Músico pernambucano usa orquestração sofisticada para fazer disco de superação cheio de participações especiais

Igor de Carvalho canta dores e superações pós-término em Cabeça Coração
NOTA8

Vida e morte, começo e fim e tudo o que envolve os ciclos da vida pautam o segundo disco do cantor e compositor pernambucano Igor de Carvalho, Cabeça Coração. A entrega nos versos e nas composições fazem desse trabalho um dos mais emotivos deste ano até aqui e rendem um trabalho com bastante vulnerabilidade e lirismo.

Iniciando com melancolia na triste e dramática “Ouça Bem”, Igor percorre as fases de um término de relacionamento indo de um tom passional até o distanciamento racional de quem superou o fim. São composições com arranjos que se aproximam de uma MPB mais pop ao mesmo tempo em que trazem um trabalho incrível de orquestração (assinadas pelo maestro Henrique Albino).

Há participações especiais de Zélia Duncan (“Não Tinha Amor Ali”, bem teatral), Johnny Hooker na catártica “Me Esqueça” e “Película de Vidro/Eu Não Quero Mais”, que traz o cantor português Manoel Cruz. Igor de Carvalho se reinventa neste novo trabalho após uma estreia mais experimental com A TV, a Lâmpada e o Opaxorô (2014).

IGOR DE CARVALHO
Cabeça Coração
[Independente, 2019]
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