e passou por uma grande reforma, conservando todos os traços históricos da construção, para abrigar um cine-teatro, salas de exposições, museu da Caixa, salas de oficinas e ensaios, salas de multimídia, espaço de conveniência e livraria. Um piso de 300m² de vidro foi projetado para ficar sobre um fosso arqueológico.

Galo de Souza é natural do Recife e iniciou a vida no mundo das artes aos 9 anos de idade. Aos 16 fez os primeiros grafites, impulsionado pelo movimento hip-hop da periferia da capital pernambucana. Segundo definição do próprio artista, ele “pinta, risca, cola, toca, produz, conversa, fala, fotografa, grava e edita”. Galo ainda mantém projetos sociais em várias cidades do interior de Pernambuco, dando oficinas itinerantes para comunidades carentes.

Formada em moda, Luana Neiva começou seu trabalho com ilustrações na faculdade e, desde então, não perdeu mais esse foco. Seu trabalho é permeado por influências de clipes, filmes e psicodelia. Os suportes utilizados para as pinturas são os mais diversos, materiais de gráfica descartados, tubos, pequenas caixas e restos de madeira.

O trabalho de Manoel Quitério mistura muralismo mexicano, arte popular e surrealismo pop para propor uma reflexão sobre o homem e seus objetos de culto. O traço firme de tinta acrílica sobre madeira projeta um cenário em que não se distinguem sonho e realidade.

Raoni Assis é publicitário de formação e desenhista desde que se entende por gente. Começou a trabalhar cedo, estampando camisetas e fazendo ilustrações para editoras, revistas e sites. Seus trabalhos incluem ilustrações com nanquim, colagens e aquarelas pintadas sobre fotos, numa brincadeira entre certo e errado.

A ideia da ação é surpreender o público e atrair a atenção para a chegada da CAIXA Cultural ao Recife, já dialogando com a arte local e com a cidade, mesmo antes da abertura do espaço. A iniciativa também pretende convidar o público a conhecer e frequentar o centro, onde cultura e arte se completam. A proposta do aparelho é abrir o espaço para receber a produção artística da cidade e também trazer referências de outros estados e países para dialogar com a cultura local. Além do Recife, a CAIXA mantém centros culturais em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Curitiba, Salvador e Fortaleza.

SERVIÇO:

Inauguração Caixa Cultural
Rua Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife
Intervenção urbana: Marco Zero, Agamenon, Parque da Jaqueira e Praia de Boa Viagem
12, 13 e 14 de maio (sábado, domingo e segunda)

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